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08/nov

Parece que as coisas esquentarão daqui para frente, mas me falta otimismo para dizer isso com mais alegria. Sem mais um término pitoresco de Aurora, todos os desdobramentos deste episódio culminaram no mais do mesmo: a separação dos irmãos. A trama focou em situar o crush de Klaus, que pareceu mais esperta que a Rebekah em alguns momentos, lhe dando o direito de plantar o que aparenta ser os primeiros atritos reais desta temporada. Já era tempo, pois estava quase dormindo.

 

Até parece que Elijah e Klaus terminariam bem com o recontar da Aurora, né? Especialmente por ainda haver o peso do que aconteceu nos últimos episódios da temporada passada. Se alguém ficou surpreso com isso, dou os parabéns, pois só pude exclamar um belo “de novo”. Não cansam em investir nas mesmas coisas para gerar atrito entre irmãos? Os Mikaelson não podem ser uma unidade agora que não há Esther e Mikael? Isso não deletaria o tema família da série, pois seria proteger e não atacar como sempre acontece.Assim, todos acumulam vários podres e continuar nesse ciclo vicioso é o mesmo que insistir em dezenas de inimigos do híbrido. Nossa, que dispêndio de energia.

 

De novo, fomos agraciados com um retrocesso e só consigo pensar como TO e TVD estão em uma mesma espiral, repetindo certos artifícios para preencher trama. Flashback aqui, flash-forward lá. É bacana, algo muito bem-vindo, mas, com o tempo, parece que não sabem o que escrever. Só perdoo porque era preciso situar Aurora. Agora, que tal um break?

 

Admito que achei o flashback muito lindo. Pareceu Romeu e Julieta disfuncional, com direito a uma bela tragédia. Essas cenas mostraram uma face do Klaus que, ignorando o vampirismo, seria muito fácil se apaixonar. O cara foi um artista nato, poeta e pintor, será que fazia serenata?

 

Os momentos com Aurora pareceram muito honestos, justamente por terem ocorrido na flor da ingenuidade de Klaus. Não havia paranoia, desdém, só a insegurança de ser descoberto sobre o que fez com Esther. Até aí, foi muito bom saber que um dia houve humanidade nesse vampiro antes da somatória híbrido torná-lo agradável em alguns momentos e detestável em outros.

 

Um hibridismo que veio como uma consequência que separou Elijah e Klaus em um conflito de encher os olhos. Pela milésima vez na vida, o híbrido centraliza tudo, culpa geral, como se sempre fosse a vítima. Era para sentir pena? Porque revirei os olhos.

 

Ponderei por alguns minutos a fim de entender essa egomania do personagem, pois não é possível que ele não aceite que fez nhaca no presente, magoou Elijah de todas as formas possíveis e inimagináveis, e ainda se sente no direito de erguer o dedo preso ao velho dilema de que todos tramam contra sua pessoa. Tadinho, tão inocente. Não entendo a dificuldade dele em se convencer de que é culpado, em unanimidade, pelas grandes tragédias da vida dos irmãos.

 

Klaus não evolui e isso sempre foi meu maior ponto de preocupação. Não aceitei bem essa de que Elijah foi responsável em ativar a sua tormenta, sendo que o híbrido já mastigava o que Esther tinha feito com sua existência. Sem contar que tenho em mente que Mikael o mudou mais que o hibridismo. O foco na fuga e ouvir de fundo que era uma aberração são a soma que faz esse Mikaelson paranoico e imparável. O real trauma dele para mim sempre será o pai que o arruinou.

 

Duras eram as transformações, mas, considerando tantos séculos de vida e de experiências com Elijah, isso deveria ser a menor de todas as intempéries entre ambos. Fazer Klaus culpar o irmão por ter sido o gatilho, considerando que ele já tinha inclinação para ser brutal – vide as cenas do passado com Lucien –, não calhou tão bem. Especialmente para uma pessoa que quis criar uma nação de híbridos.Se Klaus ainda odiasse ser o que se tornara, a revelação calharia muito melhor. Como não é o caso, era de se esperar um comportamento muito mais maduro.

 

Fazer Aurora a responsável em separar os irmãos ficou muito sem graça. Ok, era o primeiro amor de Klaus, mas foi muito fácil. Igual Stefan cair na gravidez de Valerie (embora seja um fato). A série sempre focou em problemas de família, daí vem uma crush de mil séculos e planta o ódio. Uma cidadã nunca mencionada e que conseguiu separá-los com um estalar de dedos. O segredo foi confirmado, mas era mesmo necessário Klaus fazer outro show? A profecia não poderia uni-lo ao Elijah logo de cara?Não consigo entender a necessidade de repetir os mesmos processos com esse e os outros Mikaelson. O que custa torná-los parceiros agora e não quando Klaus der a louca pela milésima vez? Vampiros idosos que mais parecem recém-nascidos.

