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01/nov

Mais uma semana que The Originals entra em cena diretamente do limbo da audiência, mas tenho que dizer que este episódio teve um pouquinho mais de recheio por motivos de Marcel. Continuamos sem um conflito interessante, a treta entre as sire lines ainda grita futilidade e a profecia pelo visto morreu envenenada. Resultado: essa season permanece toda errada.

 

Sem a força de um flashback, a trama teve que mostrar serviço, um detalhe que não vinha acontecendo desde que Lucien entrou em cena. O foco em Tristan fez as coisas valerem um pouco mais a pena e tenho que dizer que a personalidade desse vampiro me atrai. Ele não é insuportavelmente mimado e sem graça como o servo que um dia torturou, nem chato como Klaus tem sido desde que a temporada começou.

 

Melhor ainda: não é uma personificação do Elijah. Não acharia ruim se isso acontecesse, mas seria uma falta de criatividade escancarada na hora de bolar personagens. Já me basta Lucien e Klaus serem a cópia escancarada um do outro.

 

O filhote do Elijah é calculista e ponderador, que faz muito sem tanto esforço (porque há quem faça). Toda aquela finesse dele não passa de fachada para a crueldade.

 

Tristan é perspicaz enquanto Lucien parece ser estourado como Klaus, tem plena consciência dos próprios negócios e um gosto peculiar por pessoas. Nesse quesito, me identifiquei horrores com um dos conceitos de funcionamento do The Strix, porque só iria querer ao meu lado humanos de mente aberta e absurdamente criativos. Morri e voltei quando Elijah explicou o real propósito daquela congregação, um sonho antigo de reunir seus filhotes para melhorar e aprimorar o mundo.

 

O que torna Tristan enigmático é uma clara megalomania. Não sei, o acho mais narcisista que Lucien – que é mais metido que perigoso. Acima de qualquer coisa, o que intriga é a relação doentia com a irmã. Algo patológico e perigoso como disse Elijah. Uma dupla que nas entrelinhas indica muito o que temer. Se é para apostar em alguém a essa altura do campeonato, ficarei com os Strix. Ok que é óbvio que Klaus vencerá, porque TO não sabe e não pode derrubar seu protagonista.

 

Vale dizer que a relação entre Elijah e Tristan é muito mais interessante que a de Klaus e Lucien – que são as mesmas pessoas, dando a impressão que um fala com o próprio reflexo. Há admiração em demasia e uma autoconfiança que pode ser tão perigosa quanto a lealdade.

 

Só o fato dessa sire line sair um pouco da futilidade e do “eu faço e aconteço”, dou a ela pontos positivos.

 

Em meio a uma festa regada de vestidos lindos, cenas picantes e muita elegância, lá estava Marcel mostrando serviço. Ele foi a causa do episódio ter prendido um pouco e foi até bom vê-lo nos nortear pelo clube em que todos os componentes são escolhidos a dedo. O vampiro tem meu coração, sempre admirei a integridade e a lealdade dele, e achei incrível sua compostura em lidar com um desafio do qual nem foi avisado. Melhor que isso, só a maturidade ao lidar com Elijah e depois silenciar imediatamente o ego do Klaus ao confessar a razão de ter se submetido àquilo.

 

Hayley também estava forte neste episódio. Decidida e imparável, tenho medo do momento em que essa mulher perder a cabeça com os novos desdobramentos. Ela estava tão elegante quanto Marcel, embora muito bem acompanhada do homem que intimamente ama. Quero que a little wolf tenha mais espaço de trama, encabece várias decisões e mostre do que os lobos são feitos. Merece.

 

No mais, o resto do episódio foi completamente ignorável, salvo o beijão entre Freya e Alexis, um combo de cena que me deixou totalmente no chão. De resto, só repeteco, como Klaus e a necessidade de saber da profecia e Lucien se gabando pelo Quarter. Dou uma ressalva ao pouco que esses dois trouxeram esta semana, o realce das diferentes personalidades que percorrem nas sire lines. Um destaque que rolou na festa e que culminou no encontro dos criadores e das criaturas.

 

Se o clima já ficou tenso com a chegada de Klaus e de Lucien, quero só ver se a trama esquentará devido ao envenenamento de Alexis. Ele pode ter ficado nas reticências, mas parece início de treta.

 

Enquanto nada engata, Aurora chegou ao Quarter e penso que ela será do time de ninguém, como Rebekah. Sinto que a personagem jogará na penumbra até ser descoberta – ou, na pior das hipóteses, até a sire line de Klaus e de Elijah se bicarem até desaparecerem.

 

Por mais que a trama jure que Klaus e Elijah ficarão juntos, está bem claro que Tristan e Lucien os separarão. E é mais claro ainda que o mala do Quarter, aka híbrido, não baterá as botas – a não ser que The Originals cancele, aí sim há possibilidades – o que impede qualquer temor real sobre a vida dele.

 

A tarefa de se envolver com essa temporada continua difícil, pois não há plot central. Minhas resenhas encurtam a cada semana porque não há o que comentar. Se não fosse pela introdução formal de Tristan, teríamos um novo episódio chato para empilhar, com mais uma finalização de Aurora que já virou tão cansativa quanto os flash-forwards de TVD.

 

O negócio está tão bagunçado que nem Freya tem o que fazer e vários personagens ficaram de fora esta semana. Cadê a inusitada polícia para checar a festa? Não seria uma boa chance de unir Cami e Klaus? Inclusive, achei que tombar Alexis foi uma clara medida desesperada para atrair o interesse. Atitude muito precoce para um início de season.

 

Acho que está rolando uma desanimação, pois a audiência não sobe e a cada quinta que passa os números ficam piores. Sei lá, estou contando os dias para o hiatus, verdade seja dita.

Stefs
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