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13/dez

Uma pequena observação sobre o 3×08 (que não resenhei por motivos de CCXP): junto com este, formam o melhor casal da temporada até que se prove o contrário. Um roteiro que saiu da treta de sire line, ainda completamente sem pé e nem cabeça, para firmar o barraco que realmente interessa – Strix vs. Mikaelson. Marcel e Cami foram os personagens mais fortes, ambos sambaram na face de Tristan e Aurora. Elijah estava um porre e Klaus parecia voltar aos antigos moldes.

 

E o jogo virou com o 3×09.

 

O clima natalino estava enraizado em New Orleans, mas a data entrou para a pilha de péssimas lembranças. O episódio da semana passada plantou a curiosidade de saber o que os primogênitos aprontariam depois da humilhação que rendeu um saldo positivo para Elijah e Klaus. Mesmo sem muita ação, dá para dizer que os últimos acontecimentos na mansão Mikaelson serviram para fortalecer os inimigos, o que é pior ainda, visto que nenhum deles deu um novo show no Quarter.

 

Tristan manteve a elegância, como se não tivesse sido torturado. Aurora estava solene depois do toco de Klaus – e ainda quero saber quais “episódios” são esses, mesmo ciente de que ela declarou o que a aflige na semana passada. Pergunto-me aonde é que estava Lucien, o leal escudeiro que bem tentou puxar a amada para o seu lado, e começo a questionar sua importância nessa tramoia.

 

Enquanto os Mikaelson corriam, os primogênitos reorganizavam o tabuleiro. O foco em Freya mostrou o interesse pela corrente com Finn e foi um belo de um pecado não terem emendado o cliffhanger da semana passada. Você não me lança um Mikaelson na roda sem dar uma resposta imediata. Está certo que a influência dele na trama foi zero, mas por ser uma pessoa importante para a bruxa, bem que o personagem poderia ter dito algo sobre a profecia. Já que está essa lambança toda, não custava aproveitar essa chance para impor mais intriga sobre algo que perdeu o valor nesse disse me disse tão chato quanto alguém comentando sobre as sire lines.

 

Finn foi um peso emocional de leve para Freya tentar salvar Rebekah. Além disso, de fazer com que a lealdade dela fosse questionada, algo que tem acontecido com Hayley. Apesar de não ser meu Mikaelson favorito (e, meldels, o ator estava um gato, casava), foi bem triste vê-lo surgir em meio ao feitiço, sem eira e nem beira, só de enfeite para sinalizar o que rolaria com Vincent.

 

Lá no fundinho do meu coração, não curti o resultado final sobre o novo salto da storyline de Vincent. Pode não durar, mas perderam a chance de reintroduzir a treta bruxas vs. vampiros. A S1 caprichou nesse quesito,  e vi nesse cidadão a chave para meu sonho se realizar. Fui bem trouxa, né?

 

Botei fé de que Vincent resgataria essa treta e tornaria os covens mais fortes para, juntos, derrubarem os vampiros. O ator mandou muito bem desde que chegou ao Quarter e vê-lo como Regente seria uma das coisas mais maravilhosas desta temporada. Diferenciaria o atrito de uma trama que só fala dessa profecia chata. Sério, não aguento mais o previously sobre isso, fatos reais.

 

Ter alguém que faça os vampiros tremerem seria muito incrível e está em falta. O que me acalma é que o Strix tem mandado bem demais, uma dor de cabeça cheia das surpresas que os Mikaelson não têm a menor ideia de como combater. Sem contar Aya que é rainha toda vez que aparece. A cada semana, uma nova arma da turma de Tristan é revelada e isso intriga, porém, queria mesmo que as bruxas reacendessem e exigissem o Quarter em nome dos velhos tempos. Esses seres lindos estão tão sem plot que Davina simplesmente desapareceu depois da apunhalada.

 

Sinceramente, essa falta de investimento na pauta bruxaria, centralizada em um coven, em TO não tem me feito feliz. Um tema que costumava ser o core da série, desvaneceu.

 

Deixar tudo nas costas dos Mikaelson e dos primogênitos pode desgastar. Briga de família. Briga de poder. Já vimos isso antes, tirando o ritmo que é ministrado pela profecia e pelo medalhão que voltou ao poder de Tristan. Ver Vincent ser chantageado, no auge do seu destaque, me frustrou. A energia que ele trouxe ao episódio, o investimento de Marcel e a resolução do bruxo em abraçar a magia que renegou para tocar o terror renderam ótimos momentos. Havia convicção de que esse cidadão explodiria o Quarter e quero acreditar nisso.

