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31/jan

Mas, gente, qual foi a necessidade deste episódio? Sério, não vejo problema rolar uma encheção de linguiça vez ou outra, faz parte do negócio desde que não seja toda semana porque aí já é demais, mas 40 minutos dedicados a vários nada é o que chamo de grande dispêndio de energia. E digo isso nem por ter sido uma trama temática para o Damon. Digo mais porque nada de relevante aconteceu.

 

O inferno pessoal do Damon foi engatado e no primeiro round a coisa toda foi interessante de assistir. Justamente por causa da expectativa do que viria em forma de Lily e a resolução. Pena que nada desenvolveu como o esperado, pois esse Salvatore possui/deve possuir pecados bem mais interessantes para contar com uma punição guiada pela mãe. Sempre suavizando…

 

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Sou suspeita para falar dos retrocessos de TVD porque é algo que ainda me cativa e achei bem legal mostrarem o primeiro momento que Damon teve sangue nas mãos, o choque de ter feito o que fez e como ele supostamente carregou esse tal dito trauma. Foi ali que, talvez, o personagem aprendeu a afugentar seus sentimentos – detalhes que ficaram confusos por causa da troca do real/irreal – e a agir em negação a todas as perdas. Sua preocupação anterior com Stefan inflou meu coração.

 

É bem fato que gosto de materiais de época e fiquei satisfeita com esse recorte do passado de Damon, mas só até o segundo looping. Depois disso, o episódio ficou repetitivo de um jeito chato, com alguns traços cômicos devido às tentativas de mudar a resolução da mesma situação. Deveriam ter intercalado mais cenas nesse inferno pessoal para engajar a trama e não deixar o interesse esmorecer – e foi isso que rolou. Como disse, esse Salvatore tem muitos podres e eles nunca foram explorados. Há muito pouco da vida desse cidadão na roda de TVD.

 

Levando em conta que Dries e Cia. afirmaram que os flash-forwards entrarão em cena ainda nesta temporada, só posso pensar que este episódio temático, com vários nada, foi para preencher tempo. E isso ganha ainda mais força levando em conta que depois de anos haverá crossover com The Originals. Resumindo: terão que segurar os perrengues em TVD – sendo que não há.

 

Se fosse em outra época, diria que investir em um único Salvatore por um episódio inteiro seria um baita desafio, deveras arriscado, mas a empreitada foi completamente tardia. Damon foi um dos personagens que mais destruíram ao longo da S5 até o fim da S6, então, foi meio difícil se compadecer com as cenas dele com Lily. O conflito e a emoção só vieram diante da discussão com Stefan, o momento das verdades que também vieram à tona fora de época. O que foi dito não pertencia a uma pilha de novidades e cansa as citações a Elena para justificar tudo.

 

É fato que Damon diz que faz tudo por Elena, mas é totalmente ao contrário. Ele se acostumou ao seu modo de operação de fazer o que faz e não pedir desculpas. O vampiro nem se preocupa com a própria integridade emocional e duvido muito que essa experiência o mude de alguma forma – mas forçarão a barra. Se nem a passagem no universo paralelo de Kai lhe serviu de algo, quem dirá a mãe.

 

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Damon não comove mais. Tentaram criar um duelo de caráter que foi muito suave para um personagem cujo currículo é puro egoísmo. Como o Salvatore mesmo disse, tinha muita expectativa sobre esse inferno pessoal, mas, como sempre, os escritores pegaram leve. Como se tivessem medo de mostrar e comprovar que ele é incorrigível – e daí usam a Elena para explicar que X + X dá em um vampiro que gosta de sair matando por aí. Tenha dó!

 

E, na boa, se essa experiência mudá-lo, torná-lo mais soft, será a ruína de Damon. O pouco que resta do seu humor negro e do seu cinismo não pode ser deletado. Não pode mesmo.

 

O bizarro é que a intenção desse looping levantou temas que poderiam ser usados, mais que o intuito de fazer Damon assumir que queria a mãe depois de ter matado os desertores e a família. Tudo bem que o momento na Civil War foi importante na vida dele por ter sido um divisor de águas, foi o instante que seu caráter corrompeu ao fazer e em seguida encobrir, mas penso que seria mais impactante mexer no que foi dito algumas vezes neste episódio: o quanto ele não se sente querido. Bonnie e Cia. deixaram nas entrelinhas que esse Salvatore não é mais especial que Stefan, ponto fraco do passado que o deixava aborrecido.

 

Considerando que o foco era lidar com Lily, acredito que seria mais interessante usar essa carência para fazê-lo sentir. O problema era a mãe, o abandono, não tinha nada a ver com morte.

 

O Damon que estava em 1863 era humano e não vampiro. O vampiro sim não aceita sentir, paga de sabichão, ignora os próprios atos. Isso destoou um pouco o inferno que realmente ficou longe de ser um inferno. Porém, entramos no que Stefan disse: esse Salvatore nunca quebrou. Nem por Stefan, nem por Elena, nem por Enzo. Por ninguém. Agora foi. Só que não soou como punição.

 

Tentar remediar o irremediável foi o esquema deste episódio que até entreteve, mas perdeu a força com a repetição da mesma circunstância. Sem contar que a menção a Elena não tem necessidade. Já está mais do que na hora da série deixar a Santa Gilbert em paz, pois isso impede Damon de evoluir – se é que evoluiu. Nem adianta Stefan do passado, do presente ou do futuro dizer que ela não perdoará o irmão por ter cuspido na face de Lily.

 

Elena Gilbert é a maior flanelinha do namorado, não sei porque ainda insistem em criar um súbito peso na consciência com base nela. Desistam!

 

No fim, ficamos com aquelas reticências se é real ou não o ataque fulminante de Damon. Esse inferno pessoal do Salvatore foi muito bonitinho considerando que ele tem praticamente o mesmo perfil do Kai, do Enzo e até do Julian se o irritarem do jeito certo. Foi muito leve para o rastro sem fim de sangue que esse senhor derramou. Inclusive, a fila de pessoas que magoou.

 

Este episódio foi o pontapé inicial para vários outros em que Stefan tentará salvar o irmão de uma espiral emocional após a experiência no inferno pessoal. Não sou obrigada a aguentar Damon mimizento. Já me bastou o que aconteceu quando ele fez parceria com Enzo. Foi uma chatice!

 

Vejam aí, encheção de storyline até chegar o futuro.

Stefs
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