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23/jan

A curiosidade chegou ao fim com relação a este novo ciclo de Pretty Little Liars. O salto temporal não foi regado de surpresas, pois houve um especial focado nesse tópico e uma dezena de spoilers. Porém, o que bateu em cheio no coração foi o gosto de piloto. Misturado a isso, o peso de despedida, pois, até que se prove o contrário, a série terá seu ponto final na 7ª temporada.

 

O retorno foi dramático e abriu um rastro saudosista. Por mais que não quisesse nenhuma Liar de volta a Rosewood, o coração derreteu diante da visão panorâmica da escola e dos ecos apavorados do quarteto com relação às investidas de A. Deu arrepios relembrar daqueles momentos e, quando elas se reencontram, nem pareceu que tinham ido embora. Foi muito nostálgico vê-las juntas, tirando fotos, tomando bons drinques em vez do típico café no Brew. Tudo estava bem na vida delas, o que inflou o orgulho, e doeu quando a quietude caiu por terra.

 

Antes do dissolver da paz, as Liars se mostraram mais seguras na própria pele e donas do próprio destino. Pareciam satisfeitas – não com tudo – com a vida que construíram sem as interrupções de A. O quarteto saboreou cinco anos de trégua e de vitória para caírem na de Ali. A amiga que sempre impulsionou as grandes mentiras, processo que se repetiu em nome de CeCe. Como defender?

 

Pretty Little Liars - 6x11 - Resenha

À primeira vista, considero Spencer a que mais mudou, embora ainda assuma a liderança do grupo – só foi a Liar dizer que bastava mentir que geral foi lá e mentiu, exceto Aria. Ela parecia mais ácida e desencanada, mesmo focada na profissão que soa mais como uma válvula de escape. Inclusive, não me pareceu desesperada em embarcar nos mistérios que CeCe ainda poderia acarretar, como antigamente.

 

Por mais que ainda tenha resquícios do estresse pós-traumático, vide tensão diante das adolescentes congeladas com o bip dos celulares, Spencer só queria fazer um favor e cair fora dali o mais rápido possível. Pensamento que se apoia ao que Toby disse sobre a ex ter se desprendido de tudo que Rosewood um dia representou – e que os tirou de sincronia.

 

As outras ainda se parecem muito com suas personalidades adolescentes. Talvez, Hanna se safe, pois parecia mais centrada e tão arisca quanto Spencer.

 

Ainda é cedo para julgar o amadurecimento do quarteto e ressalto o ar de sofisticação dado às meninas, detalhe que camuflou a impressão de que elas não tinham saltado para a vida de jovens adultas. Afinal, estamos acostumados a voltar para PLL e encontrar as mesmas meninas estudantis. Agora, elas têm vidas próprias, novos romances e carreiras – salvo Emily que flopou e quero saber o motivo –, pontuando que essa fase da série não é só de reintrodução, como também de readaptação.

 

Só veremos mesmo o quanto elas mudaram depois de 5 anos conforme o novo desenvolvimento de trama que contará com um dito/a vilão/ã mais malévolo/a.

 

O que encantou nesse “piloto” foi os novos ares. Adoro frescor quando envolve personagens antigos. É fato que salto temporal tende a ser o maior acerto ou o maior erro de séries adolescentes, mas penso que em PLL o artifício renderá um golaço. Nada mais sensato que pular os anos universitários como One Tree Hill fez (e deu supercerto!). Marcar uma nova fase, trazendo as Liars e Ali já muito bem vividas, confortáveis e tranquilas, será um prato cheio para o futuro novo tormento que as abocanharão pelos calcanhares. Mostrar que estava tudo, em tese, bem, foi o ponto-chave deste episódio, sentimento que estremeceu durante a audição e morte de CeCe.

 

Falando na audição, sofri com o desenvolvimento dessa faísca que se tornou uma fogueira. Tento perdoar Ali, mas, como nos velhos tempos, quis lhe dar uns beliscões. Não deu para engolir a poker face, como se CeCe fosse a alma mais inocente do planeta. Me poupe!

 

Sério, nunca acreditei na ingenuidade de Ali. Admito que não achei terrível vê-la desejando a família de volta, querendo uma vida normal como as amigas tiveram, mas implorar para limpar a barra de CeCe, como se nada tivesse acontecido, foi demais. Não-mereço!

 

Se eu estivesse no lugar das meninas, me sentiria brutalmente ofendida. É o mesmo que fazer uma denúncia e voltar atrás, o exterior mentindo enquanto o interior trinca de pavor. Ali passou os 5 anos tão focada em CeCe que, ao que parece, não pensou nos traumas e no sofrimento das Liars.