Fora desse pequeno atrito, Holt nos agraciou com ótima atuação novamente e, mesmo distante, ela honrou seu papel como nos velhos tempos. Amei forte os surtos para cima de Hayley, só ouvi verdades, especialmente quando Klaus virou foco da briga. Chateada que a falação não pegou Elijah. Ele merecia escutar umas boas. Posso amar esse Mikaelson, mais que Klaus mas não mais que Kol, mas o comportamento dele na semana passada, humilhando a irmã e a little wolf, foi babaquice.

 

A falsa calmaria da confraternização abriu espaço para tragédia. Porém, antes disso, morri quando Rebekah resgatou a tradição da fogueira. Foi inteligente trazê-la para este episódio, fazia tempo que todos os Mikaelson não ficavam unidos, e costuma ser uma pena que nada é um trevo de quatro folhas para essa família. Afinal, o silêncio dos primogênitos logo revelou o maior xeque-mate: Cami.

 

A perda de Cami (posso dizer que não confio nessa morte por conta das falcatruas de TVD?) me deixou em letargia. Sinceramente, não sei o que pensar. Não sei se acho bom ou ruim, pois dependerá da atuação de Klaus daqui por diante. Ok que o resultado é óbvio: o híbrido caçará o assassino por vingança. Uma atitude tão repetitiva quanto inventar inimigos para o personagem.

 

Isso me preocupa, pois Klaus estava maravilhoso neste e no episódio anterior. Amo forte quando ele fica no meio-termo, fazendo o que é certo enquanto planeja algo para manter a família na frente de combate. Tudo sem perder a língua ácida. Esta semana, o personagem estava cauteloso, ponderava antes de agir, estava alerta, correu atrás das coisas com inteligência. Nada mais vicioso da parte dos roteiristas que reativar o lado monstrinho dele. Como se só isso funcionasse em TO. Melhorem.

Por um lado, e sendo macabra, foi bom Cami morrer. Klaus agora sentirá o que Elijah sentiu por Gia e por Hayley. Foi um tiro certeiro, caprichado, em um momento em que o híbrido finalmente se entregou ao que sentia pela psicóloga. Klamille encontrou um timing perfeito (e imperfeito) para se assumir, o que rendeu um gosto ainda mais agridoce neste mid-season finale. Uma reviravolta surpresa que, por mais que tenha sido trágica, vem com a promessa de uma nova onda de péssimos comportamentos desse Mikaelson. E não quero.

 

Simplesmente porque só sabem fazer isso com ele. Nunca dão chance ao Klaus lidar com os tropeços com certa maturidade. Há um medo constante de inová-lo, sendo que não deveria. Afinal, personagens evoluem, mas não esse Mikaelson que sempre volta aos hábitos antigos.

 

No fim das contas, quem manda nesse negócio é Marcel e sinto que Tristan apurou a trairagem. Espero que não, pois o trabalho dele tem sido uma das poucas coisas interessantes de acompanhar nesta temporada. Uma storyline novinha em comparação a de outros personagens. Só sei que esse homem precisa crescer mais na trama, pedir desculpa para Davina e chamar Vincent para uma parceria. Tenho certeza que, com uma boa escrita, esse trio acabaria com os primogênitos.

 

Este episódio foi bem The Originals, não? Fico contente de ver a qualidade da série ser retomada a cada semana. Demorou demais e nem sei se a espera compensou ainda. Por enquanto, está liberada a celebração, pois a repetição de um milagre como esses, em dose dupla, só vendo para crer. Deixo todos os méritos do sucesso nas mãos de Rebekah – que sempre me chateia quando tem que ir embora. Queria muito que esse vai e vem terminasse, na boa. A personagem agora está condenada, capaz que não a vejamos tão cedo, e já disse aqui que não ligaria se ela morresse.

 

Até porque precisa. Os Mikaelson podem ser a velharia vampiresca, mas podem morrer sim, oras.

 

Além disso, a trama tinha pressa e sede para remediar os ataques do Strix. Não deu certo. Mesmo sem muita ação, as investidas singelas de Tristan mostraram o quanto os Mikaelson não têm conseguido se proteger. De fato, os filhinhos do Elijah têm dado vida a esta temporada e o resultado foi balançar uma família que acreditou piamente que teria um belo Natal para recordar.

 

Só está na hora de parar com as medidas práticas para gerar novos reveses. Vamos combinar que Freya com o medalhão no bolso foi muito de principiante para quem quase morreu nas mãos da Dahlia, né? Inclusive, vale até dizer que foi ridícula a maneira como ela perdeu dois artefatos em uma pancada só. Essa moça é bruxa, meldels, pode ocultar as coisas, lançar magia protetiva. Não me mate mais de vergonha, menina Mikaelson. Você precisa fazer alguma coisa para recuperar Finn.

 

The Originals retorna no dia 29 de janeiro.
Stefs
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