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29/jan

Depois do episódio passado, Chicago Med começou a perder a timidez com relação aos personagens. Com passos lentos, a série entende que criar um elo entre eles ao mesmo tempo em que se relembra a importância de seus respectivos papéis é um prato cheio. Essa experiência ainda é diminuta, mas o curto relance mostrou efetividade ao emocionar do jeito que só essa franquia consegue.

 

Os pacientes de Choi e de Rhodes não se destacaram em comparação ao de Halstead – mas fizeram cócegas no meu coração. Ao lidar com um criminoso, Will voltou a bugar meu cérebro.

 

Explico.

 

Chicago-Med-1x07---Will

Uns tempos atrás, não tão distantes assim, lá estava Will Halstead, o julgador. Ele meteu o dedo no nariz da Natalie e depois matracou o quanto um atirador merecia morrer porque não era digno de atendimento (não com essas palavras, mas a essência está aí). Daí, o médico teve que digerir os plots twist em forma de Connor Rhodes, que mandou vários nope na face do ruivão.

 

O que rolou neste episódio foi berrante de destoante, porque ninguém muda em segundos. É gradativo. Tudo bem que o paciente não era de uma preocupação tão grave quanto o atirador, mas é crime. E Will agiu dentro do código e ainda mandou Sean passear. Tipo, oi?

 

Só não falo mais porque Will me deixou orgulhosa neste episódio, pois, de fato, esperava que ele agisse como um babaca e que Jay fosse a consciência. Foi totalmente o contrário! Parece que o Halstead médico aprendeu algo com Rhodes. Um passo para evolução de caráter é tudo nesta vida.

 

Mas lá estava Jay, a pessoa que simbolizou essa de quem-é-bandido-não-merece-atendimento. Imaginem se esses dois fossem gêmeos (tá na moda criar gêmeos, né?)? Meu Deus, a personalidade deles é transferível, não podicê! Sério, fiquei meio bugada com essas mudanças bruscas, pois, até aonde sei, o Halstead detetive não julga tanto quanto o Halstead médico, embora o Halstead detetive seja o barraqueiro ao contrário do Halstead médico que nunca mostrou as garras.

 

Só sei que fiquei chorosa diante do real motivo que levou Blevins roubar um carro. O acidente foi Murphy em ação, fatos reais. Com um paciente desses, o destaque em Will foi merecido por ter trazido uma nova faceta dele. Afinal, o personagem começou com o pé esquerdo em Med, cheio das opiniões sem graça e das atitudes que deu vontade de socá-lo. Tava lindo!

 

Outro peso dramático do episódio foi dona Helen. Essa mulher deixou uma impressão completamente errada na semana passada e se revelou uma solitária. Ela transferiu todo seu afeto para Natalie e agora para Owen. Essa senhora mexeu sim com meus feelings sobre o abandono, mas há um ponto negativo nisso. Se há uma coisa que aprendi é que os pais dessa turma não são burros.

 

Chicago-Med-1x07---Natalie

Certeza que Helen começou a tratar Will bem porque ele é o meio de fazer Natalie ficar em Chicago. Os pais Manning podem ser o top dos motivos para a médica um dia sair da cidade, mas, com um mozão tão propício, na hora e no momento certos, por que não unir o útil ao agradável? Se ganha a ex-nora, o bebê e um ruivão de tiracolo. Essa senhora não me engana.

 

Quem também não me engana é essa Zanetti. Assim como Will, Connor teve seu viés amoroso um pouco mais desenvolvido e só tenho a declarar que essa mulher não o merece. Vai ter que desinflar muito esse ego que é o grande empecilho desses dois.

 

E quero Reese e Rhodes. Não sei porque alimentei essa ideia, socorro! De onde saiu Zanetti?

 

O que prevejo para Rhodes e Zanetti é treta/rivalidade no trabalho. Para piorar, o médico tem um sobrenome influente, o que já rende aqueles comentários de “você só está aqui por causa do seu pai”. Olhem, não sou obrigada se isso rolar!

 

No final do dia, quem magoou foi Bobby. Que senhor mais gracinha! Ele me deixou passada com a informação de que um derrame o tornou um bom samaritano. Tipo, como assim? Isso é realmente possível? Com certeza teria entrado na mesma crise existencial de April, se é que não estou.

 

Esse Dr. Charles sempre gerando polêmica e Sharon sendo sambista no transplante, socorro!

 

Mesmo emocionando na conclusão, o episódio foi fraco e sobreviveu de momentos. Porém, essa foi uma chance de mostrar a relevância da equipe. A entonação final ficou muito semelhante a do Piloto, um resgate prévio da justificativa que faz essa turma sangrar pelos pacientes todos os dias. Claro que, para isso, um clima nada abençoado foi dado, com súbitos instantes de tranquilidade.

 

Mas cadê todo mundo se odiando?

Stefs
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