 

Agora, o mesmo ciclo de apunhaladas, de mentiras e de separações provavelmente se repetirá e não sei se tenho mais paciência para isso. Me cansa ver Klaus empacado na vida. O híbrido simplesmente não desenvolve. Ele se tornou unidimensional, com apenas uma faceta já desgastada e previsível. Não há mais ambiguidade nesse Mikaelson, só inclinações de torná-lo um porre quando a trama esquentar. Os escritores ainda creem que a versão maligna dele é atraente. Volto a dizer o que repeti mil vezes nas resenhas: ninguém gosta de personagem antipático.

 

Klaus não reconhece o que acarreta. Quando chega perto, há um revés que o faz retornar aos velhos hábitos. Sim, é muito bom vê-lo jogar, mas só quando está a favor da família – o que já demorou muito para acontecer, mas virou mau costume sempre retrocedê-lo para machucar os outros. Como se, depois de tantos séculos, ele não tivesse consciência. Isso é desmerecê-lo completamente, pois acredito que esse personagem pode ser muito mais que o irmão ferido com gosto de retaliação.Coração sabemos que ele tem, não há mais Mikael para perturbá-lo, então, qual é o problema de fazê-lo pensar um pouquinho mais antes de perder a cabeça com as novidades?

 

Por essas e outras que aplaudi Elijah. Falou tudo e mais um pouco, e se libertou. Errou? Errou! Mas Klaus nem se atreveu a retroceder e relembrar que todos ali estavam no início do vampirismo. A hipnose não foi intencional e não desfazê-la foi uma questão de rebote ao que aconteceu com Esther. Talvez, tenha sido esse Mikaelson que ativou todo o asco do híbrido, que rebateu em todos os irmãos, mas flashbacks comprovam que esses dois andaram um ao lado do outro.

 

Honestamente, o que me irrita é essa necessidade do Klaus ser brutal o tempo inteiro. O personagem não beneficia a família desse jeito e acho meio bizarro a escrita não se esforçar para que ele reconheça isso. Daí, vem os argumentos de sempre “mas o personagem é assim mesmo, então, é maravilhoso”, a mesma coisa que os showrunners dizem sobre a Bonnie ao ponto de também não deixá-la evoluir propriamente. Quando um se apega a uma forma de escrita, não tem quem tire.

 

Os outros plots

 

Davina foi a única que teve algum propósito esta semana e foi bem bacana a libertação interna dela. A bruxa jamais conseguiria ser cruel por mais que tenha visto os mais variados banhos de sangue no Quarter. Amei as dicas de Hayley e a aparente amizade que as duas firmaram. Ambas precisam de laços sólidos para quando forem mordidas pelos Mikaelson e já fico triste por notar que a dupla é a mais suscetível a esses irmãos. Só de pensar que eles as abocanharão morro de ódio.

 

O bom é que Davina está em transição, típica da adolescência. Foi bem legal vê-la duelar com a própria identidade. Penso que esse reconhecimento de ter que agir como ela mesma a amadureça e a fortaleça. E espero no futuro não vê-la ceder para o Klaus – o que acho muito difícil.Por que diabos esse Kinney ainda existe? Espero que ele tenha um propósito tremendo, que ele seja um espião que botará as sire lines para correr. Pergunto-me também qual é a necessidade de ainda investigar o tal serial killer. Tem que haver um blaster objetivo para essa encheção de linguiça.

 

E, sério, prender Cami? Poderiam forçar menos?

 

Para que polícia se Marcel conseguiu entrar no Strix e paga de infiltrado? Para que polícia sendo que Marcel tem informantes no Quarter? Volto a dizer que não faz sentido essa preocupação súbita com o sobrenatural em uma cidade em que turista nunca teve voz.

 

Finalmente Lucien parou com a brincadeira besta e mostrou do que é feito. Pela primeira vez, ele chamou minha atenção, porque não sou muito fã de personagem cheio das graças – ainda mais quando se é o clone de uma versão que já existe na série. Lá no fundinho, há uma parte de mim que reconhece seu talento que, se for unificado ao do Tristan, tem potencial para gerar os estragos que tanto necessito ver.Será que ambos são parceiros? Adoraria. Quero mesmo que os primogênitos capotem os Mikaelson. Não tem como defender essa família depois da Aurora.

 

Concluindo

 

Quando acompanhei a narrativa de Aurora, só pensei na Valerie de TVD. Não entendo a relevância de inventar esses amores que só têm a mera intenção de provocar conflito romântico. Demorou, mas parece que TO terá uma dose disso e já nem gosto. É até irônico notar que as duas mulheres que gostam/gostaram – Cami e Caroline – desse cidadão estão/estarão na saia justa, se mordendo, por causa de um crush do passado. A criatividade mandou um beijo e um abraço.

 

Depois de 5 episódios, a temporada mostrou a sua face.. Agora. Muito tardio para uma série exibida na quinta-feira, dia de ShondaLand em peso. Não tem como competir assim, né?

 

Não queria ter pensamentos negativos com TO, mas a audiência me mostra que não estou errada quanto a falta de interesse. Já estava bem difícil na S2, agora ficou complicado. Mas nunca reclamarei da edição e do ritmo com que o roteiro é levado, algo sempre excelente. Contudo, não está engajando. Está bem chato e espero que, com essa baita conclusão, o Quarter volte a tremer.

 

PS: meus PSs andam passeando por aí <3

Stefs
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