Menu:
26/jan

Gente, aonde estava este episódio? As Chicagos resolveram me deixar em crise existencial, não é possível (tirando Fire). Sério, chego aqui um pouco mais consciente do quanto essa 3ª temporada de Chicago P.D. está uma sofrência de engolir. O que aconteceu esta semana foi um belo de um despertar sobre a real situação de alguns episódios e depois de espiar umas coisinhas que escrevi sobre a S2, afirmo que o que transcorre do ano passado pra cá, no geral, está bem a desejar.

 

Depois de 11 episódios, somos agraciados com uma trama que resgatou a essência da série – sentença que dói no meu âmago, pois CPD sempre encontra uma forma de se superar. Porém, Erin com plots iguais, tramas temáticas para Linstead, mais personagens que o comum sem foco, formam um combo de itens a se preocupar. Estou cansada, algo que senti na S3 de Fire, e nem quero pensar quando Chicago Law se intrometer na UI. Tem tudo para não ornar.

 

Resmungos à parte, não queria que este episódio terminasse. Por mais que ame casos domésticos e me emocione com as mulheres de Erin Lindsay, gosto mais da podridão de Chicago aka as gangues. Independente do personagem em foco (que costuma ter seu caráter testado), todos se movimentam e todos ficam em zona de risco. Não há prioridade e a trama tende a ser eletrizante e render muito, como foi o caso desta. Fazia tempo que não entregavam um roteiro com essa qualidade, completamente aflitivo e cheio de reviravoltas.

 

E nem dou os méritos pelo foco ter sido em Voight. Nem muito menos em Eddie. O episódio conduziu os personagens à moda antiga – S1 e S2. O caso cresceu depressa, mas degrau por degrau, enquanto nos ensinava um pouco mais do trabalho de informante – outro detalhe que CPD deixou de fazer, ensinar quem assiste. Uma pegada que revelou o previsto: Little era sim uma decepção e não aguentei ver Hank sendo feito de babaca de novo.

 

CPD-3x12---Eddie

Eddie jogou até que bem no começo do episódio por causa do tal débito com Voight. Depois, as intenções dele ficaram claras, principalmente quando assassinou o falso agente do FBI e não hesitou diante da ideia de Hank em culpar a própria esposa. A partir daí, só ladeira abaixo, cambalhotas carregadas com as nuances de um personagem que gerou revolta por causa dessa sede por grana. O cara queria o salário do ano em curto espaço de tempo e sua insistência contaminou a UI e fez o Sargento agir daquele jeito que Halstead “ama”: todos fazem e ninguém pergunta nada.

 

O episódio foi tão Chicago P.D. que nos brindou com o azedume do Halstead, claramente exaurido com o modo de operação inquestionável de Hank, Lindsay defendendo o Sargento e Antonio soltando fogo pelas ventas com claro ódio da influência de Eddie na investigação. Combo do passado que surtiu um baita impacto no presente, porque não vi e nem senti isso nas tramas anteriores.

 

Eddie tinha boa pinta, mas revelou o que eu previa: problema. Por mais que fosse intencionado criar uma dramática em torno do tema família, o dinheiro falou mais alto. Tema que combina com Voight, especialmente quando batemos de frente com “querer uma vida melhor” e se “repaginar”. Coisas que Little até queria, mas em menos de 24 horas e só para ele.

 

No fim, o truta de cela era um mala, não via a hora dele desaparecer, e isso é um ponto positivo. O personagem trouxe vida a um roteiro que serve de exemplo aos outros da S3 que não investiram em figuras que nos fazem tremer de ódio como o próprio Eddie, Pulpo e Bembenek.

 

CPD-3x12---Antonio-e-Voight

Outro ponto positivo deste episódio é que cumpriram o que foi divulgado: Eddie fez Voight revelar um novo trecho do seu passado na era corrupção. Que cena maravilhosa a dele com Antonio, meldels! Chorei quando o Sargento mandou um friendly reminder sobre Dawson tê-lo enjaulado. Achei que rolaria uma treta épica, mas ambos só deram mais uma lição de que aprenderam um com o outro na rotina. Com muita tolerância e paciência. Só não rasgo mais seda, porque tem o Al.

 

Não havia outra pessoa para chamar a atenção de Hank a não ser Antonio. Isso, levando em consideração que Eddie não era apenas um novo informante promissor, mas um colega de jaula do Sargento. Quem diria que Voight foi marcado na prisão, tomou uma surra e depois virou protegido. Informações demais e que nunca passaram pela minha mente. Para mim, o chefe da UI sempre foi uma ameaça constante, temido em qualquer corredor que cruzasse. A revelação do que Little fez me deixou passada e não deu para se manter irredutível ao ouvi-lo dizer que a salvação foi Justin.

 

Justin, o primeiro projeto do Sargento assim que assumiu a UI. Agora está bem esclarecida a causa da mudança desse personagem após a vida encarcerado e o bolsa Voight. Inclusive, o desejo de salvar o filho a todo custo, como acobertá-lo e enterrar um caso, comportamento que quase se repetiu com Eddie. O amigo de cela relembrou tudo de errado que o Sargento faz quando uma investigação o envolve pessoalmente, o que o impulsiona a passar por cima da equipe. Atitudes que carregaram a trama de tensão e de indignação, pois, claramente, Little não valia um Obama.

 

O fim dessa parceria me deixou tombadíssima. Morri de medo ao ver o revólver no centro da testa de Voight e gritei quando Antonio aparece, garantindo que Eddie não sairia como vencedor. Uma reviravolta atrás da outra que roubou o fôlego e me deixou baqueada/abobalhada por longos minutos.

 

Só tenho que torcer para que mais lavagem de roupa suja aconteça em P.D.. Só assim para saber do background desse povo. Já, já, farei protesto para ter episódio temático para cada personagem.

 

Foi um episódio maravilhoso. Para mim, diria até nostálgico, pois esta temporada até teve tramas boas e de efeito (os 3 primeiros), mas perdeu um bocado do que fazia CPD eletrizante.

 

E Burgess diz: I’m done with this shit!

 

Ninguém mexe com a dona da série

 

Obrigada Deus por ter escutado minhas preces sobre Burzek. Repito: não aguentava mais esse chove e não molha sobre o casamento que até Sean sabia que não aconteceria. Hora de focar na profissão e na valorização pessoal, pois claramente a policial tem uma autoestima oscilante. Sem contar que Burgess relaciona tudo ao momento do qual vive, o que a faz extremamente sensível. Vide conversa com aquele senhor fofo sobre o amor perdido.

 

Se Ruzek correrá atrás dela? Considerando que é OTP, capaz que sim. Porém, dando um pitaco bem de leve, queria que ele a deixasse de mão e realmente mostrasse que não estava tão interessado no casamento. Como resposta, queria ver Burgess agir com superioridade. Um passo que seria enorme para fazer o detetive amadurecer e se tornar um ser humano responsável no âmbito pessoal. Um passo que seria enorme para a policial perceber que é awesome sozinha.

 

Agora vou ali ver este episódio de novo.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3