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23/jan

Penso que agora dá para ver melhor um padrão que diferencia um episódio que intenta dar atenção para Linstead dos outros. Os casos são fracos e a trama é arrastada, táticas que deixam um vácuo na história que abre brecha para fazê-los esbanjar amor. Se é que posso chamar de amor, pois, considerando tudo que rolou na S1 e S2, Erin e Jay parecem mais distantes do que nunca.

 

Nem há tanto motivo para culpar o casal pela trama sonolenta desta semana, pois este é o primeiro episódio da timeline de Chicago P.D. pós-crossover. Em outras palavras, é hora de iniciar o novo arco que norteará esta temporada até o final. Porém, vamos ser francos: não aconteceu nada, a não ser o retorno de Eddie. Um fator que me deixa um pouco tranquila quando penso em Bunny. Se o amigo de Voight voltou depois de alguns episódios, quero acreditar que o mesmo rolará com a mãe de Erin.

 

Eddie se revelou um cara bacana, ri horrores da chamada de atenção para cima do Ruzek, mas, no fim, é fácil prever que esse personagem se meterá em uma burrada. Não pela inclinação criminal, mas meramente por estar interligado ao Voight, a pessoa que tem elos decepcionantes. Foi simples captar que esse desenvolvimento não garantirá um final feliz, algo que não queria, pois já me bastou a angústia do Sargento ao relembrar Camille no episódio anterior. Uma coisa de cada vez.

 

CPD-3x11---Eddie

Vale lembrar que Eddie foi apresentado como a pessoa que resgatará o passado negro de Voight. O passado corrupto, informação que ficou nas entrelinhas com o último diálogo de ambos. Hank está mesmo otimista e empenhado a fazer algo dar certo na vida do amigo, e sabemos que isso renderá uma bela de uma frustração. Vide Justin e Erin que foram os estorvos por certo tempo na vida dele.

 

Trazer de novo o passado de Voight muito me interessa, pois nunca cansarei de repetir que ainda há muito background para ser explorado. O Sargento é de longe um dos personagens mais interessantes da série e, considerando que ele passou ou passa pelo processo de redenção, seria justo dar forma ao pensamento. Eddie me parece um ótimo gancho com sua pinta espirituosa manchada criminalmente. Prevejo tragédia nesse plot.

 

Diante de um caso que só chocou por causa das vítimas, lá estava Lindsay sendo a parte emocional.

 

De novo.

 

Por mais que o envolvimento com a adolescente tenha me tocado, como de costume, as histórias dela estão repetitivas. Desde que esta temporada começou, a personagem se envolve em situações parecidas, como se fosse obrigação única e exclusiva da detetive se compadecer pelo próprio sexo e/ou ficar em perigo. Quero acreditar que toda essa “preparação” surtirá em algo no crossover com SVU, mas adianto que é algo que tem me incomodado. Repassando a S2, Lindsay estava muito melhor. Está até raro vê-la entrar em ação ombro a ombro com Halstead.

 

CPD-3x11---Erin

Às vezes, penso que os escritores querem fazer de Lindsay a nova Benson. Ao longo da S3, Erin só tem engajado com o mesmo tipo de insight sobre uma mulher e assédio/estupro. A cena dela amarrada na cama me lembrou demais a que rolou no 15×01 de SVU. Olivia estava nas mesmas condições, só que, claro, a pegada foi muito mais punk porque é dessa série que estou falando.

 

Só acho que esqueceram rápido as mancadas da personagem e até senti um pouco de esperança quando rolou o contato com Kayla – que enriqueceu mais a imaginação sobre a sarjeta que a detetive se entregou depois do ocorrido com Nadia. Mas, não sei, sinto falta dela em ação. Liderando. Mesmo com tanta atenção, Erin me parece apagada e presa ao mais do mesmo.

 

Tirando isso, a detetive fez meus olhos suarem de novo e, apesar dos pesares, é meio impossível não achar linda a maneira como a personagem se dedica quando se encontra diante de casos como o desta semana. O envolvimento de Lindsay sempre me enche de orgulho, pois sei que se estivesse na mesma profissão não conseguiria trabalhar na poker face. Ela ainda me representa em alguns momentos, como se inclinar demais diante de uma injustiça/crueldade. Um salpicar de emoção que deu um pouco de ânimo a um episódio que, tirando Eddie, não ensinou nada.

 

E o caso só valeu pela atitude final de Erin. Aquele soco maravilhoso naquela safada.

 

Os outros plots

 

Não houve tanta história paralela, a não ser o pai da Platt revelando que está sem Obamas na carteira. A reação dela pode dizer muito da personagem? Talvez. Começo a achar que ela é uma acomodada. Apesar do incidente que a fez estagnar atrás da mesa, nessa curta cena a Sargento me transmitiu a sensação de que estar aonde está é ok. Vamos relembrar dos cheques que mais foram uma mesada dada a ela e pergunto: quem é Trudy sem dinheiro?

 

Burgess é outra que precisa urgentemente de uma história interessante. Percebe-se as barrigadas tanto no caso dela quanto de Erin quando as centralizam nos crushes. Essas duas podem fazer mais que beijar na boca! Não aguento mais as discussões Burzek sobre esse casamento, na boa!

 

Fazia tempo que não comentava do Jay e aqui está: não aguento a cara de choro desse cidadão sobre todas as coisas que ele pode perder. A chamada de atenção para cima da Lindsay me fez querer abraçá-lo em nome dos velhos tempos.

 

Só acho cômodo demais os dois não se relacionarem/flertarem como na S1 e S2. Afinal, se eles estão tão bem resolvidos, um selinho no mesmo teto do Voight não seria problema nenhum, certo? Certo, corretíssimo, mas Hank nem sabe disso, né? E estão enrolando até dizer chega, crente de que o pedido do Sargento para Halstead cuidar da Lindsay foi o bastante. Melhorem!

 

E, outra coisa, cansada de Lindsay ter que salvar Halstead e de Halstead ter que salvar Lindsay. Cadê a storyline desses dois, hein?

 

Concluindo

 

O episódio foi bom mesmo para Ruzek e para Atwater. Ambos merecem uma caixa de chocolates por finalmente terem mexido a traseira. Adam tem chamado minha atenção desde o crossover, anda mais maduro no trabalho e dizendo menos abobrinhas (ele não falou asneira nesses últimos episódios, o que é um milagre divino. Deixem-no ser engraçado só com a Burgess). Kevin também estava deveras apagado, mas me pergunto aonde entrará aquela história de querer mudar de Distrito.

Stefs
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