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07/jan

Estava barra segurar a saudade de Teen Wolf. Um sentimento que estava a cada dia mais insustentável, pois é fato que estou completamente apaixonada por esta temporada. Passei um belo tempo pensando a fim de encontrar algum desdobramento da S5A que tenha me decepcionado e cheguei à conclusão de que não há um feixe de tristeza no meu coração nesse quesito. E, se houvesse, a premiere da S5B fez questão de dissolver, pois minhas veias bombeiam adrenalina neste instante. Não tenho mais condições de sofrer por causa desse bando, principalmente quando falamos de Stiles, a estrela desse honrável retorno da série.

 

Assim como aconteceu na premiere da S5A, Lydia voltou a ser o centro das atenções diretamente da Eichen House. Foi bem bacana a jogada de usá-la para reintroduzir os fatos relevantes da primeira parte – a partida de Kira, Stiles e Scott se “odiando”, o Xerife correndo risco de vida – para dar aval ao que realmente interessa agora. No caso, Theo que foi destacado como o conflito até então central que movimentará o bando do Lobito rumo a uma possível revanche.

 

Mesmo tombada, Lydia foi muito útil ao nos dar um pouco de informação sobre os novos tópicos que nortearão a S5B. Comento desde sempre e não me custa repetir: estou contentíssima com a atenção que a Banshee tem recebido. Uma dedicação pertinente para o desenvolvimento sobrenatural dela – que, diga-se de passagem, já atingiu o ponto perfeito para se esparramar na trama. Fiquei ainda mais feliz ao ouvir Valack afirmar que uma vez que alguém a ensinasse a usar 100% seus poderes, ela será capaz de tirar até a alma de um corpo.

 

Interessante, demais, mas, até que cheguemos a este ponto, só nos restará agonizar com a situação dessa personagem que tem um casamento sobrenatural quase perfeito com Parrish. O que dizer da cena do chuveiro, gente?

 

Theo voltou a intrigar. Tinha me esquecido do ódio que sinto desse cidadão e a vontade que tenho de arrancar seus olhinhos nada angelicais. No meio da tensão e do estresse com relação aos danos do finale da S5A, um novo rastro de questionamentos foi deixado aos nossos pés sobre esse adolescente: o que o fez arrancar o coração da irmã? O que o fez topar o desafio de ser o primeiro a deitar na maca dos Dread Doctors? O que busca atingir ao reviver todas as Quimeras passadas? O que deseja com a última? Essas e outras dúvidas assentaram o novo arco da S5B, ainda confuso, cheio de nós que, pelo visto, será de responsabilidade de Scott e de Stiles desatar.

 

O que realmente me deixa maluca é tentar entender quem foi essa criança antes e os motivos que a tornaram esse projeto de monstrinho – vale lembrar do que ele fez com o casal no 5×01. Theo é visivelmente cruel, não me espantou nem um pouco ao matar a irmã, e não consigo visualizar um Q de loucura. Ainda acho que é necessidade de pertencer e de liderar, mas isso pode mudar.

 

Mesmo irritante, Theo continua envolvente, misterioso e dual. Ele ainda tem certa autoconfiança, agora abalada ao saber que Scott está vivinho da silva. Claramente, o personagem não gostou de começar 2016 já sendo feito de trouxa e penso que haverá retaliação. Uma vez que o bando do Lobito se reunir, essa criança possivelmente estará perdida. Ao menos, é o que espero, pois se McCall continuar com a moleza da S5A, peço para que promovam Argent a regular de novo.

 

Só sei que quero muito que Theo seja responsável em amadurecer mais Scott. De fazer o Lobito recuperar a liderança, de realmente ser um pouquinho mais desconfiado em vez de sair distribuindo o benefício da dúvida para todo mundo. Ok que dar uma chance faz parte da caracterização dele desde a S1, mas, logo mais, McCall deixará de ser adolescente.

 

Vale o lembrete que o período escolar está quase no fim e se redescobrir diante do resultado de um caos promovido por ser bondoso soa perfeito para torná-lo mais forte e mais respeitado. E espero que isso aconteça na companhia de Stiles, outro que não está nem um pouco bem e precisa de ajuda. Inclusive, de apoio para que não haja mais um divórcio Sciles.

 

Muito me entristeceu a sensação de que todo mundo tinha se separado de Stiles. Até menina Malia parecia decepcionada com o descaso do ex-namorado (?). Só sei que queria pegar esse menino e levá-lo para as colinas. Não consigo ver essa criança chorando e se descabelando. Não tem como não ficar desesperado junto com ele.

 

Dylan me enche de orgulho desde a S3 e quero muito que haja mais desafios para o seu personagem na S5B. Stiles foi a estrela do episódio, sem dúvidas, sendo o que chamaria de farol por mostrar o quanto a situação pós-ataque na escola afetou todo mundo. Por meio dele, a trama pontuou a desorientação e a desestruturação diante do que Theo provocou. Foi possível enxergar e sentir o prejuízo dos danos, prever o quanto isso custará e mensurar quanto tempo levará para o bando se fortalecer e lutar contra um mal comum. Não aguentei a pressão emocional para cima dele.

