Menu:
21/nov

Nessa nova trajetória de The Vampire Diaries, eu sou o Matt. Chego e não entendo nada do que está acontecendo. Dou um risinho cínico, balanço a cabeça e ligo pros migos antigos dizendo: por gentileza, me tirem daqui, nunca lhes pedi nada. Embora alguns fragmentos deste episódio tenham sido muito bons, não tem como não rir da gravidez da Caroline. Ri, ri muito, e ri um pouco mais só de imaginar a vampira urinando em cima de um plástico. Normal, né, gente?

 

Só não esculhambo um pouco mais porque dona Lily salvou o dia de Ação de Graças. Se não fossem os paralelos grosseiros e revoltantes entre Giuseppe e Julian, a trama dessa semana seria classificada como cômica. E nem responsabilizo só os bebês invisíveis do Ric, hein? O que dizer dessas pessoas que ainda fazem tudo sem antes bolar um plano de contingência? Hein, Bonnie?

 

Ver Caroline com sintomas da gravidez me fez ajoelhar e implorar para a CW cancelar TVD. Nem ouso falar tanto, pois no mundo da escrita há algo chamado referência. Uma vez que uma vampira engravida na ficção, está liberado fazer o mesmo, independente de ser incabível, com um ser sobrenatural que está morto, mortinho, mortão da silva. Uma vez que a regra é quebrada na literatura, e que é aceita, outro escritor está liberado a usar a mesma ideia para desenvolvê-la à sua maneira. Não é à toa que há vários wannabe 50 Tons e eu não sou obrigada.

 

No caso de TVD, a “justificativa” de uma gravidez vampírica veio por meio de magia. Morde essa quem quer, pois a série já foi bem mais inteligente em criar saídas/resoluções. Aceitar esse viés é ignorar o passado dessa turma, sinceramente. Este é aquele insight: sabe aquele canto? Então, dá para inventar feitiço que salva os bebês. Já que nem citamos isso, faremos todos de trouxa. Duvido, duvido mesmo, que Jo, Luke e Liv não saberiam de uma coisa dessas.

 

Assim, aprendemos a como utilizar a história da vida real de uma atriz sem esforço criativo. Não tem resposta plausível e quis morrer quando Valerie conta que o teste não ficou azul porque os bebês estavam invisíveis.

 

Damn Dries, o que foi que te fiz, miga? Caroline vomitando? Caroline dona de um corpo “meio vivo”? Caroline surtando com um teste de gravidez na companhia do Ric? Me ajuda a te ajudar.

 

Sinceramente, não dá para engolir esse plot porque não tem explicação. Claramente, um toma e não reclame. A vida é muito fácil quando se desvia do aprofundamento de storyline, algo visto desde a S5, dando a fala para os personagens. Uma superficialidade que entrega que a gravidez da Candice foi emendada às pressas na trajetória de Caroline. Se fosse algo planejado, tenho certeza que teriam deixado algo nas entrelinhas na temporada passada.

 

Ok que ninguém sabia que a atriz seria mãe, mas forçar a barra sobre o que nunca existiu, sem uma prévia, ainda mais vinda do coven Gemini, é brincar com a pouca sanidade que me resta. Sabendo que Kai estava em Mystic Falls, duvido muito, muito mesmo, que Jo não teria pensado nesse feitiço. Besta ela não era, fatos reais. O dano é que perderam a chance de criar suspense. Inclusive, de trabalhar mais essa questão antes de inseri-la do nada na trama. Que preguiça é essa, gente?

 

Salvo os mirabolantes sintomas de Caroline, bom mesmo foi Defan contra Lily. O único ponto que rendeu curiosidade, tirou o coração do lugar, indignou e deu nojo. O engraçado é chegar aqui e perceber que não há quem culpar. Considerando a época, não julgo a mama Salvatore pelos anos de submissão na asa do Giuseppe, embora tenha ficado com raiva da sua passividade. Sabiamente, a personagem pontuou algo muito real: o marido não a deixava ter acesso a nada.

 

A vida de uma mulher naquela época era exatamente dessa forma. Ela não tinha acesso ao dinheiro, era sustentada pelo homem e, depois de casada, fugir ou voltar para o lar da mãe era motivo de vergonha. Por mais que discorde de vários comportamentos de Lily, como repetir a submissão aos olhos de Julian, algo que mudou conforme ocorria o revival de muitos sentimentos e comportamentos, essa senhora é uma sobrevivente. Tenso é que sua libertação veio do vampirismo.

