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08/nov

Se é para escolher a 1ª ou a 2ª parte desta resolução parcial, ficaria com a primeira. Não estava com um pingo de saudade de ficar confusa com tramas que iam e vinham entre o tempo e o espaço. Me fez lembrar dos momentos em que ficava tonta com Heroes, pois eita serviço trabalhoso esse de acompanhar Hiro e seus saltos que sempre culminam em dar sentido a história ou em dar um tapinha em algum acontecimento. Dessa vez, foi um belo tapão e não soube no que dar prioridade.

 

Este episódio terminou de apagar os primeiros passos dados ao longo do 1×01/02. Os motivos de Tommy (Nathan) fugir, o exagero da mãe em preservá-lo e como Caspar empacou como o Protetor de um dos herdeiros de Claire. Choquei com Hiro sendo o “pai”, mas não tanto ao ver Miko ganhar vida. Foi mágico e ao mesmo tempo triste, pois também descobrimos o que rolou com o pai.

 

Tenho que admitir que, no fim das contas, adorei o poder do pai da Miko. Imagina dar vida a todos os personagens que você mais ama! Ok que seria um mega problema também, mas pensemos pelo lado do bem da coisa toda. Acho que traria a Katniss para bater um papo comigo, fatos.

 

Além desses esclarecimentos, Joanne também teve seu momento e descobrimos de onde veio o gosto de assassinar EVOs. O que foi a transformação dela, gente? Antes de descobrir sobre Dennis, a personagem quicou da mãe preocupada, depois para a arrasada e depois para a vingativa ardilosa. Sua brutalidade em matar me deixou catatônica. Não esperava que esse propósito seria incitado por meio de uma medida tão cruel. Imaginei que fosse só coração partido pela perda, mas fui otária.

 

Pior foi ver Luke passar a mão na cabeça, o que dá certa propriedade em culpá-lo pela loucura da esposa. Talvez, o grande responsável em dar trela ao que deveria ser barrado logo de início. Quero só ver se esses dois se reencontrarão. Bem que precisava, mas só a ideia dessa mulher surgir para matar Tommy muito me aterroriza. Que ela fique desaparecida e não volte nunca mais.

 

Quem também teve seu lugar ao sol foi Carlos. Que personagem mais desnecessário! Só serviu para explicar de onde surgiu Farah e, a partir daí, como o caminho dela se encontrou ao de Malina. Nem sei o que esperar com relação a ele, ainda tombado por causa de James enquanto Noah brincava no Summit. Espero uma reunião dele com os outros EVOs. Até então, plot furado.

 

Claro que quem voltou a chocar foi Erica e ela só me fez lembrar do Hitler. A mulher tem uma oratória poderosíssima e um jeito de convencer nato, implantando sem dificuldade a crença de que o ataque foi culpa dos EVOs e que todos os humanos estavam autorizados a repudiá-los. A personagem, com apenas um movimento no tabuleiro, converteu todo mundo.

 

Rever Parkman me fez tão feliz e ao mesmo tempo tão triste por saber que ele se vendeu por status e segurança. Totalmente ludibriado pela falsa promessa de uma pesquisadora que não tem alma e que só quer matar EVOs. O mesmo vale para Suresh que tomou toda a culpa como um belo bode expiatório, Phoebe que foi alimentada pelo propósito de ser mais que uma evoluída, e até Quentin que, no fim, assumiu o posto de informante da chefe do Renautas. Haja coração!

 

Noah vs. Noah foi engraçado de assistir. Por meio dos dois, entendemos como sua memória foi apagada. Inclusive, ambos explicaram os motivos de caça à Molly, a única que poderia rastrear os gêmeos. Doeu na alma quando a personagem prometeu silenciar a ter que declarar o que sabia.

 

O episódio se resumiu nas consequências do ato de Noah contra Erica. Ela está usando uma bengala, não quis acreditar! Espero que Bennet tenha percebido o comportamento de Quentin, pois pensei piamente que esse cidadão tinha morrido. Esse senhor esmagou uma baita borboleta, o que automaticamente afligiu presente e futuro. Não me soaria chocante se o que aconteceu minutos antes de Hiro retornar ao 13 de junho tenha sido deletado da história.

 

Agora, como esperar que Tommy aceite seu destino? Como Nathan, o personagem era mais otimista e mais seguro. Sem a memória, ele parece um completo perdido e está apavorado em abraçar a sua missão. Mal posso esperar para ver o reencontro com Malina e tenho medo só de imaginar Erica perto dos gêmeos. Sinto que ela conseguirá capturar pelo menos um… Ou os dois…

 

Com esse grande babado concluído, a hora é barrar o reboot do planeta. O episódio duplo mostrou que Kring não perdeu o jeito em brincar com as histórias, dar um jeito de conectar os personagens relevantes e tornar o tempo o amigo e o inimigo dos envolvidos. Uma escrita sempre arriscada, desde Heroes, e que situou com muita nostalgia os próximos passos que serão norteados por Noah Bennet.

Stefs
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