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10/jan

Passei seriamente mal com este retorno de Heroes Reborn e nem acredito que só restam dois episódios para assistirmos a queda de Erica Kravid – que começou lindamente para choro livre dos seus lovers. Tudo bem que tenho a sensação de que a série será cancelada por causa da oscilação mais para baixo que para cima da audiência, então, só nos resta a partir de agora aproveitar bastante os personagens nessa reta final – e já estou bem triste, pois não queria ser órfã de EVOs de novo.

 

O episódio continuou de onde parou, foi direto ao ponto e preparou terreno para o embate final. Só havia um foco esta semana: guiar grande parte dos personagens para Odessa. No meio disso, Tommy continuou a ser a causa de mover esse tabuleiro ao reunir os dois times que estão do lado oposto dessa briga. Um pouco de conflito que não se equiparou ao que foi garantido por Carlos e Farah.

 

Fora da Sunstone, estava Malina e seu não tão novo protetor. Luke foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela e o considero a maior revelação por se mostrar completamente anti aos pensamentos de Joanne. Tudo bem que ele sempre terá sangue nas mãos por ter puxado vários gatilhos e por ter sido cúmplice das loucuras da esposa, mas quando há desejo de redenção as coisas tendem a mudar. E mudou.

 

Luke rebate tudo o que tem sido discutido sobre corrupção, a quebra de que as pessoas nascem malvadas, sendo que é a sociedade que nos corrompe. Cada vez melhor esse personagem, mostrando que o grande problema mora na falsa segurança transmitida pelo Renautas.

 

Já que citei corrupção, Parkman explicou os motivos de ter mudado tanto e não encontrei minha simpatia para defendê-lo. O maior problema desse personagem sempre foi seu próprio poder e ser abocanhado por ele, ao ponto de se virar contra a própria espécie, não surpreendeu. Nem entristeceu, talvez, por causa do revés causado pelo impacto de ouvir que Erica não o beneficiaria rumo ao futuro, o que deve tê-lo feito despirocar de vez.

 

Parkman foi importante para ressaltar o que Erica tem feito desde o começo da temporada: dar falso senso de propósito aos EVOs que contratou. Só assim para dar cabo na humanidade. A chefe do Renautas soube usar uma necessidade (que vê como fraqueza) – não meramente exclusiva de quem tem superpoderes – para tornar seu desejo egoísta real. Por ser hábil em mentir e em manipular, oferecer segurança como se compreendesse todas as deficiências do mundo fez o ex-policial abraçar Sunstone na crença de que esse seria o caminho que o tornaria uma pessoa melhor.

 

Um projeto de salvação, só que ao contrário, né? Esse personagem só foi outro cúmplice de outra atrocidade.

 

Sem contar que o ex-policial mostrou mesmo que mudou ao capturar Taylor. Ele aprendeu o que é ganância, embora jure que faz o que faz na tentativa de recuperar a família que lhe deu as costas. O personagem ignorou o que acontecia dentro da Sunstone, se virou contra Harris, e mal posso esperar para vê-lo diante de Erica, uma pessoa que só acha que tem poder de persuasão.

 

Desconsiderando essa lambança emocional e de caráter, ainda acho que Parkman surpreenderá. Não me arrisco a dizer que é “claro” que o EVO mudará de lado…Vai que não, né?

 

Quem também mostrou que não tem arrependimentos sobre o que causou foi Phoebe, outra que realmente me assustou por ter migrado da menina cheia de vida para uma vazia. Ela mudou demais considerando o que rolou em Dark Matters, onde se viu uma personagem otimista, batalhadora pelos direitos dos EVOs e que muito provavelmente via Micah como inspiração. Eis uma adolescente que fazia certa diferença, mas que acabou como outra vítima do jogo psicológico de Erica.

 

Nisso, Quentin se saiu como um exemplo de X-9. Por mais que seja a borboleta de Noah, ele pode ter ficado ao lado de Erica só por causa da Phoebe, mas vale o lembrete de que o personagem é humano. O que isso quer dizer? A ausência de poder o torna um pouco mais “sensato”.

 

Assim, os EVOs sempre vieram com o peso de “ok, tenho poderes, o que farei? Como isso será benéfico ou não para a humanidade?”. Erica foi a espertinha que reuniu vários para um bem nada comum. Quentin não pertence a isso, não foi completamente corrompido, e não passa de um iludido que acha que está incluso no pacote Gateway. Que acha que o Renautas é a chave para melhorias.

 

Quentin é fraco e medroso, mas acho que causará uma reviravolta por motivos de Noah.

 

Além da corrupção e de centralizar o caminho rumo à Odessa, o episódio tratou também a oscilação sobre que lado da briga cada um se encontra. Carlos e Farah ofereceram bem essa sensação ao agirem com tática e foco para salvar Micah, a cereja da temporada. Achei que a treta na Sunstone seria eletrizante, com todos os EVOs enclausurados em cena, mas Miko agarrou a bronca.

 

Não amei Miko de primeira e agora a amo completamente. Mais uma vez, fico contente de saber que a história dela não terminou. Existe a versão original, então, só há de se esperar pelo reaparecimento. Ela sambou ao eliminar Harris e vibrei demais com cada golpe dado contra esse cidadão. Nossa, não via a hora desse personagem sair de cena, especialmente porque o Renautas é dono dos EVOs com os melhores poderes para ganhar uma briga.

 

No fim de tantos golpes e tiros, o reino de Erica começa a cair. Ela sentiu o drama e perambulou de um lado para o outro completamente insegura. Quem diria que um adolescente a faria perder as estribeiras, né? Tommy não fez muito – mais uma vez –, mas a jogada dele na companhia de Miko rendeu risos internos. A chefe do Renautas não é tão boa assim e, se não fosse pelo aviso de Harris, duvido que teria notado que o menino Bennet jogava nos dois times. Chegou o momento da vilã ser feita de trouxa feat. otária, e o pequeno show de Micah garantiu esse drible pessoalmente.

 

Surtei muito com o retorno de Micah e o resgate do seu papel ativista nessa tramoia. O vídeo revelado, do EVO se passando por Suresh, foi um baita soco, pois acreditei que era o verdadeiro Suresh só que manipulado. Aplaudi e berrei logo em seguida porque Erica ainda se faz de santa e dá um jeito de sair por cima. A vilã ainda pagou de fingida ao ponto de recorrer a Joanne, o último recurso, mostrando os primeiros sinais de desespero. É nesse momento que a emoção falará mais que a razão.

 

Duvido que Joanne matará Luke. Se o fizer, será diante de um emaranhado possivelmente acidental. Só assim para essa louca perceber que o que aconteceu não foi culpa dos EVOs.

 

Estou entusiasmada com a turma indo para Odessa. Os carros no mesmo destino, com a legendinha, me fez ter uma febre forte. Resta saber aonde é que Noah se encaixará nessa bagunça. Acho que foi Hiro que o tirou de cena.

 

Mal posso esperar para a última batalha em um solo tão significativo para a história de Heroes.

 

PS: será que Micah descavará mais segredos de Erica? Quero muito saber como ela dominou geral.

Stefs
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