Menu:
09/nov

Poderia expressar minhas emoções em vários gifs, pois está barra dizer alguma coisa sobre essa dobradinha magnífica. A conclusão dessa aventura com os Zygons provou que era promissora tanto quanto as promos, com direito a um paralelo da principal aflição de um Time Lord alérgico a palavra guerra. A trama não era sobre o gás ou as duas caixas de duas Osgood. Nem sobre a Bonnie. Foi tudo sobre se colocar no lugar do outro e perdoar qualquer loucura. Algo que só se aprende ao fazer besteira ou chegar muito perto de cometê-la, como este episódio bem retratou.

 

Ao contrário da primeira parte que teve muita ação, esta oscilou entre terror e emoção. Zygon-Clara rendeu vários momentos sinistros enquanto Clara garantiu a tensão de estar empacada em um ambiente que muito me lembrou da casinha dentro de um Dalek. Bonnie era aterrorizante, astuta, ousada, e fiquei com medinho pela companion. Considerando que o fim dela está próximo, já começo a ficar perturbada com qualquer possibilidade que a tire de cena de repente. Vai que, né?

 

Repito todos os elogios que disse na semana passada sobre Jenna: magnífica. Uma oportunidade desafiadora que a tirou da bondosa companion para ser uma inimiga do planeta. Lamento muito que essa grande oportunidade tenha acontecido em uma temporada que marcará a sua despedida, pois ela sambou demais. Fiquei besta ao vê-la duelando contra si mesma, nossa, muito incrível.

 

O clima denso foi quebrado algumas vezes com as loucuras do 12º na companhia de Osgood, que ganhou um pouco mais de destaque. Tão linda! Pena que lhe deram uma storyline redondinha ao se sair como a responsável/protetora dos Zygons, pois a queria no lugar da Clara. O bom é que sua presença na série foi deixada nas reticências, a charada sobre qual das duas seria humana.

 

Honestamente, mal posso esperar pelo retorno e gostaria de vê-la mandando bala na TARDIS ao lado daquele que claramente idolatra.

 

O peso emocional do episódio se mostrou com o Zygon vitimizado por Bonnie. Meu coração apertou com aquela situação desesperadora, de um alien tendo sua liberdade tomada, o direito de viver como os humanos. Um conflito muito bem assentado na trama desde a primeira parte.

 

Minha mente foi longe neste momento, pois se há uma coisa que Doctor Who me inspira é transferir todas as situações dos episódios para a realidade. Nesse caso, o conflito de ser quem você é e na maior parte do tempo não poder. Tudo bem que Zygon é Zygon, até havia sentido no que Bonnie queria sobre andar por aí como se é, mas forçar isso na maldade tira todo o propósito do “ser você mesmo”.

 

Doctor John Disco foi ainda mais fundo na ferida. Ele desmoronou ao pegar toda aquela situação e levar para o pessoal. Na verdade, para o seu íntimo, muito além dos dois corações que estavam predispostos a virar o jogo e convencer Bonnie de que uma guerra não daria em nada. As falas do personagem foram tão incríveis que dá vontade de fazer um banner com todas e espalhar por aí.

 

Não sei qual parte foi melhor, de chamar a juventude praticamente de chorona, motivo mais do que suficiente para destruir a humanidade, ou de que ninguém naquela sala sabia de fato o que é uma guerra. Voto nos dois. O episódio criou um belíssimo paralelo entre Bonnie e o 12º, e elevou a atuação dos envolvidos. Estou sem palavras, de verdade.

 

No final de tudo, a palavra guerra foi o peso desses dois episódios. Não necessariamente a invasão ou a caixa de Osgood, mas uma nova conscientização de que não se sai por aí fazendo justiça com as próprias mãos. É muito fácil se agarrar a uma convicção pessoal e perder as estribeiras. É muito fácil devolver uma crueldade com crueldade, desencadeando sequências de mais crueldade.

 

O que o Doctor viveu em Gallifrey o mudou completamente e nada mais emocionante que vê-lo em seu monólogo afirmando que todo mundo ali estava errado, inclusive Kate. Criou-se uma verossimilhança da vida do Time Lord e de Bonnie, algo que a chefia da UNIT não entendeu por ter mente de agente. Para ela, era mais fácil liberar o gás enquanto para o 12º sempre será mais eficiente conversar a silenciar o inimigo com um banho de sangue.

 

Achei muito conveniente retomarem essa discussão que começou no 9×07 para respaldar e reafirmar com muito mais intensidade que nem tudo se resolve a base da violência.

 

Conversar, foi o que o Doctor pontuou, e voltei a ficar besta com mais um episódio que conversou e muito comigo. O mesmo que senti no The Day of The Doctor, o último que realmente me deixou catatônica por causa da mensagem e do momento do qual vivia naquele instante. Desaguei, como se não houvesse amanhã, com o abraçar da missão de não deixar que mais guerras aconteçam a troco de nada.Seria maravilhoso se o mundo se resolvesse com apenas um bate-papo reflexivo, pois tenho certeza que muitas das atrocidades que vivemos não seriam reais e constantes. O Time Lord teve que viver para aprender e o mesmo se aplica a Bonnie, que capturou a mensagem.

 

Como disse, foi tudo uma questão de se botar no lugar do outro e de perdoar. Foi magnífico ver Bonnie duvidando de que não seria comprometida por causa da sua missão. Isso é outra coisa que devemos colocar mais em prática: empatia com o próximo. A dica de pausar por um momento e entender os motivos dos quais o apaziguador não queria um gás em cena. O jeito como Kate desistiu da caixa acabou com a minha vida e o resultado dessa quase guerra é vigilância constante.

 

A cena final foi de aplaudir de pé, lacrou com intensidade, receio e muita, mas muita emoção. Perfeito demais! Só tenho a dizer que a missão de Bonnie entrou para o pódio de episódios favoritos desta temporada. Emocionalmente caótico e impecável do começo ao fim.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3