 

Pondo na balança, Ali passou a maior parte do tempo sumida e quem aguentou a tortura de A na pele foi o quarteto. Não desmereço a história da menina DiLaurentis, porque não foi fácil fugir de quem a queria tão insanamente. Contudo, as Liars pagaram pelo ciúme de uma frenética CeCe. E aí?

 

Ali ainda não me convence, principalmente quando exige conserto sobre algo que diretamente a afeta. Gostei mesmo da chamada de atenção de Hanna e de Spencer, porque o pedido passou dos limites. As Liars podem até fingir que estão bem, mas no fundo não estão. Mandar A para casa não deveria ser uma ideia cogitada nem pela própria menina DiLaurentis. Jason, o sensato!

 

PLL-6x11---Aria

Porém, as Liars contaram com a tranquilidade que agora vivem. Como se os 5 anos as tivessem blindado de todo mal. Ainda bem que Aria provou o contrário e se posicionou, rachando meu coração ao relatar o seu trauma com tremenda coragem. Isso me surpreendeu, pois esperava que Spencer fosse lançar a real, considerando que sempre foi contra as artimanhas de Ali.

 

Aria tratou esse reencontro como uma missão sobre A e foi com esse pensamento que ela depôs e sambou. A personagem falou abertamente sobre algo que ignorou ao longo da S6A, tempo em que viveu em forte negação. Teria feito igual. Talvez, até pior.

 

O choque do depoimento dela veio com os flashbacks da Dollhouse e me deu vontade de entrar na tela e abraçá-la. Embora as amigas estivessem aparentemente felizes, Aria trouxe a angústia, um belo aperitivo do que a incomoda e que, intimamente, também afeta as outras. Isso me faz pensar na Emily e seu segredinho.

 

Só sei que é ótimo ver os personagens que amamos bem-sucedidos, mas, ao mesmo tempo, queremos o caos por mais que doa. Embora o depoimento das Liars sobre CeCe tenha carregado um pouco a trama de tensão, a expectativa estava no como se daria a sutil aparição daquele/a que perturbará as Liars nesse ciclo dito como final. O arrastar da introdução só tinha uma meta: tirar CeCe de cena ao mesmo tempo em que ofertava a falsa sensação de alívio e de normalidade.

 

Um pontapé que ganhou forma ao assentar a curiosidade de quem matou A e o que as meninas farão daqui por diante. Confesso que fiquei de cara com a retirada brusca de CeCe, pois a queria por, ao menos, 2 episódios. Porém, considerando que Marlene dará passadas largas na S6B, a personagem poderia ser uma possível entrega prática diante do reinício do “A” Game. Apesar de ainda não aceitar o papel crucial dado a ela na série, gostava do cinismo. #Sdds.

 

PLL-6x11---Liars

A premiere da S6B ainda mostrou que PLL ainda tem muito de PLL. A começar pela nova deturpação de informação pedida por Ali, praticamente forçando as Liars a defenderem CeCe na corte. Uma atitude conjunta que pareceu inofensiva, mas que mostrou sua real faceta. De quebra, tivemos mais um funeral, um charme em nome dos velhos tempos que não parecem tão distantes, em que os mesmos comportamentos do passado foram retomados – Sara pagando de nova Jenna e Lorenzo de policial da vez em barrar a liberdade das meninas.

 

A nova mentira abocanhou o quarteto e Ali de surpresa. E, talvez, a única pessoa que saberia de A – O Retorno. Já pode correr para as colinas?

 

No mais, o episódio em si não foi nenhuma novidade. Se não fosse pela morte de CeCe, ele poderia ser facilmente pulado levando em conta todo o material solto online. Por um lado, isso foi até que bom, pois não haveria espaço para introduzir as Liars mais os personagens secundários.

 

Distribuíram muito bem o tempo de trama, o quarteto em seus respectivos novos mundos, o que houve com as mães depois do porão dos DiLaurentis e com os crushes das antigas. Um giro perfeito que não pedia aprofundamento, mas um respaldo pontual que fizesse sentido – obrigada, spoilers!.

 

Agora, nos resta esperar para ver como o bolo cresce.

 

PS: Spencer e Caleb se pegaram sim!

 

PS: queria que Sara morresse daqui 3 episódios. Meu Deus, a mesma expressão desde 2015.

 

PS: qual é a da Moninha? Já pode desconfiar dela?

Stefs
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