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03/dez

Boden, get your shit together! Tinham que fazer uma faixa, com certeza, para ver se o Chief se acalma. Esse personagem estava mais incrível esta semana e só tenho a aplaudir. Sem ele, este episódio seria um zero à esquerda, fatos reais.

 

Ainda tento digerir o show para cima da tartaruga. Sinceramente…

 

A trama transitou arteiramente entre o quente e o frio, dando aquela sensação de rir para não chorar. Ou de rir entre lágrimas. Enquanto Mouch e Herrmann resolviam a distração desnecessária do episódio, o peso da semana ficou nas costas do Chief. Um esquema que se revelou mais intrincado e que o abocanhou sem direito de resposta. Que belo dia para se pedir demissão do Batalhão (pela milésima vez).

 

O 51º acordou naquele dia em que todos temem o chefe. Aqueles dias que o relatório não bate, que você chega atrasado, e até limpa a mesa para disfarçar que tem algo para fazer. Boden estava com a corda toda e o breve retorno de Serena só alimentou uma ira outrora empacada na garganta. Agora, foi a vez da erupção. Só restou ao personagem abraçar a raiva da injustiça e explodir. E isso inclui perder a compostura, pois está aí um homem que sente demais e se entrega.

 

Um episódio que considero crucial para engatar o mid-season finale poderia ter sido mais impactante, do mesmo nível que o anterior. Milagrosamente, a trama assentou a pitada de tensão que, por vezes, desaparecia por causa da bendita tartaruga. Isso só foi possível graças ao personagem visado, que perdeu de vez e que abriu brecha para Maddox e Riddle tocarem o samba. Uma reviravolta sutil, quase silenciosa, um gancho certeiro daqueles que queriam esmagar e tomar o 51º. Um caminho complexo, mas que logo revelou uma nova onda de desespero para quem fica.

 

Para terminar de comprometer o bonde do 51º, a trama fez o favor de resgatar os péssimos elementos e deu rosto aos nomes. Jamie retornou, não confio nela, e Severide foi maldito com justiça ao mexer na consciência/caráter da crush. O mesmo vale para Maddox que finalmente conhecemos olho no olho, e já deu para sentir que o nível ali é pior que o do Riddle. Uma dupla só vista na TV do Molly’s e que agora parece muito presente para ajudar ou terminar de afundar Boden. E agora, José?

 

Maddox foi o coringa da semana, surgindo em meio a essa atmosfera densa. Será que ele plantou o crime na soleira de Boden? Se foi mesmo, até que faria mais sentido em comparação ao posicionamento do Riddle, que só quer bom comportamento para subir na vida.

 

Vejam bem: se Maddox é culpado, o que lá fundinho até quero, especialmente ao considerarmos a sua frieza para cima do Chief, esse será um tapa efetivo que amarrará o incêndio não resolvido da Dawson. Um assunto ainda nas entrelinhas e que precisa de resolução. Principalmente por ter custado o meu, o seu, o nosso bebê no processo. Queria muito que Gabby segurasse essa ponta. A rainha anda tão destemida que a quero incendiando tudo, sem dó.

 

O que é uma possibilidade, já que Gabby é uma testemunha pertinente no caso Maddox. Agora sem Boden, vamos ver se ela sobe na preferência de colocar esse cidadão das trevas na cadeia.

 

O melhor disso tudo é que houve o resgate dos acontecimentos do começo desta temporada. Algo que encheu meus olhos de emoção e até poderia perdoar os escritores pela S3 (jamais!). Essa troca, que foi engatada especialmente por Severide, gerou uma confusão tremenda. Daquelas positivas, pois não sei mais em quem confiar. Já, já, Mills volta dando risada porque se vingou do Boden, fato.

 

Mesmo com uma trama esparsa, que impulsionou coisas insignificantes como Chili, a tartaruga e a falta de necessidade de tornar Brett atraente aos olhos de Otis, houve um singelo reorganizar de tarefas enquanto o Chief batia no peito e assumia sua injustiça por conta própria. As cenas solitárias dele, em busca de respostas, foram arrepiantes. O ponderar e a espera da semana passada não pertenciam mais ao personagem e o vimos alcançar o nível mais perigoso da acusação: desespero.

