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25/jan

Por que diabos este episódio não foi transmitido antes do crossover? Faço essa pergunta porque o título fez jus ao que foi visto, o fortalecimento dos personagens por conta do nascimento de Owen. Um momento que aguardava desesperadamente levando em conta que a participação de Med entre Fire e P.D. me traumatizou (porque aos meus olhos ficou muito a desejar). Agora sim deram o pontapé para o conceito de família, raiz dessa e das outras irmãs que, mesmo nas intempéries, não é esquecida na hora de celebrar algo ou alguém. Neste caso, uma nova vida.

 

Definitivamente, era isso que faltava e já coloquei este episódio na minha lista de melhores da S1 de Med.

 

O que aconteceu esta semana foi lindo de injusto e me fez entrar em negação sobre o quanto a vida é cruel. Ultimamente, tenho me identificado horrores com a Reese, pois ela me lembra o começo da minha vida de estagiária. Época em que fui muito minimizada por uma das editoras-chefes. Fui dessas que se escondia no banheiro para chorar, assustada demais em dar os próximos passos e remoendo a ideia de não ser boa o bastante para dar conta do recado. Quando a personagem se desmanchou por causa de Parker, desmanchei junto. É impossível segurar os ânimos quando se está sob pressão.

 

 

Chicago-Med-1x06---Reese
O caso Parker foi de partir o coração e entra no que disse sobre a vida ser injusta. Se há uma coisa que nunca entenderei, e o Google nunca me responderá, é o motivo de crianças simplesmente falecerem por conta de uma doença incurável. Cri-an-ças! Que nem começaram a viver e se veem obrigadas a travar uma batalha da qual o corpo delas não está preparado. Sempre que bato de frente com uma situação dessas, penso se não é um tipo de provação aos pais (sou dessas que acredita que nada é por acaso). Porque não é possível que a mão divina seja tão maligna a esse ponto.

 

É bem tenso ver crianças morrerem enquanto os monstros sobrevivem, fatos reais.

 

Reese pode não ter falado isso em voz alta, mas foi muito fácil capturar tal pensamento em seu drama interno. Até eu pediria ajuda ao Dr. Charles – sempre tão mágico, socorro! – por saber que não teria envergadura moral para dar uma péssima notícia sobre uma doença feat. morte inevitável. Meu coração ficou partidinho, especialmente com o choque dos pais que, no mínimo, se perguntaram o que fizeram para merecer algo tão ingrato. Se-gu-rem me-us brin-cos!

 

Foi de um alívio tremendo saber que a outra criança não tinha sua genética abalada, pois estava pronta para ir até Chicago (toda-vez!) e dar tapas nos escritores. Maldade na ficção tem limites.

 

Quando vejo Rhodes, solto um suspiro (e toca a trilha de Mulheres Apaixonadas no fundo). Outro que estava no limite da razão por causa da clandestina – cuja história cheirava mal no instante em que foi esclarecida. O envolvimento também entregou que isso seria a ruína do médico e pensei que o personagem solicitaria a influência do pai – vai saber, né?. O heroísmo desse homem ainda o botará em uma saia extremamente justa e vejo Will sentado, tomando chá, rindo da cara do migo.

 

Enquanto o deslize não acontece, a compostura de Connor muito me incomoda e muito me admira. Will me representa com as expressões de indignação diante dos insights de Rhodes, que parecem absurdos. Mesmo querendo manter a distância, Halstead é a consciência (que não é ouvida, claro).

 

Por isso essa amizade de amor e ódio já dá certo sem precisar de um pingo de proximidade. O ruivão representa meio mundo que não se conforma com o jogo de cintura de Connor – e só resta aplaudir quando tudo dá certo, porque é Deus no céu e Connor Rhodes no comando.

 

O retorno do papa Rhodes não me fez feliz (virou meio pai do Severide na S1, só enchendo o saco), mas tive um pouquinho de esperança sobre supostas tramas em Med por causa da inserção de uma ala psiquiátrica. Bem que os escritores podiam colocar a mão na consciência e escrever sobre um paciente com alguma doença mental (e que não seja depressão – e se for que não seja romantizada). Já que gostam tanto de jogar na roda assédio e estupro, por que não cutucar esse assunto? Espaço tem em dobro, e Charles, por mais incrível que seja, precisa de uma história para chamar de sua.

 

Todo caso, a conversa entre pai e filho plantou uma pulga atrás da orelha e quero saber o que fez a mama Rhodes saltar para a morte. Para Cornelius temer Connor, a coisa deve ter sido bem feia (e qual é dessa família em que todos têm nome com a letra C? Só os ricos, gente!).

 

Chicago-Med-1x06---Grupo
Para colocar o emocional lá no chão, Natalie deu à luz, mas quem reinou foi Maggie, uma personagem que anda brilhando muito mais que a menina April (não podicê!). A  última vez que vi uma parteira virar um bebê na televisão foi em Outlander – e isso me deixou no chão, verdade seja dita. Ver Owen girando me deu gastura e se ele falecesse seria o mesmo que acabar a série.

 

E a sogra parece melhor amiga da Bunny. Cheia de dar conselhos, né? Cheia de achar o que é melhor na tentativa de centralizar qualquer babado. Helen é sinônimo de deselegância e só rodeia Natalie porque Owen deve ser a única lembrança do filho. E já imagino transferência de afeto da parte dessa mulher, o que fará Manning, provavelmente, viver no sufoco.

 

O importante é que a conclusão foi linda demais! Compensou de certa forma o sofrimento deste episódio, que só deu soco no meio da cara. De novo, por que, Deus, não transmitiram esse antes do crossover? Seria tão mais prático, eficiente, chorandinho e tals…. No fim, nasceu o senso de família em mais uma equipe diretamente de Chicago – mas continuem as tretas, por favor!

Stefs
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