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15/nov

Aonde estava este episódio o tempo todo? Por que não o liberaram antes? Socorro! Que desperdício segurar tamanho roteiro e fazê-lo entrar em cena 6 episódios depois. Parece um curto espaço de tempo, mas, para uma série que quer sobreviver aos cancelamentos, é muito. Gastaram tanta energia na introdução de Lucien, Tristan e Aurora, sendo que poderiam tê-la feito em 3 semanas. Agora, entregaram tudo de uma vez, jogada efetiva porque finalmente pararam de segurar um mistério, que de misterioso não tinha nada, para focar em objetivos e esclarecimentos.

 

Sem dúvidas, este episódio ganhou o rótulo A+ e espero que esse ritmo seja levado até o hiatus. É o mínimo que podem fazer depois de tanta enrolação. A trama estava muito bem fragmentada, distribuindo as informações que importavam e destacando os personagens que realmente estão preocupados com essa treta. Como as coisas mudam quando o plot central se revela.

 

Respirei aliviada ao ver o cerne do plot das sire lines sendo finalmente esclarecido, porque a impressão de que não passava de uma brincadeira de lutinha de egos foi inevitável. No fim das contas, se provou que os primogênitos aprenderam com os respectivos criadores. Eles querem vingança por terem pago uma penitência que rendeu anos de perseguição de Mikael. Nada como se botar em primeiro lugar e explodir o resto, primeiro mandamento de ser um Mikaelson.

 

Tristan, Aurora e Lucien querem uma vingança pelos 100 anos perdidos. A ideia é repetir o mesmo com os Mikaelson só que eternamente. Uma reclusão necessária para os primogênitos viverem plenamente sem correrem o risco de morrer. Muito bem. Considerando que TO é uma série familiar, o motivo do trio até que fez jus. Pelo pouco que foi dado neste episódio, espero muita ação, conflito e sangue frio no futuro, pois essas crianças são bem articuladas na hora de fazer maldades.

 

O que me encuca é Tristan na penumbra. Nem mostraram ainda como ele foi transformado pelo Elijah, vejam bem. Pelo menos, deram uma folga dos flashbacks e isso também me fez feliz.

 

Além de dar razão aos primogênitos, o episódio também foi interessante devido a busca pela Rebekah. Claro que daria tudo errado, mas foi até uma surpresa vê-la tão obstinada em trazer Kol de volta. Normalmente, ela voltaria ao lar sabendo que está em perigo, especialmente depois de uma chamada de atenção do Elijah. Foi muito bom rever a personagem no tempo presente e, claro, no corpo da sua verdadeira dona. Não desmereço um só segundo o trabalho da Maisie, gostei demais da versão bruxa que  a atriz representou, mas nada melhor que contar com a faceta original.

 

Ou quase, pois Rebekah voltou a dormir. São nessas horas que bate uma tristeza por Holt ter saído, mas jamais faria protesto para que ela retornasse, verdade seja dita.

 

O maior ponto positivo desse episódio foi a irmandade entre Rebekah e Freya. Linda demais a maneira como a bruxa protegeu a vampira a todo o momento até não poder mais. Um grande contraste na relação entre Klaus e Elijah – que para minha alegria teve trégua (ninguém merece esses dois separados e agradeço ao Marcel pela descoberta da parceria entre Tristan e Lucien).

 

É fato que os Mikaelson lutam um pelo outro quando necessário, mas já passou do tempo de subestimá-los na hora de revelar podres das antigas. Continua a não ter propósito aquela ceninha do Klaus balbuciando sua chateação sendo que nem é santo. Para evoluir esses personagens, só assentando um meio termo para que nada do final da S2 se repita – o que confirmaria que a criatividade de TO mandou um beijo e um abraço. É uma boa hora para realmente uni-los, porque segredo sempre haverá e nenhum deles é mais criança para ficar dando show por aí.

 

Todo esse conflito acarretado por Rebekah trouxe o melhor e o pior de Elijah. Se todo mundo ama Klaus com sua bagagem de atrocidades, me deixem amar esse Mikaelson que mal conheço e considero pacas. Quando ele confessou que hipnotizou os primogênitos para se passarem pelos criadores, pedi para estar morta. Choquei com a ousadia e a maldade, e o defendo por sempre ser a pessoa que pensa na família enquanto o irmão prefere empalar todos para mostrar serviço.

