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07/nov

Demorou até demais para eu me irritar com esta temporada de The Vampire Diaries, mas, finalmente, a Stefs do mal retornou para a felicidade ou infelicidade de vocês.

 

A ira começa com a nova tentativa de fazer geral de burro. Não mordi essa. Minhas últimas resenhas têm sido bem cleans porque estou levando bastante em conta a construção de cada storyline (e relevando vários outros pontos porque exausta de falar a mesma coisa). Algumas têm me feito feliz, outras não, o que é normal para todo mundo. Tenho fé de que Julian causará bastante incômodo, mas o que já me enfurece com a sua estadia em Mystic Falls é o fato de influenciar completamente no comportamento das personagens até então mais fortes da série.

 

Sim, Lily e Valerie, porque Caroline só é romance e Bonnie o repeteco de antigas decisões. Triste, mas é a mais pura realidade – e isso me incomoda demais, porque, aos meus olhos, a ausência de Elena deveria fortalecer as únicas protagonistas que restam e não enfraquecê-las.

 

Até aí, a gente deixa escorrer pela pia, mas o coração dói com a imitação barata da história de Valerie. Não passa de um repeteco do que aconteceu com Katherine, só que com altos e baixos diferentes. Deveria deixar passar? Nem um pouco.

 

Não sei vocês, mas essa de “primeiro amor do Stefan” empaca na garganta. Isso porque nunca fui Steferine, embora apoiasse quando achava que tinha cabimento. O drama aqui é por conta do que já disse em várias resenhas: desconstruir as temporadas anteriores. Sendo que o serviço, como mídia seriada, é complementar o que já aconteceu e enriquecer.

 

Não consigo levar essa história a sério por simplesmente ser uma versão moderna de assuntos que já ocorreram na série. Julian é o novo Klaus e Valerie a nova Katherine. Se ele estiver batendo perna, ela precisa fugir. Algo soa semelhante para vocês?Nem sem Elena essa turma consegue ser criativa e nem dá para refugiar essa ausência de insights com os flash-forwards, o único artifício que realmente foi a novidade desta season. Sempre acreditei que o problema era o triângulo amoroso, mas simplesmente não há mais magia na roteirização.

 

Um detalhe explícito na storyline da Bonnie. Então que ela ressuscita duas pessoas com a pedra Fênix e só depois quer entender como ela funciona para bolar um plano de contingência? Tive que rir, porque não fez o menor sentido. Uma pessoa que só faltou ficar no limbo na S6 ainda é irresponsável desse jeito? Só consigo me limitar a palavra decepcionante.

 

Mais lamentável foi ver Ric agir como se Jo fosse Jo. Tão natural abraçar uma pessoa que morreu ontem e com um estalar de dedos voltou à vida. Nossa… Só em TVD.

 

Ainda mais lamentável que isso – se é que há mais possibilidades de ficar pior –, é Bonnie carregar a culpa de um erro que não deveria ser um erro. Afinal, a personagem tem uma baita jornada sobrenatural com relação aos mortos. Aqui sim há uma escrita extremamente preguiçosa, que fez o favor de guiá-la à estaca zero. Cadê aquela mulher fearless da S6?

 

O mais lamentável do lamentável é que essa decisão idiota a afetará no futuro e não queria ser a maldita em falar bem feito (bem feito, Bonnie!). Depois do Other Side e da saída de Elena, a bruxa deveria ter mais pulso firme, especialmente quando pode colocar a vida dela em risco ao bancar de compassiva extrema. Até onde sei, a personagem não anunciou a necessidade de se expurgar do planeta. Please!

 

Essas reciclagens e o mesmo nortear de storylines estão me irritando e a propensão desse sentimento intensificar é altíssima. Tudo bem que até passo a flanela no que aconteceu entre Ric e Bonnie, pois deu respaldo para o funcionamento da pedra. Contudo, não exijam que eu engula o plot da Valerie. É incabível essa forçada de torná-la a nova Katherine, com direito a repetir praticamente as mesmas frases, só com uma reestruturada.

 

Só não desmereço mais a Heretic porque a atriz manda muito bem. A personagem é forte e vulnerável, mas não consigo abraçá-la enquanto repetir tudo que Katherine uma vez disse ao Stefan – e ver Stefan repetir as mesmas coisas para ela. Sei que TVD tem vida longa com relação ao romance, mas já que abordaram a vida humana desses dois, não dava para aproveitar esse viés de maneira que não afetasse o que a Miss Pierce construiu com esse Salvatore?

 

Sério, não se passa uma história por cima da outra, você as conecta. Tudo que posso ver daqui por diante é a mente de Stefan girando por ter perdido a chance de ser pai e por saber que Julian é o culpado. Na conversa com Valerie, consegui visualizar o momento em que o Salvatore chegará ao limite das emoções e dirá que Katherine lhe tirou todas as chances da vida.

