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31/jan

Finalmente o melhor episódio desta temporada de The Originals – até então – se revelou. Que retorno maldito, alguém segura meus brincos! Altas reviravoltas que testaram meu coração já muito fraco, mas, vamos ser sinceros – a angústia e a movimentação dos personagens disfarçaram uma resolução muito simples para um assunto mastigado por 10 episódios. Lembrou-me muito da Dahlia, toda aquela pressão para um esmorecer completamente banal e de lixar as unhas.

 

Mesmo assim, foi impossível não ser tragada para este retorno que foi de partir o coração. A cena de abertura segurou direitinho a morte de Cami até o instante de seu primeiro expirar, confirmando sobrevida. Em segundos dolorosos, a personagem confirma o que antes era uma cogitação: sua transição para o vampirismo. No fundo, lá no fundinho, queria que ela não se alimentasse. Seria o ato de rebeldia que tanto The Originals quanto The Vampire Diaries nunca cogitaram.

 

TO-3x10---Cami

Pensei em muitas coisas no decorrer das conversas entre Cami e Klaus. A experiência de morrer e voltar à vida se tornaria um trauma? Quais emoções seriam intensificadas? Como ela toparia essa sobrevida sendo que isso corromperia seus valores? Se se alimentasse, como a personagem conseguiria viver consigo mesma levando em conta que é contra matança por alimento?

 

Cami é o que chamo de milagre quando se tem Julie Plec envolvida. Ela sempre esteve muito confortável na própria pele, sempre consciente do seu papel no Quarter, e sempre valorizou ser humana – item que a fazia mágica. Mesmo que as paredes estivessem prestes a esmagá-la, lá estava a personagem com sua dose de sensatez. E agora que é o dark side que virá à tona?

 

O quanto isso será bom sendo que Plec e Cia. não sabem mais transitar uma humana para vampira?

 

A faceta que Aurora trouxe à tona será a faceta dessa Cami vampira. Uma necessidade de proteger tão grande que a faz matar – algo que cheguei a cogitar para Elena. Não que ache ruim esse revés, como ela mesma pontuou, todo mundo tem um vácuo dentro de si, e amei o teaser de uma Dark Cami. Contudo, sou traumatizada com o que fizeram com a Santa Gilbert. Um completo estrago!

 

As cenas na companhia de Klaus aumentaram o volume dos conflitos de um episódio que se resumiu em tragédia. Que bom que Cami não fez parte do pacote. O debate de ambos me fez lembrar mais uma vez de Elena, a garota que nunca teve suas escolhas ouvidas quando se tornou vampira, e o meu dark side não poupou o riso quanto a esse tópico. Fazer a psicóloga bater o pé por ela mesma, por suas raízes, por sua personalidade, foi muito surreal considerando que é TO, filho de TVD, filho da matriz que deixou de valorizar suas mulheres para torná-las dependentes dos homens.

 

E TVD nunca chegou a colocar escolha na roda. Geral desliga e religa a humanidade, mostrando que são mimados, geral abraça a transição sem fazer perguntas, geral acha o sobrenatural a resolução de todos os problemas – menos Matt que demorou demais para iniciar uma revolução, falo mesmo.

 

Foi nesse momento que vi que nem tudo está perdido em TO. A escrita sempre valorizou Cami na medida do possível e espero que a sua versão vampira também conte com isso – o que acho impossível. Ela teve um ótimo desenvolvimento, da mulher ingênua sobre a existência do sobrenatural até descobrir que isso rolou na própria família. Depois, viu como os Mikaelson funcionam, sempre tão frívolos e, por vezes, indesculpáveis. Agora, a personagem faz parte do retrato. Aprenderá a lição.

 

Este episódio valorizou Cami ainda mais durante o conflito da transição. Só mesmo ela para considerar uma transformação para restaurar a cidade e isso só me fez amá-la mais. A personagem resolveu ingerir sangue para usar as habilidades que conquistaria para o bem.

 

Tendo em vista que Cami acompanhou o caos no Quarter, foi muito lindo vê-la se opor a tudo o que os Mikaelson representam. Bem como os inimigos que já pousaram nas redondezas. Uma pena que não será essa versão que andará por aí, mas uma claramente tenebrosa.

 

E o maior impacto disso é o próprio Klaus. Entendi a posição dele em querer meio que forçá-la a ingerir sangue, pois, lá no fundo, o híbrido sabia que tal perda seria de sua responsabilidade. Independente de ter sido obra de Aurora, esse Mikaelson se sentiria culpado por uma pessoa que o aturou por quase 3 anos. Porém, ele gosta da traquinagem e ter uma parceira meio dark para combater justamente os demais filhotes da sire line é um prato cheio.

 

Estou curiosa e ao mesmo tempo apavorada com essa nova Cami. Espero que não recriem uma Elena feat. Caroline desligadas. Seria uma morte terrível!

 

Adeus, Jackson!

 

TO-3x10---Jackson

Gente, o que foi isso? Isso realmente aconteceu? Com autorização de quem?

