Menu:
08/jan

Começarei com algo que só podia dizer depois de ver a 2ª parte deste crossover: inserção de Chicago Med muito precoce. A cada cena, senti vontade de dar a mão para os médicos e lhes dizer que logo Voight entraria em cena. Nunca vi tanta gente perdida no mesmo ambiente, sinceramente.

 

O vácuo que Fire representou por um momento no passado, foi ocupado nesse presente por Med. Logo de cara, captei o mesmo problema que abalou a turma do 51º no último crossover: enrolar, enrolar, enrolar e opa! achei o gancho de trama para concluir em P.D.. No começo, fiquei na defensiva, esperei com paciência o babado da Jessica ganhar uma carinha, mas rolou uma bela encheção de linguiça. Daquelas que minha miopia feat. astigmatismo tentaram esconder, mas daí olhei para as minhas anotações e vi a verdade. Não aconteceu nada. Quem assumiu tudo foi Charles e o resto ficou à mercê do tempo que parecia não correr no hospital.

 

Eis o primeiro da seleção de episódios que passa batido em Med. Não veria de novo, de verdade.

 

Assim, no geralzão, essa 2ª parte não foi ruim. Ela manteve os aspectos que até então fazem Med, Med, por enquanto mais preocupada em ainda apresentar os personagens. Houve sim a nítida preparação do terreno para Voight e Cia., análises atrás de análises para encontrar um padrão entre Jessica e as outras pacientes que foram inseridas de maneira pertinente, como os chamados desta semana de Fire.

 

O intuito mesmo aqui foi entregar o caso de mão beijada para a equipe de Inteligência, perfeito, até ver os médicos boiando não só na trama (o que é normal), mas diante da galera do Batalhão. Sabemos que uma hora todo mundo se amará, mas só bato nessa tecla de novo porque não senti firmeza como na época de P.D..

 

Sem contar que esse pedaço de trama dado a Med costumava ser papel de Fire. No caso, dar o padrão para Voight e Cia. ligarem os pontos e mandarem bala. Só que os médicos ficaram presos a uma parte dessa história que só botou a cara no sol no final de tudo. Isso diminuiu a energia do crossover, que dependeu demais da saúde do Herrmann para ter um ponto de conflito.

 

O importante é que Med fincou bem o gancho deixado por Fire, algo que só foi possível com as intromissões geniais do Dr. Charles. Sem ele, não havia ninguém para tomar as rédeas da situação, o que considerei um deslize, pois, subitamente, nenhum médico chegava a uma devida conclusão sobre o que estava acontecendo. Até Rhodes quase pisou na jaca graças ao cuidado tardio com Herrmann. Claramente, o hospital estava em um péssimo dia, porque ninguém queria trabalhar.

 

Digo isso porque, além de Charles, o único que realmente trabalhou foi Rhodes, incansavelmente para manter Herrmann vivo. Quis morrer com o quanto os outros personagens zanzaram neste episódio. Sério, Will era o que mais estava à toa, só conversando com Jay (rendendo a versão mais linda do paraíso) ou fazendo carão para as descobertas do psicólogo. Natalie só serviu para preencher trama com a mesma paciente, indo e voltando, um rodopio regado de frustração.

 

No que isso resultou? Em subplots nada eficazes, sendo que isso não deveria acontecer quando se tem pacientes diagnosticadas com câncer, sendo que não têm câncer algum, morrendo devido a uma overdose de quimioterapia. A construção de terreno rumo à conclusão foi sólida, os personagens,
fora Rhodes, tinham foco, mas essa folga e outras coisas incomodaram ao longo do episódio.

 

Tais como a repetição de usar crossover para reviver ou promover romance. Ok, Reese e o tal Joey foi uma fofura, Jay tirando onda do Will sobre Natalie me fez rolar de rir (porque foi daquele jeito que imaginei que as indiretas rolariam), April e Severide sempre será sexy sem ser vulgar, mas tudo isso era mesmo necessário? Considerando que essa série ainda precisa de muita farinha para inchar?

 

O ponto positivo que tiro deste episódio é o que comentei sobre Med ter sido Med neste crossover. Choquei com Severide lançando verdades sobre a carreira de April e agradeci por esse esclarecimento porque sempre a vi com postura para ser médica. Noah pode ser um avulso, mas acho que ele movimentará mais Reese. Duas personagens que não tinham nada na trama ainda e agora há um pouquinho mais a esperar por meio dessas breves informações que podem ser relevantes no futuro.

 

Por mais que Med tenha começado muito bem, ficou visível que uni-los aos outros irmãos foi muito apressado. Dava para fazer um esforcinho e segurar mais um pouco, especialmente quando se tem o primeiro crossover Fire-P.D. para comparar. Há potencial, mas não maturidade (ainda), algo claro na maneira como os personagens ficaram dependentes dos passos de Charles e sem saber o que fazer quando se viam diante de alguém de Fire. Considerando que a série estaria no centro dos holofotes para chamar a atenção de vez, principalmente porque há humanos que assistem uma Chicago e não as 3, deveriam ter poupado um pouco o ego.

 

Quando Jay e Severide têm tempo de compactuar a fofoca de Will, você sabe que tem algo errado (mas ri tanto disso, vocês não fazem ideia). Tempo de sobra, gente. Repito o que disse na resenha de Fire: só agora deu para sentir mais o quanto pecaram na introdução desses personagens nas outras séries.

 

De novo, não foi um episódio ruim, mas a visão de todo mundo matando tempo por causa de CPD foi claríssima. Sabem o que teria sido legal? Que cravaria Fire-Med na lata? Dawson invadindo para mostrar como é que se salva vidas sem frescura.

 

E aonde compra o autocontrole do Rhodes? O cara é muito da compostura, tá louco.

 

Agora, vocês seguem para CPD. Usem colete à prova de balas.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3