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20/nov

Sinto-me tão trollada quanto a Erin com relação a este episódio. Voight me fez de babaca, pisou em cima e ainda pediu um Manhattan. Quem ele pensa que é pra me tratar desse jeito?

 

Nunca pensei que chegaria o dia de ser trouxa nas mãos do Voight e agradeço menina Lindsay por estar inclusa no pacote. Ok que não fiquei tão indignada quanto a detetive, pois havia outro problema pairando no episódio: a experiência do Sargento em uma nova treta de caráter. Isso prende muito meu interesse, mais que qualquer lavagem de roupa suja.

 

Demorou um bocado, mas eis que Voight chegou perto da fogueira da inquisição, mas de um jeito um tanto quanto inusitado. Nada como a lembrança do pai para fazê-lo lidar com o caso desta semana de uma forma que meio mundo desaprovaria. Afinal, ninguém foi preso. Houve muito aperto de mão e pouca ação, restando apenas esperar o soco na cara. E foi o que rolou, né?

 

A investigação foi intrincada e carregada de reviravoltas. Mais tenso que isso, só depender de um Voight na poker face. Pensei na pauta corrupção como de praxe, mas a lembrança do pai o moveu e o fez agir em cima disso. Um pensamento que fincou a dramatização sobre o tema família, que trafegou em Lindsay ao trazer à tona mais fragmentos da sua vida com o Sargento. Meios que pesaram uma decisão que concluiu o episódio de forma ainda mais atípica como o caso da semana.

 

Pela milésima vez em sua vida, Hank teve que revelar a outra face do seu caráter. Enterrar o caso? Favorecer aqueles que conviveram com o pai? Prender e correr o risco de ser perseguido pelo resto da vida? O Sargento sempre sabe o que faz e dessa vez não foi diferente. O personagem sabia em quais ovos pisava, o que gerou um conflito e tanto com Lindsay, porque, lá no fundo, não havia muito o que mexer. Voight só se fez ao longo do episódio, fatos reais.

 

Voight tirou este dia para ficar praticamente à paisana. Não só ele, como a equipe. Todos escorados, até Halstead que não pronunciou um A – um milagre, diga-se de passagem. Como nos velhos tempos, assistimos a evolução de um episódio apenas do ponto de vista de Hank, iniciativa que sempre rende uma dualidade na trama. O Sargento cutucou aqui, xeretou dali, prometeu manter alguns segredinhos. Mas, qual era realmente a dele?

 

Cheguei perto de detestá-lo quando Charlie foi culpado com base em uma confissão planejada. Comecei a temer pela falta de solução porque só havia acusações circunstanciais. Desacreditei várias vezes do dar de ombros de Voight com direito a patadas gratuitas para cima de Erin.

 

Voight me fez acreditar várias vezes que enfiaria a sujeira embaixo do tapete. Repetir que não se envolveria com o rastrear do dinheiro foi uma faísca que podia muito bem culminar em silêncio sobre o caso. Afinal, investigação se cutuca tudo. Não se come pelas beiradas, o motivo que tirou Erin do sério ao ver que Hank fazia vários nada em nome de Victoria. Como não surtar?

 

Por essas e outras que o caso da semana foi um tanto quanto esquisito para não dizer atípico. Meio confuso. Meio frustrante. Sempre comentei que amaria ver os heróis de P.D. falhar e isso meio que aconteceu. Ninguém chegou a uma conclusão. Todos seguiram pistas, recriaram a timeline, mas não conseguiram espetar nenhum suspeito. Não era um caso forte para a UI.

 

Olhos embaçados seguiram pistas dadas gratuitamente pelos membros do Outfit, ponto que mais me intrigou. Detalhe do episódio que me deixou muito mais passada, pois Voight as seguiu sem questionar. Como assim ele me sai por aí, ligando as migalhas que os migos do clubinho lhe deram apenas para mudar o norte da investigação? Será que em nenhum momento isso ocorreu na mente dele?

 

A trama deu a entender que não, pois Lindsay percebeu que venceu ao escancarar que Voight estava sendo feito de otário, em português-dublado. Que Charlie era inocente. Foi aí que a casa caiu, momento que revelou uma trama impecável em que Hank realmente foi parcialmente enganado. Ou, se vocês ainda têm fé como eu, se deixou enganar. No fundo, acho que foi um truque do Outfit para encontrar o culpado e depois zaz. Enfim, só sei que terminei de assistir esse episódio com a mesma cara de tacho da Erin, mas, passado o drama, compreendi o que aconteceu.

 

No final, o Sargento deixou a mensagem que nem sempre a polícia meterá o bedelho na sujeira alheia – por assim dizer.

 

Se Voight tivesse desafiado o Outfit, ele não pagaria sozinho, mas todo mundo. Ao fazer isso, o personagem iria contra o que aprendeu ao longo da sua jornada: respeitar as pessoas com quem trabalha. Até a postagem desta resenha, quero acreditar que esse pensamento continue. Sempre.

