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27/jan

They’re somebody’s sister, somebody’s brother, daughter, son, grandchild. See, you people want them to be extraordinary. But they’re not. They couldn’t be more ordinary. The only thing extraordinary is that they got a chance to be heroes.

 

Chorei horrores – de novo – com o series finale de Heroes Reborn e chego aqui completamente órfã – de novo. Kring deixou o melhor para o final e encerrou este volume com muitas reviravoltas e um gancho que só de pensar no “cancelamento” fico muito triste. Como terminam essa saga desse jeito?

 

Não cheguei a pensar qual EVO seria ideal para encerrar este Volume, talvez Micah (algo que deveria considerando que ele foi o único que se manteve íntegro e vivo), mas Tommy arrasou ao desenvolver a surpresinha de ter uma genética forte o bastante para estar em dois lugares ao mesmo tempo. A expressão final de Erica entrou para a história do universo de Heroes, fatos reais.

 

HR-1x13---Tommy

Tudo que disse sobre Tommy na semana passada pode ser esquecido, pois, antes tarde do que nunca, o personagem brilhou como merecia e me sinto uma mãe orgulhosa. O fim deste Volume ficou nas costas deste EVO que não só teve que salvar a humanidade no presente, mas cortar o barato de Erica no futuro. A vilã, sempre tão invicta, foi deliciosamente derrubada por um adolescente que provou o quanto a força costuma vir dos que aparentam ser mais fracos.

 

O projeto Reborn não mostrou nada novo, a não ser um Tommy vingativo e uma Erica prestes a abrir o champanhe. O finale continuou a trazer a sensação de desespero e de abandono, que logo foi suprimida pelo gêmeo Bennet preso no Evernow. Enquanto a chefe do Renautas se gabava, a emoção bateu forte com as lembranças do adolescente que resgataram momentos-chave desta temporada. Não menos importante, citou a causa real desse revival: Claire Bennet. Ver o vídeo que encerrou a S4 foi o maior golpe baixo. Mais que não ter Hayden nesse retorno.

 

E as menções à líder de torcida não pararam por aí. Erica citando o Brave New World me fez aplaudir, bem como Tommy lançando o jargão adaptado de save fulano, save the world. Isso tornou o finale pralá de especial. Uma homenagem ao passado e uma despedida no presente.

 

No fim das contas, Tommy teve que aceitar o seu destino e, ao fazer isso, saiu da bolha para vencer. Salvar a humanidade caiu mais nas mãos dele que das de Malina, rendendo uma sequência de golpes que não pararam até o último minuto do episódio. Só senti falta de um monólogo do Suresh.

 

Como um bom término de história, houve um rastro de perdas. Não queria que Luke tivesse partido dessa para a melhor e só me restou chorar. Outro que não contou com um encerramento legal junto com Joanne. Dois personagens que começaram como vilões promissores, perderam a força e não tiveram uma conclusão digna tendo em vista tudo que fizeram. Claro que o sacrifício do EVO até que valeu pelas maldades que cometeu, foi a forma que encontrou para pagar as dívidas, mas esperei um embate, nem que fosse no episódio anterior para finalizar a storyline do casal.

 

A morte de Phoebe foi a mais impactante. Jamais esperaria que Quentin puxasse o gatilho. Queria que ela tivesse retornado ao juízo normal depois do rapto, mas a crença em Erica foi a ruína da personagem. Voltar a ser quem era, considerando o estrago no Summit, seria impossível. Assim, seu fim simbolizou o quanto a vilã tinha desenvoltura em ludibriar qualquer pessoa sem ser uma EVO.

 

A adolescente foi a vilã das sombras, fez mais que a própria Joanne, e seu cinismo era saborosamente irritante. Uma EVO que chocou não só na morte, mas na mudança radical. Da luz em Dark Matters, só lhe restou trevas. Queria uma redenção aqui também. Quentin merecia.

 

Outra perda que jamais cogitei foi a de Noah. Tipo, como assim matam o rei?

 

HR-1x13---Familia-Bennet

Seria sinal de que não haverá mais Heroes? Talvez sim, talvez não. A série foi cancelada, algo que não faz muito sentido, pois Kring afirmou que seria um Volume único. Esclarecimento que me dá um fiozinho de esperança em acreditar que, no futuro, os EVOs podem ter mais capítulos a serem contados. Principalmente por causa do gancho deixado sobre o pai de Malina.