 

E quando há desespero, há burrice. A descarga emocional de Boden suprimiu a comédia e fiquei inconformada quando a tartaruga entrava em cena. Meu Deus!

 

O drama familiar está subindo à cabeça, ao ponto de até Donna estar próxima de atingir um ponto de exaustão. Melissa estava tão maravilhosa quanto Eamonn neste episódio. Vontade de colocá-los em um potinho. A química dos dois é tão berrante e me dói ver os respectivos personagens sofrendo. Olhando bem, o timing para tremer esse relacionamento é certeiro. Ambos confiam um no outro e têm uma família nos conformes. Casais não possuem o primeiro arco de amor feliz… Né, Dawsey?

 

O aparecimento de Maddox na roda de conversa serviu não só pela tensão do episódio, mas pesou o mistério de quem culpou Boden. No fim, a trama quer nos convencer de que a chefia realmente fez o que fez, especialmente diante da autoridade estridente de Wheeler. Não faz o menor sentido dar voz de prisão pelos arquivos coletados na casa do Chief (que quero acreditar que estão limpos) ou porque Serena desapareceu. É a velha história de garantias. Caso não surja o real culpado, o líder do 51º pagará por algo que não cometeu. Voight, cadê você?

 

O engraçado é que a temática desta temporada tem ficado mais clara. Todos ali correm atrás de status e de prestígio só que de maneiras diferentes. Otis tem a direção e ainda é zombado. Jimmy avisou que manja mais do que aparenta, o que facilita subir na vida. Severide não fez nada a não ser pular no tarado e ganhou uma foto estampada no jornal – o que o fez o BFF de Patterson. Boden vê a sua posição na sociedade sendo engolida e está levando a de Donna junto. Resta saber quem sobreviverá a esse jogo e meu voto é o Sr. Patterson.

 

Patterson. Esse cidadão começou bem o episódio, como toda semana, até encontrar a brecha para chegar perto de dar uma voadora. Quando ele se oferece com “tanto aperto no coração” para assumir o cargo do Chief, gargalhei alto. Melhor que isso só a rasteira que recebeu em troca. O cara é duplo agente, mas o que pega ainda, e penso que pegará forte, é a escolha de lado. Não sei se ele cederá a essa espiral. Dependerá muito se Riddle cumprir as promessas de dar status ao Capitão.

 

Concluindo

 

No fim das contas, este episódio assentou o win-win dos dois vilões que não fizeram nada. Queria subir na vida assim, só sentada na cadeira de couro e tomando café. Nada como uma pessoa desesperada – o que Serena deve ser, não é possível – para aceitar sabotar a vida de alguém. Que topou um jogo e que saiu de cena por conveniência. Não sei vocês, mas senti umas cócegas que me disseram que essa mulher aparecerá tombada em algum chamado. Mas duvido muito.

 

Como sempre digo, Fire é uma das séries que conta com várias impossibilidades para se reinventar, mas até que essa season 4 está na medida. Não só por desenvolver a trama com base em assuntos duradouros, mas por fazer também com que os personagens sintam o drama e evoluam com relação a isso. O 51º está passando por uma nova transição e nada mais sensato que todos serem engolidos no processo.

 

Com Boden preso, só resta Patterson assumir o posto e Riddle enfiar suas garras no local que atrapalha sua candidatura. Está aí uma história que tem sido muito efetiva, cercando os heróis da história, não oferecendo sacadas lógicas e enraizando o agridoce da perda.

 

E ficamos tristemente com várias perguntas. Quem era o homem com Serena? Quem é Serena? Jamie conhece Serena? Maddox é dono do plano? Riddle tem parte de culpa nisso? Cadê?

 

Para uma equipe que só vence, o gosto da derrota é evidente. Todo mundo bateu nos muros de um labirinto que, até então, não oferece um caminho de saída. A cada nó cego, mais a trama desta temporada fica interessante. Espero que pisem fundo, pois acredito que é o trio que engatará uma pista que automaticamente movimentará alguém da UI, sem necessidade de crossover.

 

Essa sou eu sonhando alto, me deixem.

 

PS: resenha de Med sai amanhã por motivos de CCXP. <3

Stefs
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