 

Aos meus olhos, o que Klaus fez no final da S2 não supera nada o que Elijah venha anunciar, verdade seja dita. Esse Mikaelson pode ter ficado com Tatia, chutado Aurora, hipnotizado os primogênitos para dar vantagem aos Mikaelson, mas é um tanto melhor que empalar geral e provocar mortes aleatórias só para mostrar o quanto está boladinho. Adoro o híbrido, gente, mas há momentos que ele me tira do eixo. Simplesmente porque o personagem não é mais o vilão de TVD – o que me pouparia das reclamações por ele estar desempenhando seu papel de cretino.

 

Elijah pode ser um porre e um passivo na maioria das vezes e é com essa lembrança que tenho adorado essa desconstrução de quem só dá palminhas nos ombros de Klaus e o leva no colo. Quero mais informações do que ele fez contra o trio parada dura, pois, por mais que seja maligno demais, mostra um lado dele que nunca foi revelado. De docinho e sensato esse aí não tem nada.

 

Os outros plots

 

Tentaram criar um mistério sobre o “dia cheio” que refletiu no posicionamento de Aurora na treta das sire lines, mas o tiro saiu pela culatra assim que Lucien repetiu a mesma coisa para Cami. Só Klaus mesmo para ser feito de trouxa – e quero acreditar que tudo isso é impressão.

 

Aurora ministrou parte do show a partir do momento que se deixou levar pela gentileza de Klaus – que na verdade foi um meio para distraí-lo. Ter o domínio de Rebekah só me fez pensar em morte, pois a crush do híbrido mostrou que de burra não tem nada e sabe se fazer de boba para depois mostrar as garras. Agora, ela tem essa garantia contra o inimigo número 1 do Quarter e só consigo enxergar dois contra a sire line do Elijah – a pessoa que a vampira odeia e quer mortinha.

 

Ok que essa não é a meta, pois os três querem botar os Mikaelson para dormir. Porém, me pergunto se os outros transformados sabem do real objetivo da coisa toda. Se não souberem, creio que é aí que as coisas ficarão interessantes. Sem Klaus e Cia., o trio toma o poder e não sei se os arredios do Strix aguentariam viver nas rédeas deles. Bastam analisar Aya, personagem que age muito melhor sozinha e que claramente só briga para vencer. Vale até lembrar do elo dela com Marcel, uma brecha que pode ser usada no futuro. Afinal, nem toda promessa é linda no Quarter.

 

O episódio foi muito bom para as mulheres que estavam presentes neste episódio. Rebekah e Aya arrasaram na luta. Hayley também ao dar uns socos no tal Shen. Mas quem brilhou mais foi dona Cami, irredutível até onde deu para não dar ao Lucien o tal medalhão que arruinará os Mikaelson.

 

Me mata de raiva vê-la vitimizada, sendo que tem background sobrenatural. Cami tem história para contar, principalmente por ser dona de iguarias com magia do mal. O que me acalma é que o brilho dela nunca esmorece. Uma vez que isso acontecer, comecem a ficar preocupados.

 

Vale até um adendo para o Lucien. Acho que só o aplaudi neste episódio porque não fui com a cara do Kinney. O recado dele sobre os humanos perderem foi demais. Gosto assim, vilões que mostram logo as garras e não ficam se fazendo. Talvez, comece a aceitá-lo mais daqui por diante, pois suas ações para cima da dupla – que ainda jura que investigará um serial killer – o revelaram do jeito certo.

 

Sendo bem honesta, Kinney foi útil só por um motivo: ter feito Cami ver no nu e no cru a nhaca que é ser hipnotizado. Ela viu o que sofreu ao longo da S1 e isso partiu meu coração.

 

Por mais que o episódio tenha rendido ação e uma cadeia de esclarecimentos, o papo do medalhão, que pipocou em 5 minutos, aconteceu rápido demais – o que me faz crer que Kinney foi hipnotizado até prender Cami. Uma vantagem dada aos primogênitos como marmita e me pergunto se a profecia ainda é válida. Ninguém sabe como ela termina, e Tristan, Aurora e Lucien não devem ser o trio da morte.

 

Teremos que esperar pela inserção da Davina, pois penso que o amigo, inimigo e alguém da família se revelará e estará muito bem mergulhado em uma poça de magia negra para combater os Mikaelson. Pela primeira vez nesta temporada, ganhamos um episódio redondinho e que nos deu algo a se esperar daqui pra frente.

 

Já era tempo, né?

Stefs
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