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28/jan

Antes de mais nada: não queria ser nenhum dos personagens para viver neste episódio. Quanto sofrimento, quanta angústia, quantas frases lindas e olhos suados. O que aconteceu esta semana foi simplesmente um retrato do quanto a vida pode ser uma porcaria sob uma perspectiva incolor. De um lado havia Herrmann, aquele que prometeu não perdoar Freddie e que acreditou que isso seria o bastante. Do outro, o iludido Casey querendo ajudar as pessoas. No meio, a incompreensível Chili, que continuou a chorar por ela mesma (duh!), mas ensinou um pouco sobre digerir uma perda.

 

Algo dentro de mim dizia que Fire começaria a perder o ritmo e o raciocínio do último episódio para cá. Por enquanto, estou tranquila, pois as tramas continuam a se apoiar nos seus ganchos. Investida que mantém a história contínua e estende a angústia. Não há tanta impressão de mil saltos temporais, como ocorre atualmente em P.D., e isso é muito bom, principalmente no núcleo de personagens. Ninguém parece tão desconectado um do outro, sendo que poucos atuam no conflito.

 

Aceitei a storyline de Freddie como concluída na semana passada. No máximo, esperava barraco desse retorno, nada mais. No fim, o intuito foi justamente cutucar a ferida de Herrmann. O assunto foi resgatado na tentativa de cicatrizar de vez e trouxe a opção do personagem realmente lidar com o ocorrido. Não tem como alienar um trauma, fatos reais.

 

Chicago-Fire-4x12---Herrmann

Herrmann deixou uma coisa bem clara na semana passada: o objetivo de simplesmente tocar a vida, sem olhar para trás e/ou recordar de Freddie. Só que a vida dá suas piruetas e lá foi ele ser empurrado para um capítulo da sua história que estava longe do encerramento. Quando o pai entrou em cena, esperei pressão em forma de intimidação (que fizesse o meliante ser liberado), mas estou feliz com a conclusão dada. Ficou a cara desse personagem, sempre em busca do lado bom da vida.

 

E, claro, do lado bom das pessoas. Talvez, Freddie só precisasse ouvir o que foi dito para começar a acreditar mais em si mesmo. Mais na própria melhora. O personagem é um exemplo de que bons/péssimos cuidados vêm de berço. O pai o “educou” a sobreviver, mas não a ser.

 

Daí, Herrmann meteu as verdades e só restou chorar. Ele teve completa razão ao dizer que, passados certos dramas, geralmente descobrimos o que importa no mundo. O que realmente vale a pena. O personagem fingiu que estava tudo bem com Cruz e achou que ignorar a existência de Freddie seria a solução, mas o incômodo pessoal estava estampado em cada ruga de seu rosto. Ou ele daria a si mesmo uma absolvição – que culminou no peso a menos nos ombros de Freddie também – ou viveria amargurado ao ponto de chegar ao limite – porque no trauma o que vem primeiro é o rebote.

 

Esse personagem passa a ideia de que lidou com muito na vida e a duração de seu casamento com Cindy diz muito. Ele poderia não perdoar Freddie, mas mastigaria o que lhe aconteceu toda vez que pisasse no Batalhão ou no Molly’s. Pior, quando olhasse para Cruz – porque tudo no trauma é transferível. Vê-lo meter um discurso para cima da juíza não foi uma surpresa. Foi muito Herrmann e, como sempre, foi lindo. O adolescente meliante agora é um personagem-ponta-solta.

 

Nisso, caímos no luto de Chili e continuo irredutível sobre essa moça. Sério, não dá!

 

Chicago-Fire-4x12---Chili

Quando ela conta a história da irmã, me perguntei porque não trabalharam nisso antes. Baixo orçamento para colocar as gêmeas em cena? Pelo amor, até CW conseguiu fazer isso (e a ABC Family, agora Freeform, também!). Mas é aquela coisa: preguiça dos produtores/escritores. Se eles já acham um incômodo envolver personagens de Chicagos diferentes, quem dirá brincar de Paola e Paulina.

