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15/dez

Então que estou em período de férias de resenhas (e estava em contagem regressiva, sendo que ano que vem será pior, socorro!) e além de intentar colocar algumas séries em dia, de ler tudo que não li em 2015, editar o We Project que empacou na vida, Stefs resolveu escrever fanfic para passar o tempo. Pretendo adiantar Oblivion (que também morreu na lagoa) enquanto publico esta aqui, inspirada em Chicago P.D., focada em Linstead.

 

Essa fanfic vivia dentro de mim depois dos acontecimentos do crossover que custou menina Nadia. Passei semanas com uma coceirinha no peito para escrever alguma coisa, nem que fosse uma one-shot no ponto de vista da Erin. A coceirinha me infernizou por um ano praticamente até este presente momento. Agora mesmo, risco da minha lista de escrita “uma fic Linstead”.

 

Hoje posto o Prólogo (que é mais uma Intro) que situa o caso que será desenvolvido ao longo da história. Ainda não tenho um planejamento de postagem. Então vamos!

 

 

Título: Turn the Light in Your Eyes
Gênero: menos comédia
Inspiração: a série Chicago P.D.
Shipper em foco: Jay Halstead e Erin Lindsay (aka Linstead)

 

Avisos: essa fanfic é situada após os eventos dos episódios 2×21/22/23. Vamos dizer que resolvi preencher o salto temporal até o 3×01 – porque ainda me sinto vazia sobre isso, ok? Então, se você ainda não se recuperou da Nadia (quem falar sim, sai daqui!), é bom que saiba que o nome dela está envolvido em praticamente tudo por ser a razão da zona emocional de Erin.

 

Dedicatória: essa fanfic tem patrocinamento Tati (@falaheart) e Julia (@Juodrigues). Se vocês não curtirem, podem mandar tuíte pra elas, combinado?

 

 

 

Prólogo

 

Nunca passe por debaixo de uma ponte. Regra número 2 que era anulada pela de número 1 que dizia para ninguém se enveredar por Chicago assim que a última patrulha policial saísse de cena.

 

Afinal, era o momento em que os ratos se revelavam e não havia como contê-los.

 

A regra número 3 não existia. A primeira e a segunda viviam sendo quebradas, o que não dava motivo para a existência de mais uma que, de fato, não conseguiria nem controlar os recém-chegados. Veteranos ou calouros, ninguém resistia a um bom passeio naquela cidade selvagem. Principalmente quando a noite caía e os espaços públicos se tornavam palcos para os solitários.

 

Mesmo assim, a 3ª regra era mais conhecida como a regra do bom senso ditada pelos policiais. Chicago é um lugar em que incêndios acontecem do nada, sirenes de ambulância perturbam os exaustos e os tiros silenciam e recriam novas assombrações.

 

Adrenalina é a palavra que mantém essa cidade viva. Literalmente, só os fortes sobrevivem.

 

A regra da ponte só era seguida por aqueles que conheciam Chicago com a palma da mão. O máximo que se podia fazer era observá-la de longe, mas jamais visitá-la fora do horário. Gangues se reuniam ali. Policiais corruptos recolhiam seus pacotes. Prostitutas faziam os seus programas. Uma ponte nunca é apenas uma ponte, mas a concentração de toda a criminalidade de uma cidade.

 

Havia sempre alguém que quebrava a regra número 1 e passava por debaixo da ponte. Talvez, pela adrenalina. Talvez, porque não tinha outro caminho para chegar em casa – e nem grana para o táxi. Havia quem não ligava para ela, e se aventurava noite após noite em um dos lados negros de Chicago. A famosa cidade que se recusava a dormir. Que se recusava a apagar suas luzes.

 

Aquela ponte. Assombrada por um imenso mar de almas jorradas água abaixo. Era ali que crimes começavam. Por vezes, até terminavam. Era um palco perfeito para a mais imaginativa das pessoas iniciar o seu ciclo de crueldades.

 

Ou, para a pessoa sádica, com uma pitada teatral, começar uma história que ninguém esqueceria.

 

Essa era uma daquelas noites em que uma mãe imploraria para a filha ficar em casa. Uma mãe que diria que está com um pressentimento ruim. A filha daria de ombros e sairia mesmo assim, só não sabia que nunca mais voltaria. Um adeus nada intencional.

 

A trilha sonora daquela noite era o trotar de saltos apressados. Altos. Urgentes. Vinham da ruela que dava acesso para aquele trecho que deveria ter uma placa avisando que ninguém passaria ali depois das 22 horas. Ou, pelo menos, contar com uma patrulha 24 horas.

 

O barulho, outrora solitário, ganha um novo acorde. Mais pesado. A única companhia da noite ganha uma nova sombra, que engrandece as silhuetas no asfalto. Uma rapidamente se emenda a outra. Uma fusão perigosa. Uma fusão sem retorno.

 

O som ganha um toque dramático com o quicar de uma joia. O crescente de uma clara perseguição logo cai alguns tons, acentuando o raspar de vestes que denuncia a captura. Há mãos insistentes na tentativa de separação, mas o súbito adormecer congela o corpo e estanca o grito na garganta.O farfalhar do tecido sinaliza o arrastar para longe dos baixos holofotes vindos da ponte. Um belo fim, em uma noite fantasmagórica, em que duas pessoas se tornam uma.

 

E qualquer testemunha diria a mesma coisa.Só havia uma pessoa.

 

Uma mulher.

 

Nada mais.


 

N/A: esse é meu primeiro nado em gênero policial. Não sei se farei jus, mas o importante é tentar. O título faz referência a um episódio de P.D. que será mencionado em um dos capítulos. Só deixei em inglês porque a tradução ficaria terrível, mas logo mais essa fala aparece por aí.

 

E vai ter Voight sendo questionado sobre o negócio nas calças do Halstead #TrilhadoPlantãodaGlobo.
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