 

Quando Tristan me arranca o coração do Jackson, doeu em mim. Hayley berrando em choque = eu mesma tombada na minha cama. Afundaram meu exemplo de casal, socorro!

 

Cheguei a desconfiar muito do Jackson, mas, no fundo, o amei. Por mais que goste de Hayley com Elijah, é inegável os esforços do lobisomem na vida da little wolf. Sempre dou valor para os caras que respeitam as minas, e ele faz parte desse grupo maravilhoso de seres humanos fictícios.

 

E que discurso de despedida, meldels!

 

Jackson fará falta sim. Sua morte rendeu uma cena muito forte, um corte surpresa. Não esperava, em nenhum momento da série, que um dia ele seria eliminado. Vejam bem, o personagem sempre esteve tão certo na história, tão ajustadinho, sempre presente no posto que lhe apetecia, itens que contribuíram para nos acostumarmos com sua presença. O lobisomem nunca foi aleatório, salvo o momento que caiu de paraquedas lá na S1, mas o desenvolvimento dele ficou muito bom.

 

Sério, jamais se passou pela minha cabeça que Jackson um dia morreria. Talvez, só fosse embora.

 

E o funeral foi ainda mais choroso, só não entendo a necessidade de incluir Elijah (sei sim, mas gosto de me fazer de besta de vez em quando). Sei que o Mikaelson ama Hayley, muito também, mas era momento dos lobisomens. Não tinha nada que ter um vampiro enxerido – e que nem parecia triste.

 

Quando Hayley me pega o arco e flecha, quase liguei para minha mãe porque foi impossível. Cami pode ter me deixado no chão na sua falsa morte, mas Jackson me deixou praticamente em coma.

 

Libera os covens para o Vincent!

 

TO-3x10---Vincent

Eu quero minhas bruxas de volta em The Originals, nunca pedi nada!

 

Vincent sambou tanto, mas tanto, que deveria ter sambado um pouco mais. Ele deveria visitar Mystic Falls para ser mentor da Bonnie, porque a bruxinha só sabe fazer feitiço de localização.

 

Sempre comentei e nunca me custa repetir: a história precisa de mais atitudes como as de Vincent. The Originals precisa da treta das bruxas porque alivia os Mikaelson do mais do mesmo no que condiz o tema família e os impulsiona a agir de igual para igual em uma mesma intriga. A bruxaria deu aval a esse spin-off. Foi por causa de uma bruxa que Klaus saiu de Mystic Falls.

 

Esperei por esses diálogos, queria que isso acontecesse com Davina – e aonde está ela afinal? –, e o Regente disse tudo o que um dia implorei em várias resenhas. Ele berrou que não quer ser little bitch e que faria isso acontecer. A barragem veio do colar, o meio cômodo. Sem esse apetrecho, o bruxo teria muita moral para colocar Elijah em seu devido lugar. Mais covens menos sire lines.

 

Concluindo

 

TO-3x10---Tristan

Tudo foi muito agitado, tudo muito envolvente, tudo muito chocante, mas tudo muito simples. Por um lado, dou graças por essa treta de sire line ter parcialmente suavizado. O motivo é ridículo.

 

Tristan foi responsável em agitar a trama, algo que precisava considerando que o começo desta temporada capengou demais! Finalmente um dos filhotes dos Mikaelson revelou a faceta desequilibrada e a festinha foi odiosa por ter custado vários tiros, mas tornou tudo tão bom.

 

Só que seu “fim” foi quase simbólico, né? Totalmente sem graça. Conseguir a Serratura só com dedos leves e prendê-lo para imitar o que aconteceu com Rebekah? Essa família já foi mais criativa.

 

Queria tortura do mesmo nível da parte de Hayley de novo, já que todo mundo ali não tinha nem mais compostura para evitar danos colaterais. Algo me diz que esse filhote do Elijah retornará. Se Klaus e o irmão conseguiram Rebekah de volta em curto espaço de tempo, o mesmo pode rolar com o líder do Strix.

 

O episódio manteve o pique dos três últimos e aparentou que organizaria o terreno para a treta entre sire lines finalmente eclodir. Não foi isso que aconteceu e é aqui que mora meu receio. Confesso que não gostei de Tristan ter saído de cena sem realmente deixar os Mikaelson degustar a ideia de que perdem e de que não têm controle dessa vez. A velha mania da família invencível…

 

Mas há algo bom nisso: o Strix pode se fortalecer sem a chefia anterior. Tudo ganância.

 

O que renderá em seguida não parece promissor, pois o preparo agora é a nova storyline que levará esses personagens rumo ao fim de temporada. Como Dahlia – e agora deve ser a profecia. Não boto fé em Lucien e em Aurora para novos conflitos – eles são mais irritantes que perigosos.

 

Sem contar que a trama terá que abrir espaço para coisas novas, como o crossover com The Vampire Diaries que precisa fazer sentido, né?

 

Fomos deixados com uma Cami que percebeu que o vampirismo pode ser legal e uma treta com Aurora e Lucien. Prevejo aquele double date só que sanguinário.

 

Sobre a profecia: será que Tristan foi realmente o inimigo? Se for, agora faltam dois.

Stefs
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