 

Enfim, voltando ao dilema, esse recontar sobre Jelly teria agradado mais se tivesse conquistado uma atenção assim que Chili pisou no Batalhão. Poderia ser algo trabalhado episódio por episódio, com mensagens dali, menções daqui, para dar a entender que esse vínculo é importante. Não fizeram isso com Cruz e Leon? Katie e Severide? O baque da notícia continuou a não ter efeito e me teletransportei para o início da saga dessa moça lá na S3.

 

Resultado: não orna.

 

Vejam bem: Chili estava arrasada por causa do pai e se empenhou em um projeto muito pessoal. Ela focou nisso, tentou e não deu certo. Agora, deram a personagem bebedeira e noitada, sendo que vi tudo isso acontecer com a Shay. Não podiam ter escrito algo parecido com o que rolou na S3?

 

Se pensarmos bem, Jelly não faz/fazia diferença na storyline da paramédica.

 

Mesmo pensando dessa forma, não dá para ignorar que ser arredia e birrenta foi a forma de Chili rebater o luto. Só não achei justo. Ela amava o pai e buscou o melhor de si. Com a irmã não poderia ser a mesma coisa? Gente, sério, não me conformo com essa falta de desenvolvimento.

 

Boden chegou perto de me decepcionar ao lidar com Chili. Quando ele começou a ser poeta quis arrancar meus olhos e gritei quando o veneno ricocheteou na paramédica. Ela é aquela pessoa que precisa de chacoalhão brusco ou não reage – e nem reagiu levando em conta o final do episódio.

 

Para não dizerem que sou insensível, gostei de vê-la defendendo Brett, não só pelo ato, mas por ter levantado a questão: por que ela carrega um negócio daquele entre o equipamento? Considerando o que rolou com Jelly, não me espantaria se Chili fosse perseguida pela pessoa que matou sua mana.

 

Chicago-Fire-4x12---Casey

Tesouro, ídolo, rei!

 

Fora do peso emocional, lá estava mozão Casey e o pontapé para sua carreira política. Confesso que tenho medo, mas estou contente já que isso significa destaque – que agrega Dawson, que nunca mais teve um plot. Digo medo porque as transições dessa série (e de P.D.) nunca duram e é sempre frustrante, pior que pipoca quando queima na panela. Afinal, você não chega a acreditar que tal personagem realmente mudará de vida, pois a zona de conforto em forma de Batalhão ainda está lá.

 

Menos Mills que mandou um abraço!

 

Minha esperança é que se trata de um personagem principal e não é possível que deslizem nisso (sei que deslizarão porque se não há bebê, não haverá mozão Matt sendo presidente). Casey foi uma ótima escolha para essa storyline, pois ser humanitário é com ele mesmo. Sem contar a habilidade, escancarada de uns episódios para cá, em lidar com os adolescentes da vida. O Tenente tem o perfil de lutar pelas minorias e vê-lo cobrar Becks denunciou seu novo envolvimento. Agora, lá vai esse cidadão se meter em outra zona de perigo para trazer algum tipo de justiça ao mundo.

 

Os chamados também não ficaram atrás sobre a demonstração do quanto a vida tem um ângulo ruim. Choquei com o doidão metendo a mão na namorada e chorei com o adolescente suicida. Ambos foram fortes e intensos. Fiquei horrorizada!

 

Só sei que essa season de Fire permanece com foco total. Só não acredito que Severide virou o enchedor de linguiça, fazendo amor de novo com outras pessoas sendo que o coração dele é de…? Ok que é sempre bom vê-lo mandar nudes, mas não está agregando em nada. Até então, esse papo de bomba plus terrorismo plus a declaração está lá no meu quarto de hotel não está colando.

 

Mas quem é que não queria sanar a carência de Kelly Severide, certo?

Stefs
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