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04/dez

Um episódio para chamar de Connor. Essa foi a pegada desta semana que, a partir desse personagem, norteou momentos com peso muito pessoal. Um detalhe que rebateu no caso de cada paciente, fortalecido na ideia de fim de carreira e na suposta ausência de um plano B para continuar a viver bem. Mistura certeira que acarretou o descarrilar emocional, chutando a treta de egos para escanteio.

 

Dessa vez, o episódio deu mais foco em um paciente que rendeu o medo de um médico falhar na cirurgia. A típica aflição de série desse gênero, especialmente quando um dos personagens tem seu talento desafiado. Quando aquele vidro se perdeu em Russell, visualizei imediatamente o processo nas costas de Connor. O hospital pode ter ganhado dessa vez, mas sabemos que tempos felizes duram pouco.

 

Considerando o formato da narrativa de Connor, quero acreditar que cada personagem contará com esse tipo de destaque. São poucos em cena, então, não há desculpa para enrolação ou para micagem, vide Chicago Fire e seus avulsos.

 

Gostei bastante da maneira como introduziram o pai desse médico, pois incluiu o trabalho vs. o pessoal, o que deixou um suspense sobre o que aconteceu entre os dois. O Dan Scott de Chicago parece imparável, daquele tipo que encontrará todos os motivos para mostrar que o filho fez a escolha errada. No mínimo, por não ter seguido com a forma de negócio da família.

 

Sem contar que papa Rhodes acha que grana lhe dá o direito de controlar tudo e todos. Pior espécie! Ele não fez suspense quanto ao seu caráter, tentou jogar do único jeito que possivelmente conhece, atitude até que bem vista por ter destacado Sharon. O interessante é que o personagem tem tudo para uma longa permanência na série. Seu negócio é referência na cidade, motivo mais que suficiente para Connor surtar – e ser eternamente o motivo de chacota por ser o riquinho da roda.

 

Sharon foi uma deusa e mal posso esperar por mais cenas em que ela liderará o show. Diante do papa Rhodes, ela mostrou que a seleta lista de ricos de Chicago não manda em seu hospital. Soa familiar? A chefe de Med pode não ter aparecido tanto desde que a série estreou, mas penso que suas participações serão no estilo Boden. A personagem será alvo constante dos haters, fatos reais.

 

Ela mostrou uma caracterização protetora no ambiente de trabalho e deixou claro que ninguém, nem muito menos um ricaço, tem voz enquanto ela estiver no comando. Um modo de operação que sabemos que só rende dores de cabeça e já estou no aguardo das trollagens que virão na direção dela. A personagem pode até ter silenciado com maestria o papa Rhodes, mas, em Chicago, só tem gente maliciosa. E, considerando que se trata de uma mulher na cadeira principal, alerta machismo.

 

Falando em machismo, por que diabos tenho vontade de acertar a face do Will? Ele perseguiu Natalie com aquele sorriso sacana na face e eu quis arrancar os olhos dele. Sei que o personagem é pilantra, pegador e indesculpável (te amo, Jay, docinho!), mas foi bem tenso aturar a poker face dele para cima da médica depois daquela chamada de atenção babaca.

 

Sabe aquele cara irritante que você tem crush? Will Halstead.

 

Envolvê-los no mesmo caso deu a chance de um ver o outro sob um ângulo diferente. E, claro, abrir espaço para assentar o pedido de desculpas. Manning mostrou que não atua via hormônios (duh!). Ela só sabe o que o paciente precisa para superar o seu problema. Halstead revelou que é imprudente por não ter vocação de perdedor. Ele gosta de vencer enquanto ela gosta de cuidar.

 

A prova maior disso foi a treta do paciente na semana passada em que Will insistiu e foi descortês. Para pagar de Deus, só que perdeu. Achei até meio sem noção o médico aparecer de boa neste episódio, como se nada tivesse acontecido. Simplesmente, ele acordou para stalkear Natalie.

 

Ou então, para tirar sarro do migo Connor.Will tem um contraste que rebate perfeitamente em Connor (e que voltou a rebater neste episódio). Um pedaço de vidro o uniu ao “inimigo” por alguns segundos, oportunidade que voltou a destacar o que os difere na mesa de cirurgia. Rhodes é calmo e só consegue trabalhar de um jeito, digamos, à moda antiga. Sabe, criança das artes? Que mete a mão na tinta e não tem medo de sujar a face? Assim mesmo. Já Will é todo clínico, manja das tecnologias e deve ler muito artigo científico para dar dicas de como solucionar o impossível (e ele só soluciona o dos outros, menos o dele).

 

É uma dupla interessante e oposta. Um é o cérebro e o outro suja a mão. Um não teria resolvido o caso de Russell se não fosse pelo outro. Porém, jamais que ambos admitiriam isso, certo?

 

Além disso, Halstead é mais brusco e urgente que Rhodes. Já Connor é mais gentil que Will. Connor chama uma mulher para ajudá-lo enquanto Will culpa os hormônios. Opostos interessantes por saírem da ideia de perfeição e até mesmo de uma comparação de outra dupla que conhecemos muito bem: Casey e Severide. Tenho certeza que seriam 3 contra Will, fatos reais.

 

Embrenhado a essa nova onda de introdução dos personagens, vale um aceno para os casos da semana. Jackson me deixou sem chão, mas não tanto quanto o que aconteceu com Dylan. Natalie foi maravilhosa em dizer que a questão da recusa de cirurgia nada tinha a ver com a possibilidade do efeito colateral, mas por estar muito perto de perder o que uma pessoa considera seu mundo. Quando a médica mete o violino na roda, só pensei no quanto os escritores foram espertinhos, porque Torrey toca na vida real (e já tocou em um álbum da Stevie Nicks).

 

Só não esperava que o tiro viesse na arte demonstrada ao vivo. Ridículo, como diria Platt.

 

PS: quero colocar a Sarah em um potinho.

 

PS²: Maggie é muito dona da coisa toda, meldels.

Stefs
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