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12/dez

Antes de ir ao que interessa, um pequeno comentário sobre o 7×08 (não fiz a resenha porque não tinha condições por conta dos 4 dias de CCXP). O que posso dizer em linhas breves é que o considero o melhor da temporada até agora, e meu coração ainda está com mama Salvatore. Foi emocionante, apostou em alguns segredos passados da série, e inquietou com a sensação de que alguém pagaria o pato enquanto a festa de Nora e Mary rolava.

 

A despedida de Lily me deixou no chão, lindíssima, especialmente sob a perspectiva de Valerie. Uma personagem que fará falta e que encontrou em seu fim sua libertação.

 

Agora, sobre o 7×09: repetitivo. Se na semana passada The Vampire Diaries trouxe certo alívio com um episódio que chamaria de extra de tão certeiro que foi, apoiado em artifícios que um dia foram tratados como prioridade na série, não posso dizer o mesmo deste. Exausta de tanta preguiça.

 

O episódio engatou os sentimentos da perda de Lily e fiz beicinho. Ainda não digeri a perda da única personagem que tinha autoridade de trama. Ela poderia ter ficado, com certeza, especialmente para ser a pessoa a tirar a vida de Julian. Seria maravilhoso! O peso emocional do seu curto velório me fez pensar novamente no quanto fazia tempo que TVD não contava com uma morte, morrida, matada, e parece até mentira. Esperei mama Salvatore abrir os olhos, verdade seja dita.

 

Passada as lágrimas e mais um show de azedume de Damon, a trama mostrou os seus defeitos. Algo que não aconteceu no episódio anterior que soube muito bem no que focar e trouxe uma pincelada diferente na história dos Heretics. Nada que é bom dura nesse universo e não acreditei que, pela terceira vez, Stefan e Damon foram atrás de Julian. Sem um plano. Sem defesa. Não mereço!

 

Defan partiu – de novo – atrás de Julian como se só bastasse arregaçar as mangas, ter uma sede de vingança e seringas com verbena. Se fossem principiantes, tudo bem, mas não são, né? Novamente, se escancarou o quanto não há mais trabalho em equipe na série. Não há mais preocupação em amadurecer o conflito, tornando-o simplório. Cadê o resto do elenco, gente?

 

Candice poderia contar com uma dublê por conta da gravidez, mas preferiram isolá-la. Enzo desapareceu. Bonnie continuou fazendo freela. Matt e o mistério que me cheira a tal caçadora nem deram as caras. Cadê todo mundo para ajudar Defan? Uma falta de tato que trouxe um roteiro fraquíssimo.

 

O coração de tudo agora é Defan e os dois não têm dado conta do recado. Culpo Stefan por ser tão insistente em caçar Julian, mas, até mesmo no calor da emoção, ele costumava raciocinar mais. Bolar um plano. Envolver os outros personagens. Já são 9 episódios e esse Salvatore não teve uma cena com dona Bonnie. Isso não é nem um pouco normal, tampouco partir rumo ao precipício sem garantias. Atitude que sempre foi do Damon e ironicamente Damon estava na defensiva.

 

Não tiro os méritos da tentativa dos escritores em fazer desta temporada superior a todas que Dries assumiu. Tem dado certo, há episódios muito bons até aqui, mas é difícil defender quando se vê que os erros que degradaram a série ainda se destacam, independente do caminho de algumas storylines. Na semana passada, ainda houve o peso familiar, o que enriqueceu o episódio. Já neste, estava ali o mais do mesmo que, como sempre, realçou os absurdos, como as aulas de maternidade de Caroline.

 

É muito bizarro ver Stefan e Damon sem protagonismo, o que firma que ambos simplesmente deixaram de ser atraentes. Desde o episódio anterior, foi fácil notar que a presença dos Heretics tem ofuscado os demais. Não deveria ser assim, não em totalidade, pois TVD sempre foi muito boa em equilibrar o destaque dos seus personagens. Até mesmo quando Klaus era a cerejinha da festa, os outros não perdiam a chance de darem o melhor em meio a um bom plano grupal.

 

Agora, o elenco central é mero coadjuvante e está triste ver Defan falhar tantas vezes seguidas por tolice. Vamos combinar que depois de quase 7 anos, sair por aí sem plano e sem defesa é preguiça dos escritores em pensar em algo melhor. É mais cômodo distribuir estacadas por aí, né?

 

Sinceramente, ver Julian derrubar Defan não foi surpresa. Era evidente. Sem contar que eliminar esse personagem dissolveria o pouco charme que esta temporada anda tendo. Aka, não haveria mais vilão (se é que podemos chamá-lo de vilão, pois, até então, esse homem não fez nada). O vampiro se tornou o elo para manter os Heretics na roda, algo muito bom. Quero muito ver como Nora se restabelecerá entre Mary e o papaizinho, pois os 3 são mais fortes que os veteranos de Mystic Falls.