 

Sendo que ele uma vez projetou essas chances com Elena. Não deu certo, ok, mas torná-lo o maior amargurado, considerando o clima muito bacana com Caroline, também não faz sentido. Esses escritores perderam o toque de criar angústia em romance, tornam tudo motivo de triângulo, sendo que claramente a série não precisa (nunca precisou) disso. Parece que só há trama quando se vira um contra o outro. Funciona no começo, depois fica insuportável.

 

O que aceito vindo do Stefan é o auxílio. É isso o que ele sempre faz. Esse Salvatore não deixa barato certas injustiças. Vê-lo correr atrás de Julian é até que plausível por Lily, mas torná-lo um infeliz, uma versão de Damon sem Elena, pelo passado com Valerie é destoante. A maneira como se entregou facilmente para o discurso dela, sem ao menos sentir dúvida sobre o que lhe foi dito, foi surreal. Como se bastasse dizer o que o personagem precisa ouvir e vamos adiante.

 

Pior que tudo isso rebate, e rebaterá, em Caroline. E não gosto disso, pois essa personagem já passou da fase de medir seu valor pelos olhos de outros caras. E Stefan já passou da fase de omitir suas verdades. Como disse no 7×03, Valerie mexerá com a autoestima dela. Bobo quem caiu nessa tal de segurança, sendo que a Barbie externa as coisas mergulhando em vários compromissos para não pensar sobre. Não se pode ter amor sem uma 3º pessoa nessa série.

 

Quem magoou mesmo foi Lily. Pior que nem dá para ficar chateada, pois ela não tem a mentalidade do século 21. Então, o tipo de relacionamento com Julian pede que seja digerido até o plot mudar.

 

O que dói mesmo é ver todo seu poder e seu encanto esmorecer. Ela não será forte para combater Julian, será desvalidada, sendo que foi impecável desde que entrou na série. Vê-la toda emocionada com esse cidadão foi desconfortável. Vontade de invadir Mystic Falls e lhe dizer que seu crush é um abusador safado, socorro!

 

Até então, duvido muito que os Salvatore, Valerie e até mesmo Enzo lhe devolva a sanidade. Lily agirá por mágoa se algo acontecer com seu mozão. Vide plano do Damon que quer destroçá-la.

 

Agora, dá para entender porque Lily “detesta” Damon. Os dois são iguais. Uma vez apaixonados, bitolam, e só um Klaus da vida para acordar os envolvidos. Quero muito que seja Valerie a dar o samba na mama Salvatore e não o filho “renegado”. Seria demais!

 

Flash-Forward

 

Só para reforçar o que disse: ver Bonnie em terapia soa como um belo de um bem feito. Mas não tenho a quem culpar, a não ser os escritores por fazerem mais do mesmo. Além de retroceder a storyline da personagem, a fizeram agir como se fosse leiga em magia. Terrível!

 

Mas não nego que ficou interessante vê-la ali. Um lugar que Elena deveria ter ido depois de ter desligado a sua humanidade, porque foi o momento que começou a explodir tudo que não digeriu na fase humana. Bonnie em terapia pode até fazer jus a sua trajetória, algo que sou completamente a favor, especialmente com personagens que sofrem muita pressão psicológica e física. Nunca dá para terminar tão bem quando se já viu de tudo.

 

Isso foi um mínimo gesto de ousadia dos escritores, mas daí tomei um susto quando Enzo me surge e dá beijão na moça. Esperava algum golpe baixo porque saíram spoilers sobre os dois terem uma fatia do flash-forward desta semana e minha curiosidade estava em alta por causa da Graham que ficou chocada com o futuro da Bonnie. Agora entendo completamente os motivos.

 

Volto a dizer que esses flash-forwards começam a perder a força. Eles fazem com que vejamos os personagens de maneira diferente no presente. Não é legal, porque a expectativa é aniquilada. Damon pode estar de bem com a vida agora, mas sabemos que não será para sempre. Bonnie apareceu beijando Enzo, e na mansão Salvatore nos tempos atuais só faltou pular no pescoço do vampiro, assim do nada.Só há algo de legal nisso ainda pela angústia em saber como todo mundo chegará a tal ponto, mas meu interesse já diminuiu bastante. Repetir a mesma brincadeira perde a graça (e não é Murder, né? Apesar que até essa série resolveu pecar nesse artifício esta semana).

 

Concluindo

 

Se eu for tirar algo de positivo deste episódio, só a pedra Fênix. Jamais pensei que isso seria possível, vejam bem. Não pela existência e por trazer mortos do além, mas pelas almas vampíricas que ali vivem. Das mais variadas, considerando Jo e Oscar. Para fazer a bendita funcionar, só consultando os Heretics, o que dá conflito total para o trabalho da Bonnie.

 

O papel da pedra amarra a presença da caçadora – que já foi escalada e achei uó lembrar a Nina de cabelo chapado na S1 (não superam!). Alguém precisa assumir isso, já que Ric virou otário e não saiu da negação.

 

Vamos ver o que Julian trará para a mesa. Mesmo odiando-o, talvez ele renda um pouco mais de ação. TVD continua bem no balanço de trama, na rotatividade dos personagens, dando foco nas prioridades. Mas a reciclagem está de fazer qualquer um passar mal, vamos combinar.

Stefs
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