Menu:
01/nov

Queria estar morta com relação a este episódio. Sabia que os tiros seriam certeiros, mas não esperava ficar um bom tempo em estado de inércia. Lindo, maravilhoso e completinho. Meu coração apertou tantas vezes como se estivesse lá no Summit, curtindo um momento raro em que humanos e EVOs se dão bem. Aplaudi de pé o fato dos escritores não terem anulado a significância de Claire no transcorrer da história. Por mais que Hayden não tenha aparecido, foi possível capturar o peso da sua personagem e lamentar – de novo – a perda da eterna líder de torcida.

 

Claire voltou a ser o cerne de tudo e serviu de compasso para Noah. Uma vez que saltou para revelar os seus poderes, nada mais justo que a resolução desta temporada vir da sua genética. No começo, estranhei a ideia dos bebês gêmeos (na hora berrei Tommy e Malina) e da ideia de mudá-los de época para que crescessem em tempo hábil para salvar o mundo.

 

Depois, achei essa história maravilhosa, especialmente porque a líder de torcida é a causa de Heroes Reborn ter engatado. Fazer com que o Sr. Bennet retornasse ao Summit só para recordar o que esqueceu, sem ter a ver com a filha que perdeu, seria uma tremenda afronta. Ainda bem que foram sensatos.

 

Mesmo ausente, a líder de torcida foi responsável em resgatar os personagens antigos de Heroes para dar uma justificativa sobre o que aconteceu no Summit. Foi muito bom rever Suresh e saber o que diabos ele fazia no dia 13 de junho. Mama Petrelli voltou a mostrar a magia dos seus poderes e até o Protetor do Tommy – e a mãe dele – entrou em cena provando que é valioso. O mesmo se aplica ao pai da Miko que, finalmente, deu as caras, mostrou o objetivo da criação do jogo e como Hiro foi trancafiado. Uma mistura fantástica que me deixou capotada de saudosismo.

 

Esse reencontro entre heróis antigos e novos contribuiu para a ação de uma trama que deixou de ser tímida e que ruma bravamente para a sua finalização. As peças lançadas no decorrer de cada episódio finalmente se encaixaram e fiquei completamente sem reação. Enfartei com o estudo do Suresh aprimorado por Erica, mas nada bateu mais forte que entender o objetivo dos poderes escolhidos para essa nova geração de EVOs. Imaginei que todos se juntariam no estilo Heroes, inclusos em um plano maior, se encontrando pelas circunstâncias, tipo a Miko.

 

A visão de Angela foi uma luz e os poderes da natureza se revelaram como uma arma a favor do planeta caso Erica seja bem-sucedida. Não sabia o que esperar e fui surpreendida. O desvendar dessa importância fez a missão de Tommy e de Malina ter completo sentido, não só por serem filhos de Claire, mas por terem nas mãos a meta de reerguer a humanidade.

 

O grande responsável por isso será Noah, que finalmente recordou o que se obrigou a esquecer. Vê-lo arrasado pela Claire me deixou sem vida. Foi bem interessante observar que o personagem realmente se libertou dos antigos hábitos, o que aniquilou minha insegurança de que, em algum momento, ele se uniria à Erica. Agora, Bennet assumiu de vez o papel de ponteiro das bússolas de Tommy e de Malina, e prevejo tiros quando rolar o reencontro com os netos já crescidos.

 

Se Claire fez coceguinhas no meu coração, Luke me deixou sem chão. Dennis tinha problemas de saúde e os pais estavam atrás de uma cura, um esclarecimento para a revolta de Joanne. Tudo bem que Erica contribuiu com uma bela lavagem cerebral ao reverter o ataque ao Suresh e aos evoluídos, mas a transformação dessa personagem após a explosão não foi brincadeira. Vê-la tão serena, tão dócil com o marido e o filho, para se tornar em uma megera vingativa foi um grande salto.

 

Pior que Luke é tão amorzinho e não consigo entender o distanciamento da esposa. Espero que ele tenha uma fatia relevante de participação na tramoia de Tommy e de Malina. Será uma chance para sair do armário e aceitar que é EVO. Inclusive, que pode continuar otimista pelos seres especiais que vive entre os humanos, como demonstrou o dia 13 de junho. A empolgação dele foi priceless.

 

No final das contas, quem chocou mesmo foi Erica. O pouco que foi dado sobre a personagem permitiu o reconhecimento da existência de um sistema analítico dentro dela. Só não esperava que houvesse uma geleira. Esperei uma grande justificativa para ela agir dessa forma, quem sabe o próximo episódio faça isso, mas, até então, é mera ganância. Pensei que a chefia do Renautas tivesse sido corrompida, como Joanne, mas se trata de uma mulher ambiciosa.

 

A maneira como ela sabotou Suresh, despachou Noah e correu atrás de Claire me deu arrepios. Erica é sensacional de ruim e cada revés dado na trama me fez morrer de ódio. Quero só ver quem a interromperá. Não acho que seja Noah. Até adoraria que fosse Luke, de verdade.

 

Outra prova de que Erica não se importa foi o tratamento dado à Phoebe. Era um dos pontos de Reborn que me deixou curiosa e claro que a vilã usaria uma fraqueza como arma. Sua cobaia queria mudar a história dos EVOs no tempo atual e a ideia de ser heroína da própria espécie apenas a motivou. O resultado foi um poder muito desenvolvido e que com honraria recriou uma espécie de eclipse, o símbolo eterno de Heroes. Pior é que a adolescente nem faz ideia que matou o irmão e nem sei se ela voltará a ser a mesma depois do tanto que usou os seus poderes.

 

Não tenho do que reclamar deste episódio. Todos os elementos deixados nas semanas anteriores foram amarrados e acarretaram medo e aflição. Foi muita emoção, isso porque estamos na primeira parte dessa treta. Uma trama muito bem alinhada, que prendeu do começo ao fim e que rendeu um baita cliffhanger. Noah vs. Noah tem tudo para dar errado e não acho que Erica irá dessa para melhor. Há 6 episódios pela frente, muito cedo para essa mulher ser aniquilada do mapa.

 

Com direito até uma citação a Harry Potter, o episódio foi muito significativo. Essa tramoia amarrou as pontas soltas que tornavam a explosão um mistério e mal posso esperar para ver os planos sobre o futuro.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3