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02/nov

Estou jogada no chão pedindo ajuda do Doctor Disco. Não há palavras suficientes para expressar o que senti ao longo deste episódio. Tiro, porrada e Zygons para todos os lados, com direito a muita mulher em posto de comando e uma Clara vilanizada. Acelera essa continuação porque preciso!

 

Claro que mencionar Osgood é uma obrigação, porque é inegável o quanto essa personagem é maravilhosa. Em versão dupla, melhor ainda. Ela foi crucial para os desdobramentos desta trama que aclama por guerra, situando os Zygons, os tratados de pacificação e o que possivelmente aconteceria se alguma das cláusulas fosse quebrada. Além de explicar a liberdade desses aliens em desfilar como humanos, nada interessou mais que a caixa de Osgood que parece ter o tal gás que Kate mencionou para a Clara e que está sob domínio de um Time Lord roqueiro.

 

O pesadelo se instalou em várias partes do globo e gostei muito do quicar dos personagens em lugares diferentes. Lembrou-me bastante do clima do 6×01/02, que contou com muita ação, um grupo de aliens querendo suprimir os humanos e um Doctor com a vida em contagem regressiva.

 

A diferença é que este episódio contou com a UNIT, o que serviu para embrenhar, pouco a pouco, o clima de guerra que cresceu conforme o transcorrer dos planos Zygon. Todo mundo se uniu, agrupou os planos, mas terminaram dispersos à mercê de quem voltou a ser uma ameaça para os humanos. Não só dos humanos, como da própria espécie devido a busca pelos traidores que abdicaram da fisionomia original para serem duplicatas de uma pessoa do planeta Terra.

 

Tudo isso só seria possível por meio de um plano ousado. No caso, derrubar a UNIT enquanto se limpava os Zygons traidores. Uma conspiração que até o final da primeira parte deu muito certo e que me fez vibrar com as reviravoltas e as medidas que levaram a trama a um grande estopim.

 

Se há uma coisa que aprecio em qualquer série/filme da vida é clima militar com uma pitada de investigação. Este episódio foi maravilhoso por se fortalecer nesses quesitos que assentaram a tensão e a ação da trama. Meu coração sempre vai ao chão quando vejo Kate e sempre me lembro do juramento de ser como ela quando crescer. A personagem não precisa fazer nada, apenas estar lá e ser genial com medidas mínimas. Essa mulher sempre arrasa, socorro.

 

O interessante da aparição dela foi ter confrontado o 12º sobre meter bomba nos Zygons. Aquela bela e saborosa treta em que o Time Lord quer resolver do jeito mais limpo possível, porque, aos seus olhos, todo mundo tem o direito de viver – ou quase, já que essa versão só resolveu se importar com os humanos, de forma mais escancarada, das últimas semanas para cá. Embora a discussão não tenha ido adiante, penso que o tal gás entrará em cena e gerará atrito entre ambos. Se a situação não ficar sob controle, não sei o que o Doctor fará para evitar um bombardeio em massa.

 

Sem contar que os humanos já estão em minoria, o que exigirá a tal caixa da Osgood.

 

Kate também foi responsável pelo nortear investigativo, algo que amo e piro quando a UNIT está presente. Esse clima arrematou toda a militarização das operações de contingência para barrar esses teimosos aliens que aprontaram e muito em suaves 42 minutos.

 

Um ponto de destaque deste episódio foi o retorno da pauta hibridismo que tem sido constante nesta temporada. Estou interessadíssima em saber como tudo isso rebaterá no Doctor. Ele sabe que também faz parte desse grupo, mas, até então, o personagem não sentiu o impacto. A não ser que essa questão seja meio humano e meio Time Lord, não meio Time Lord e meio Dalek – algo que abre um leque de possibilidades. Osgood mostrou que é uma mistura do bem e um objeto da paz. Até quando?

 

Considerando que Daleks e Zygons não são confiáveis, misturar esses aliens com o DNA humano tem me deixado entorpecida. Não sei vocês, mas gosto dessas loucuras, especialmente porque me faz lembrar de quimeras genéticas – o que ainda não é o caso apresentado em Doctor Who.

 

Agora, uma pausa para falar da menina Jenna Coleman. Como Clara não foi vilanizada antes? Como não deram a ela essa dose de malícia desde o começo? Nossa, tenho certeza que a personagem teria se tornado muito mais incrível e sua storyline não teria se dissipado depois da S7. Além de estar linda neste episódio (como lidar com aquele batom vermelho, gente?), a mudança da água para o vinho da companion me deixou sem respirar. Isso que chamo de plot twist ao ponto de demorar um pouco para recuperar o andar mental sobre o que estava acontecendo.

 

Pior que a Clara original, trancafiada em um ovinho Zygon, me lembrou demais da Soufflé Girl. Se esse for o fim da companion, não quero. Tudo bem que estamos bem perto disso acontecer e seria até irônico considerando que a personagem foi inserida na série primeiramente como um Dalek.

 

Estou jogada com a mudança de caracterização da atriz e já repeti as cenas várias vezes. Convincente ao extremo e surtei com a olhadinha que denunciou Clara como Clara-Zygon. Deu para temê-la ao pegar a bazuca e mandar bala para cima do Doctor. Não tenho palavras para o estrago que Jenna fez na minha vida com este episódio.

 

A trama mexeu com a minha cabeça como assistir a um dominó sendo retirado da pilha e começar um efeito em cadeia. Kate dominada. Clara dominada. Um Doctor e uma Osgood caindo do céu. O que podemos esperar na continuação? Esse gosto imprevisível me deixou cheia de expectativa.

 

PS: eu bem queria receber 127 ligações do Doctor. Como faz?

Stefs
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