 

Reativar essa treta era preciso, pois só assim para ver se os demais se movimentam. O que duvido, pois, considerando o cliffhanger, capaz que role o salto temporal.

 

A única parte deste episódio que rendeu um frescor muito bem-vindo foi o comportamento da menina Nora. O espírito natalino. Ela me surpreendeu no episódio anterior, pois, desde sua primeira aparição, só somei sua imprudência, egocentrismo e inclinação para ser bully. A reação dela para cima de Mary na semana passada me fez aplaudir, não pelo término, mas por afirmar que estava cansada da manipulação de Julian. Foi maravilhoso e foi uma pena vê-la retornar ao casulo.

 

Por mais que Nora tenha ficado ao lado de Lily, só foi mexer na crush que o jogo mudou. Em segundos, a personagem que pareceu durona e decidida, especialmente em ter uma nova vida, caiu na de Julian. Atitude que achei muito fácil para uma pessoa que confiou na mama Salvatore sem pestanejar. Um tanto quanto incoerente, mas tudo bem. É algo que nem deveria me incomodar, pois as fugas que resultam novos conflitos já foram bem mais elaboradas em TVD.

 

Não aguento mais Caroline, Ric e essa gravidez. Por que inventaram esses bebês sendo que não há mais Gemini? Não tem sentido algum, socorro! A aulinha me deixou muito, mas muito aborrecida, especialmente o comportamento da personagem. Assim, Forbes quando se tornou vampira ganhou presença, uma fúria deliciosa e um perigo no olhar que a fazia extremamente temerosa. O vampirismo a tirou das sombras e lhe conferiu brilho e segurança. Essa transição fez um bem danado e a chateação foi vê-la incorporando esse appeal por causa do seu estado atual.

 

Simplesmente porque Caroline deixou de agir como vampira há muito tempo. Toda vez que a personagem tentava, lá ia ela ser tombada. O mesmo aconteceu com Elena, que nem aprendeu a controlar as presas. Cadê o destaque da vampira que deveria ser a atual protagonista?

 

Quem tem assumido o lado badass da série é Valerie. Uma personagem nova e que, possivelmente, nem terá aprofundamento de storyline porque seu peso é ter ficado grávida do Stefan. O que é absurdamente desnecessário porque a atriz pode contar com mais que isso. Não acho ruim o destaque da Heretic, há poucas mulheres em cena, mas o protagonismo tinha que ser da Caroline, ou repartido com Bonnie – que simplesmente morreu em comparação ao samba da S6.

 

Nem me atrevo a culpar o estado lindo da Candice, pois as showrunners podiam investir em algo criativo. Careceram as personagens regulares por causa das Heretics que são apenas seus casos passados (ter ficado grávida, ser lésbica.. Que estupidez!). Careceram tanto ao ponto de Bonnie e de Caroline não serem inseridas na ação.

 

E já que citei Valerie, o que dizer do futuro dela com Stefan? Se eu disser que gostei desse jogo, vocês me desculpam? Paul consegue transportar o amor do seu personagem para os olhos, e aqueles olhos lindos estavam apaixonados. Como resistir, migos? Sério, não sei explicar o que sinto, minha opinião pode mudar, mas, considerando os desdobramentos, a Heretic tem conquistado mais espaço na vida dele enquanto Caroline ganha espaço na vida de Ric. O futuro se aproximando…

 

De maneira geral, não aconteceu nada de novo neste mid-season finale, embora tenha tido certa qualidade ao conciliar o espírito natalino de Nora e o conflito sobrenaturalmente trôpego de Julian. O grande porém é que ninguém do elenco principal faz alguma coisa que preste desde que os Heretics entraram em cena. Já podem mudar o nome da série.

 

Sobre o cliffhanger, grande coisa. O flash-forward mostrou que Stefan e Damon estão até que bem, então, ver o tombo deles foi como lixar as unhas. Por essas e outras que repito que as visões do futuro se revelaram uns belos anticlímax (só o da semana passada foi efetivo e achei o melhor que rolou até agora).

 

Certeza que minha reação seria outra se não soubesse nada sobre os Salvatore daqui 3 anos (mentira porque Damon “morrendo” de novo me deu sono). Pelo menos, usaram a tal espada e espero que invistam no inferno pessoal dos dois – única parte que acho que será interessante nessa soneca toda.

 

PS¹: não aguento o papo feminista em TVD. Como se Plec e Dries não tivessem destruído todas as suas mulheres por casa de homens, né? Em vez de empoderá-las, fez uma de escrava sexual, matou outra, continua segurando outras de capacho. Pior que isso, só Ric feministo. Aqui há um belo exemplo de usar feminismo para propagandinha, porque as showrunners nunca ligaram para isso.

 

PS²: Caroline diante da lápide de Liz e eu lembrando da injustiça.

 

The Vampire Diaries retorna no dia 29 de janeiro. A exibição será nas sextas, então, provavelmente, as resenhas só subirão no domingo junto com The Originals. 
Stefs
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