 

Lily foi a telespectadora do quanto errou feio em deixar suas crianças à mercê de um monstro. Principalmente Damon, o que me fez voltar na afirmação de Valerie: o quanto Julian afetou mama Salvatore para o mal. No passado, ela deve ter sido grosseira com o filho mais velho por pressão do marido, como lhe tomar os brinquedos. Enquanto esse Salvatore ficava sensível ao pai, com a mãe ele endureceu por vê-la sem reação, o que deve ter criado essa discrepância de afeto. A vampira ainda o subestima e queria mesmo saber o que a faz desprezá-lo tanto no presente.

 

A cena do jantar seguida da queimadura de Damon foi uma memória enfileirada na mente de um Salvatore que não pensou duas vezes em matar a mãe. Atitude baixa. Como ele. Um comportamento nada inédito vindo desse personagem e ainda bem que reconhece que nunca mudará. Lá na floresta, ele não atingiu Julian, mas a mulher que o abandonou. Muito rancor envolvido e bastante compreensível. Um ponto-chave que culminou em uma verdade: o abandono de Lily pesou mais.

 

Lily os abandonou com Giuseppe, o pai abusivo, que amava torturar os filhos. Essa é a fagulha da dor que dificilmente cessará, mesmo que ela tenha dito que planejara a fuga na companhia dos filhos. Isso a torna perdoável no presente? Não sei, mas ameniza um pouco a sensação de que a personagem é facilmente manipulável, a minha grande preocupação quando a ideia de Julian foi plantada na trama.

 

Mama Salvatore é decidida quando quer e o paralelo entre seu antes e depois, no mesmo momento, na mesma circunstância, a fez enxergar que realmente seu coração tem um padrão. Ela escolhe homens que a arruínam física e emocionalmente.

 

Entre o flashback e o presente, Lily não é tão burra quanto aparenta, mas peca pela carência que poderia render sua ruína nas mãos de Julian. A única cena compartilhada da completa família Salvatore foi de arrepiar. Little Damon aguentou desde cedo o pavor de ser um fracasso e manteve a promessa de proteger Stefan – até uma mulher ficar entre eles. Stefan era uma criança iludida, que não desafiava o pai e, provavelmente, o obedecia sem questionar (e nem tinha idade para tanto).

 

O importante é que ela acordou e estou interessada em saber qual é o plano. O dilema é que Julian conseguiu aquela tal espada e, unida à pedra fênix, o cara será um tipo de Klaus todo poderoso.

 

Os outros plots

 

Tenho gostado de ver Valerie como aliada de Caroline. O problema é que a união das duas abafou os Heretics. Agora que a gravidez veio à tona, já prevejo essas duas organizando um chá de bebê. Nossa, sem comentários.

 

Pergunto-me qual é a real utilidade do Ric. Não tem como tirá-lo da série de novo?

 

E o que será dessas pessoas que saíram do transe e foram liberadas? De novo, alguém tem que se apresentar e fazer algo sem ao menos consultar o oráculo. Antes, era meio difícil perceber a intenção do conflito em TVD, mas, agora, tudo está previsível.

 

E o que dizer da espada usada irresponsavelmente? De novo, pela vigilância de Bonnie? Sério, estou desacreditando dessa falta de raciocínio lógico dessa turma. Parecem principiantes.

 

Concluindo

 

Só deixo a pergunta: ainda há pique de ir até o final desta temporada? Já estou prestes a jogar a toalha. Poderia resenhar Blindspot em vez de The Vampire Diaries, verdade seja dita.

 

The Vampire Diaries retorna no dia 03 de dezembro.
Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Rayanne

    A que ponto chegamos Braseeeellllll!!!! Quem imaginaria que aquela série que me dava arrepios com a chegada dos Originais, com os mistérios de Katherine, com a maldição do sol e da lua, com os vampiros da tumba e outras tantas histórias boas, me apresentaria a GRAVIDEZ DE UMA VAMPIRA como plot! Hahahahahahahahahaha não tem mais como te defender TVD! E pensar que esta já foi minha série favorita um dia…vergonha alheia.