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25/jan

Chicago Fire entrou na fase que mais amo: o inv(f)erno. O episódio se apoiou em reflexão tendo o retorno de Herrmann como o maior peso dramático. Ninguém fez muito, todo mundo ficou enfurnado no Batalhão, dependendo do aviso da natureza que entregou uma trama morna e sem conflito. Pós-crossover, a tentativa foi finalizar algumas histórias e apresentar outras, mas tudo que penso neste momento é WTF? sobre as gêmeas Paola e Paulina. Ainda não entendo o hype da Chili.

 

O clima monocromático contribuiu para um aspecto contemplativo. Não restava nada a fazer a não ser esperar. Ao contrário de outros episódios que mostraram na cara de pau a encheção de linguiça, o desta semana veio com gosto de trauma e de culpa. Uma reflexão após os desdobramentos causados por Freddie. Só lamento pelo tornado não ter engrandecido, o único resquício de energia do episódio, abafado rapidamente. O bom é que esse isolamento deu chance de fala, por mais besta que fosse, para alguns personagens e o ruim foi o zanzar deles para preencher tempo.

 

Comentei na última resenha que o comportamento da Chili deveria ser justificado por algo enorme e não foi isso que aconteceu. Como querem que eu me relacione com a personagem sendo que inventam uma história X para explicar seu azedume? Digo isso porque Jellybean nunca foi exposta na série. Nunca deu a entender que era importante. E usá-la foi apenas uma desculpa para não gerar estranheza sobre a escalação da Dora como Chili. Sem o menor cabimento!

 

CF-4x11---Chili

As atitudes dessa moça, que emendaram em um erro médico, me fez lembrar das vezes que fiquei possessa com a Shay quando ela foi engolida pelo affair-que-não-deve-ser-nomeado. Dor de cabeça que fez Gabby correr em círculos para tentar ajudar. Ver o mesmo praticamente se repetir com a Brett não só denuncia reciclagem de trama, como também a falta de relevância de Chili.

 

E não digo isso movida pela minha antipatia. Digo isso porque a história dela não faz sentido desde o dia 1.

 

Corrigindo: não há história! Não houve o fortalecimento da paramédica no contexto de Fire, como rolou com a Brett. Torná-la chata movida por uma dor que exigiria dos fãs voltar ao 2×01 de P.D. só piorou as coisas. E não aceito essa de “fã que é fã tem que lembrar”, pois Jellybean foi apenas uma informante para uns bons meses depois Dora ressurgir como Chili. Tipo, quem lembraria dessa pessoa a não ser Antonio que ganhou uma beijoca? Duh!

 

Investir na morte da irmã poderia ter funcionado com mais efetividade se Chili tivesse sido melhor posicionada e apresentada em Fire. Desde seu aparecimento, a tornaram um desconforto que queria toda a atenção e, depois, virou a paramédica do Jimmy. Brett passou por toda adaptação de novata, resolveu o problema com o ex antes de engatar um romance com Cruz, algo que não aconteceu com a parceira de job. E olhem que Kara estava sob pressão porque ela entrou como “substituta da Shay”. A personagem da Dora foi superestimada desde o início e não tem rendido nada, fatos reais!

 

Descobrir o babado da gêmea me fez rir no auge da minha crueldade. Uma coisa é ficar triste se um dos Dawson morrer (batendo na madeira milhões de vezes) e outra é Chili sofrendo por uma irmã-who. Se isso virar caso investigativo ao ponto de mover nem que seja 3 integrantes da UI, ficarei transtornada! Será o maior gasto de energia à toa da história de Fire/P.D.. Antonio até que vai, mas se uma pessoa chamada Hank Voight dar as caras…

 

Para meu alívio, o episódio não dependeu completamente da Chili. Herrmann trouxe um pouco de sensatez, preso ao desejo de voltar ao trabalho e se reencontrar. O tornado não me deixou tão apavorada pela família dele, pois estava mais preocupada no como o personagem se portaria depois do que lhe aconteceu. Cada um tem uma maneira de digerir uma situação traumatizante e por estar habituada a outros comportamentos de rebote, cogitei as trevas para ele.

 

Fico contente que isso não aconteceu, penso que nem combinaria por ele ser sempre o desagradável que deve acordar bem-humorado todo dia. Como existem pessoas assim, socorro!

 

CF-4x11---Herrmann

Casey foi muito bem intencionado em escolhê-lo para dar conta do resgate do casal, uma circunstância que me fez pensar se não seria a chance do coração do Batalhão congelar diante do perigo. Herrmann passou o episódio aterrorizado com a ideia de morrer – e, talvez, de engolir outra morte – e para minha surpresa ele se deu bem ao longo da trama e voltou de cabeça erguida.

 

Não tem como não amar esse homem que mantém o juízo no lugar até para puxar a orelha do pobre Mouch. Ou, para garantir que a situação com Cruz está em dia. Herrmann não pode morrer nunca.

 

Quem também contribuiu com uma gota de preocupação emocional foi Cruz. Ele se saiu como o mais traumatizado da situação de Freddie e fiquei sem chão com a cena no presídio. O personagem passará a vida toda tentando se redimir e correrá em círculos para aliviar sua culpa. Severide podia ajudá-lo, pois, assim que vazou do Batalhão no começo desta temporada, esse amigo quem foi lá bater na porta e pedir para que gentilmente o Tenente parasse de ser besta. Tomara que isso role!

 

Os outros plots

 

Esse Austin acabará machucando a Brett e não estou contente com isso. Não dá para confiar em cara stalker em Chicago. Ainda mais quando falamos dessa personagem que só vê o lado bom da vida. O drama maior aqui é que lá foi ela conversar com Boden sobre Chili e já pressinto um escarcéu desnecessário. De novo, uma imitação de Shay querendo arrancar os olhos da Gabby.

 

Falando em Gabby, ela estava uma belezinha esta semana. A brincadeira com Otis quebrou bastante o clima apático do Batalhão e rachei o bico com a ideia do bigode. Neste episódio, senti com muita dor a falta que essa personagem faz na ambulância. Não sei vocês, mas não consigo mais vê-la nas sombras a cada resgate, dando tapinhas nas costas dos migos. Dawson merece mais!

 

Mesmo com a piada do bigode, Otis me deixou sem vida ao revelar aonde mora sua baixa autoestima. Só sei que precisam explorar mais a história dele. Já que não tem mais pelo na face, que tal agora trocar os suéteres da vovó (ok que acho fofo, mas já que deu o primeiro passo…).

 

E o Severide envolvido em uma nova investigação? É nítido como tentam engatar esse viés em Fire e a força se perde em um estalar dos dedos. Torcendo para que dê certo dessa vez.

 

Agora, vamos aguardar o novo show da Chili. Nem sei se tenho paciência para isso, sinceramente.

 

PS: Herrmann ressurgiu no 3×11 de P.D., trabalhando no Molly’s, indicando um salto no tempo. Mas daí ele aparece todo inseguro para reassumir seu papel no Batalhão? Estranho demais ou eu posso considerar que o molho dele foi apenas sobre o traje de bombeiro?

Stefs
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