 

E esperei, de otária, que Stiles explodisse de vez para dar espaço ao seu dark side. Quero, muito, que isso aconteça de novo. Todos os sinais para isso continuam presentes nas atitudes do personagem.

 

Terrível de lindo o curto flashback da infância dele com o Xerife, um tremendo golpe baixo, que serviu para mostrar que pai e filho estão bem apesar das mentiras/omissões na S5A. Uma investida que tem minha autorização de se repetir, pois já que temos uma temporada confirmada para TW, nada mais legal que explorar mais as histórias dos personagens antigões. Como aconteceu com a Lydia na S4, cujos pequenos fragmentos intrigaram e mostraram sua efetividade agora graças ao destino hereditário para quem tem a sorte – e o azar – de nascer com gene Banshee.

 

Por ter focado Theo, penso que a S5B será menos fragmentada. A partir dele, compreenderemos a S5A. Há dois bandos em cena que, muito provavelmente, correrão atrás da mesma coisa. Resta saber se haverá união ou morte em sequência. É muito fácil prever que o tal vilão adolescente pode perder essa pinta enigmática se seus planos dissolverem com a mesma facilidade que deram certo e, no fim, receber tapinhas de Scott. Nem sei o que desejo para ele, sendo bem sincera. Esse cidadão é todo diferentão, rei das Quimeras, fundador de Beacon Hills, podador do Nemeton, e só me resta a frustração de não saber o que pensar e o que esperar da sua pessoa.

 

Para piorar esse sentimento, lá foi esse cidadão tramar com Hayden (bem confusa sobre o que faz acordada graças ao milagre de Nemeton). O que Theo queria com Noah? Bem… Parece que ele não queria somente ressuscitar as antigas Quimeras a fim de montar um bando. Começo a pensar que isso é fachada, uma desculpinha, pois nada mais certo que ter uma galera para protegê-lo enquanto trabalha no plano maior. A última Quimera. O sucesso iminente dos Dread Doctors. Consigo até visualizar esse personagem partindo para cima dos seus criadores.

 

O que se sabe com certeza é que Theo faz poucos movimentos, porém, certeiros. Algo que deixaria qualquer Argent com inveja. Em várias tacadas, ele fragilizou Scott, tirou Stiles do eixo, afetou a segurança que Malia esbanjava, derrubou Lydia e quase matou o Xerife. No que tudo isso levará é uma das grandes questões da segunda parte desta temporada que vem apoiada no tema ressurreição. E, vamos combinar, o bando precisa de muita energia para se reerguer. Uma mensagem já muito bem dada no final do episódio, em que Scott mandou Theo segurar a marimba do seu bando.

 

A questão maior que ficou nas entrelinhas: o que Theo planeja ao ponto de “resgatar” Lydia? Há o interesse pelo que Parrish representa, mas para quê? Repetir o que fez no finale da S5A? Essa é uma abertura que será preenchida com os próximos desdobramentos do presente – ainda mais agora que se sabe que Scott está muito bem – e já consigo prever que a retirada da Banshee culminará no season finale – ou na tentativa de fuga que rolou no 5×01.

 

Teen Wolf teve um ótimo retorno e mostrou no roteiro qual é o objetivo da vez, sem delongas. Houve muito mais peso emocional que conflito, um matutar intenso sobre os últimos acontecimentos que foram prolongados para funcionar como um wake up call para Scott e Cia.. Amei mesmo o papel das mães, a Sra. Martin arrasou ao proteger Lydia dos amigos sobrenaturais, uma atitude corretíssima diante das circunstâncias. Quem sambou foi Melissa, uma personagem que pouco aparece, mas está tão bem inclusa, tão bem enraizada na mitologia da série, que consegue espantar e emocionar com cada súbita investida que a torna uma bela heroína.

 

Foi tudo muito emocionante e intenso. Aflitivo ao extremo. Um belo pontapé que espero que se mantenha nos mesmos moldes da 1ª parte, explorando uma coisa de cada vez, ritmando cada arco dos personagens sem se perder do plot central, tornando até mesmo os secundários parte da pintura principal. Não sei com quem Jeff andou conversando, mas posso acreditar um pouquinho que essa temporada não remeterá em nada a lambança que foi a S3 – que só acertou na S3B.

 

Vamos ver o que acontece. A trama tem tudo para evoluir e vingar.

 

PS¹: Chris-Argent! Tive que pausar ao ver esse homem, toda-vez! Vocês não têm ideia do quanto amo esse personagem, do quanto sinto falta dos Argent, e não vejo a hora de até Gerard entrar em cena para relembrar o quão importante foi essa família para a história de TW.

 

PS²: Theo sambou ao explicar por cima como uma criatura sobrenatural se sente inclinada pela outra para Hayden. Espero que desenvolvam um pouco mais esse tópico para embasar a relação sexy sem ser vulgar de Lydia/Parrish, além do gosto pela morte.

 

PS³: Aonde encontra um amigo como Mason? Cada vez mais apaixonada por ele.

Stefs
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