 

Foi uma bela troca de favores, se querem saber. Voight achou o culpado e entregou ao Outfit. Nada mais que isso. O esquema foi sobre reputação. Quando há um escândalo, os chefões têm sua maneira pessoal de limpar para manter tudo nos conformes. Algo que Hank jamais impediria porque seria comprar treta gratuita com o clube. Como ele sabiamente disse, há certas decisões desagradáveis. Essa foi uma dessas, mas só porque o personagem estava consciente do saldo final.

 

O episódio ensinou que, às vezes, reputação é tudo e que há casos que a polícia não deve se meter – sendo que aos meus olhos deveria sim. Mas é o esquema deles, algo que Erin só entendeu agora. Pior é que o advogado saiu com gostinho de que realmente se safou, pois faltou a fatídica prisão – o corpo já deve boiar em Chicago.

 

Voight vs. Lindsay

 

Se você ler isso, e se identificou, me dê um abraço no Twitter, ok?

 

Sinceramente, acho que o que foi dito para Lindsay parecia engasgado na garganta do Voight há algum tempo. Sério, me ouvi dizendo tudo aquilo para ela, pois venho somando vários comportamentos da personagem desde a primeira rodada de pegação Linstead até a saideira para viver com Bunny. Não estou feliz. De forma alguma. Vejo um problema não de caracterização, mas de escrita. Sempre optam pelo caminho mais fácil quando abordam a detetive, o que a coloca no time leite com pera com Will, Ruzek, e cês não querem que continue, né (eu tô é rindo)?

 

Fiquei ao lado dela no decorrer da investigação, porque, realmente, aonde estava a cabeça do Voight? Em contrapartida, Hank lacrou ao dizer que Lindsay não sabe separar o pessoal do profissional. Enquanto Ruzek mete um boss, ela o chama na intimidade. Tá errado, miga, e isso não é de hoje! Esse é o ponto fraco da personagem, que é real sim, e fico feliz que tenha sido visto e escancarado.

 

Sabem por quê? Porque fico sempre com a impressão de que Erin é a protegida e que pode fazer todas as burradas por saber que o daddy a salvará. Que Halstead a salvará. É só o que tenho observado desde que esta temporada começou. Sei que o Sargento confia cegamente nela, mas depois de uma mancada homérica, é meio sangue de cobra simplesmente deixá-la à vontade. Muito cômodo e não orna.

 

Sinceramente, até penso que essa proteção só existe porque é da Sophia que estamos falando. Cadê ela em posição de risco (tipo voar pela janela como Ruzek esta semana)? Disfarçada? Sem escudo do Jay? Tem algo errado nisso aqui e é zoado dar ação a ela só na companhia do Halstead.

 

Assim, Lindsay não precisa ser salva e teve belas atitudes ao longo da S1 e S2. Por isso validei o momento em que ela decidiu ir para a força-tarefa por querer desmembrar essa ideia de que é protegida. Só que ela continua a ser protegida, pois não vi até então Voight ser pulso firme com sua “filha”. Só agora, mas sinto também que entrou por uma orelha e saiu pela outra.

 

Antes que perguntem: não detesto a Lindsay. Sou mãe que puxa a orelha das crianças, como faço mil vezes com o Ruzek (meu “aborrecente”). Desabafo sempre que posso nas resenhas porque, às vezes, me sinto no bloco do eu sozinho quanto a certos pontos.

 

Repetindo o mantra: sou fã, mas não sou trouxa.

 

Concluindo

 

 

Se Voight me deixou embasbacada, nada se compara ao Roman e à Burgess. Quando Kim me mete um “take a walk”, até eu me senti no direito de dar uma voltinha pra ela. Ambos mandaram bem esta semana, seguraram as poucas cenas eletrizantes, inquietaram com a perseguição de Ritchie e ainda renderam uma cena de crime polêmica. Um revólver que era um celular, e agora Sean?

 

Confesso que não empolguei, pois parece assunto que será resolvido em 5 minutos no 3×10. Quero acreditar que Voight e Platt se unirão, mas a dona Crowley é do mal.

 

O episódio fugiu da fórmula investiga + caça + prende, o que o tornou desconcertante. Lá no final é que se revelou a mesma receita, o cliffhanger maligno que botou Roman na berlinda. O roteiro foi bem inteligente ao tentar vender uma coisa e concluir de outra forma. Uma trama tão dual quanto o personagem destacado que deixou mais uma lição para Erin.

 

Tenho que dar um elogio do bem ao Ruzek e ao Halstead. Os dois dariam uma boa dupla. Vi uma química ali. Gostei mesmo do curto momento que ambos compartilharam, rendendo ao Adam uma baita cena (e uma baita queda). Podiam presenteá-lo com emoções assim, né?

 

PS: tinha mesmo necessidade de incitar competição entre Burgess e Platt sobre casório?

 

Férias coletivas para esse Distrito. Nos vemos no dia 6 de janeiro. <3
Stefs
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