 

A salvação pelas mãos dos Bennet fez jus à memória de Claire. A trama começou com ela e nada mais sensato que despejar uma ode. Por mais que tenha sido evidente o despreparo dos gêmeos, a descoberta do condutor e como ele arrematou o sumiço de Noah fez tudo valer a pena. Fiquei sem respirar! Um baita plot twist que não esperei em nenhum momento, pois acreditei que Quentin traria esse homem de volta para dar na cara da Erica. Um fim triste, mas heroico. Esse sim encontrou uma redenção, considerando tudo que fez em Heroes e em Reborn.

 

Reborn pode ter falhado em alguns quesitos, como a falta de aprofundamento da storyline dos personagens, mas houve foco no objetivo que era chegar até o projeto Reborn. Este Volume trouxe de novo a necessidade dos EVOs se aceitarem e dos humanos pararem de marginalizar o desconhecido por preconceito ou para explorá-lo como fez Erica. Pode não ter rolado palavras de Suresh, mas as de Quentin tiveram o mesmo efeito. Um tapa na cara que denunciou a realidade de que não importa os esforços de um grupo, haverá uma outra parte que continuará não levando a sério.

 

Independente de terem salvado a humanidade, EVOs sempre serão a ameaça por terem o que muitos humanos cobiçam: poder.

 

O series finale encaixou todas as peças do quebra-cabeça e isso é algo que sempre admirei em Kring. Uma temporada de Heroes poderia ser a mais chata do universo, mas o que pertencia ao cerne da história ganhava uma resposta. Rever Tommy emendando as pontas soltas foi uma amostra de que o showrunner ainda entende da sua criação e é uma pena não ter contado com uma temporada maior. Por ser uma minissérie, só restou focar no conflito e dar uma resolução emocionante.

 

Claro que quem reinou durante a temporada foi Erica, vilã que ofuscou, simbolizando os seres humanos que só pensam em si. Essa mulher foi incrível e eu a odiei de todas as maneiras possíveis e inimagináveis. Não teria pensado em um término melhor. Presa no próprio futuro? Tommy sambou!

 

HR-1x13---Hiro

Se eu for tirar algo de bom de Reborn é a ideia de que qualquer pessoa pode fazer o que bem entender para ser um herói. Tommy e Malina eram apenas adolescentes e foram capazes de salvar a humanidade. Atitude nada impossível se voltarmos para a nossa realidade, em que vejo muitos jovens mais na ativa em comparação aos adultos. E isso é surpreendente, porque a juventude está cada vez mais desacreditada e os gêmeos Bennet mostraram obstinação. Uma inspiração! <3

 

O series finale uniu tudo o que foi visto desde o 1×01, só que com um nível mais estarrecedor. O intuito de responder o que mudou quando Claire revelou o seu poder deu certo na medida do possível. A humanidade jamais seria a mesma depois do ocorrido e Erica deixou isso muito claro. Uma conclusão que finalizou o ciclo da S4 de Heroes, que incluiu o abrir de mão dos personagens das antigas, e deixou um gancho para um fresco Volume. Quem sabe, né?

 

E, salvo algumas cenas, o trabalho de edição melhorou bastante em comparação ao visto em Heroes. De fato, Kring conseguiu fazer coisas jamais vistas nas temporadas passadas, como o videogame que acabei amando no final das contas.

 

Foi ótimo voltar a ter uma experiência com os EVOs. Todos os sentimentos que me perturbaram na época de Heroes retornaram com força total e cada personagem desse Volume tem um espaço cativo no meu coração. Não me interessava a qualidade de Reborn, raramente isso me interessa, mas a mensagem, o macete dessa série que nunca me decepcionou nesse quesito. Saio satisfeita e chorosa, e espero que mais um Volume seja escrito antes da minha aposentadoria.

 

Agora, quem é o pai de Malina e de Tommy?

 

They didn’t think about themselves. They just did the right thing. And now they just wan to be left alone… So they can scratch out some small purpose that can give their life some meaning, community, hope, like all the rest of us. And when that darkness rolls in and it will they’ll be here, ready for the call, up for the task, without us even having to ask.

Stefs
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