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28/jan

Alguém segura meus brincos porque não sei como estou viva depois deste episódio de Teen Wolf. Aconteceu tanta coisa maravilhosa e estou sem palavras para esta resenha – mentira porque sempre tenho muito o que dizer ou quase. Por mais que ainda esteja um pouco desconfiada com esse equilíbrio na narrativa da série, é inegável o quanto os escritores aprenderam com as últimas temporadas. Simplesmente porque focam e entregam o pertinente a cada semana e isso é bom demais. Fizeram um mural como o do Stiles para dar conta do recado, verdade seja dita, pois chego aqui mais uma vez espantada, deliciada e com grandes expectativas para o que virá a seguir.

 

Esse equilíbrio que citei continua a ser nítido quando vemos cada personagem principal incumbido de uma tarefa, investimento destaque da S5A e que esteve presente neste episódio. O que sempre é um desafio, pois TW tem um elenco até que grande e nem sempre conseguem colocar todos engajados ao mesmo tempo, falha que não tem acontecido no transcorrer desta temporada. Vejam bem, nem usaram os secundários para preencher trama, o que assegura o amadurecimento da escrita.

 

Digo isso porque era bem difícil os escritores dessa série manejarem tantos personagens em cena sem deixar aquela sensação de vácuo, como na S3. O diferencial dessa vez é que todos os envolvidos são influentes e compartilham a mesma trama. Ninguém está em desenvolvimento em um universo paralelo. Todos estão juntos e ninguém tem perdido o brilho.

 

E isso cabe mais para Malia que, mesmo presa na Desert Wolf, voltou o ponteiro para Theo.

 

TW-5x14---Malia

O episódio teve muitos pontos altos e já que citei Malia, começarei por ela. Quando a personagem foi introduzida do nada como regular neste universo, torci um pouquinho o nariz. Mas bem pouquinho mesmo, pois se há uma série em que gosto de todo mundo – até do Gerard, hein? –, ela se chama Teen Wolf. No fim, me peguei apaixonada pelo seu jeito indesculpável e decidido, nuances da sua personalidade que berraram neste episódio.

 

Malia não volta atrás e sempre paga pelas consequências. Embora ainda não conte com um desenvolvimento à altura, agora ficou inegável o quanto a busca pela Desert Wolf foi importante (apesar de ter sido meio fogo de palha). Além de dar mais da história de ambas, que resgatou a memória dos Hale que fazem sim muita falta, entregou o que essa senhora queria com afinco.

 

No caso, o poder de Malia – que não é de Malia. Nesse quesito, minha mente bugou, porque tem que ser uma mãe muito da desnaturada para querer matar a filha – não interessa de onde vem a genética – para recuperar o que supostamente foi roubado. Senti firmeza na primeira aparição dessa mulher, mas a razão da busca e da treta me decepcionou um pouco. Queria uma mágoa dos Hale, mas, desde que Teen Wolf se entende como série, poder sempre será um dilema cobiçado.

 

Poder que Theo quer muito ao ponto de se revelar novamente como um grande jogador. Que plot twist maldito, socorro! Quando ele atirou em Malia, torci para Braeden dar um payback, mas fui trouxa! De novo, esse cidadão mostra que sabe o que faz, tem foco, tem intenção, e consegue pagar perfeitamente de bom ser humano que só quer ajudar – e na verdade quer dar é uma rasteira.

 

Começo a rir da cara dessa criança, pois, a cada semana, se descobre o quanto seus desejos não condizem um com os outros. Primeiro ele topou o experimento dos Dread Doctors para ser sobrenatural. Daí, se viu no drama de não ser um real lobito, o que o deixou bolado e o fez correr atrás de um bando para preencher o tempo. E tendo um bando, a ambição foi além, pois o cidadão quer ser Alfa e também absorver o poder da Besta. Tipo, o que Theo quer? Está uma lambança!

 

Sinceramente, Theo começa a perder a credibilidade, embora continue a tirar qualquer um do eixo. O tratado com Deucalion dará o que falar, mas quero acreditar que Scott vencerá.

 

Além das reviravoltas, muita treta foi plantada neste episódio e dou os créditos ao Chris. Gente, vocês não sabem o que sinto quando ele aparece. É algo soulmate desde o primórdios de TW.

 

TW-5x14---Argent

Na companhia de Gerard, a magia dos Argent foi retomada e só tenho a Deus para agradecer. Ambos foram responsáveis pelo clima enigmático inicial e final da trama, geraram expectativa na penumbra e destrincharam mais o mistério da Besta. Parecia que essa família nunca partiu desse universo – mesmo que tivesse Chris, rolava um vazio. Senti como se tudo estivesse no lugar.

 

Nessas horas, queria que Kate não tivesse ganhado o rumo que ganhou, pois, por mais megera que fosse, tenho certeza que uma reunião com o pai e o irmão seria ainda mais bafônica. Será que essa família não tem uma prima, sobrinha para dar um toque feminino entre esses Argent?

 

É engraçado rever Gerard e perceber que ele não mudou nada. Sofri com o reencontro de Scott e me surpreendi com “seus olhos combinam com seu rosto”. Achei maior falsidade, mas…

 

Vovô Argent continua metido a sabichão, dono dos Argent, diferentão e perspicaz, e ri horrores das tiradas de Chris. Não tem como odiar tanto assim uma pessoa que zomba dos Dread Doctors, com direito a sorrisinho tacanho feat. pausa para se gabar. Esse senhor ainda é mestre no que faz, me fez ter vontade de rever as temporadas antigas de TW, e tenho medo de trairagem.

 

Gerard sabe mais do que aparenta e continua a não ser confiável. O personagem sabe com o que Beacon Hills tem lidado e não sei se seu lado caçador falará mais alto (o Q de maldade para cima de Parrish não passou despercebido). Agora curado e de volta à ativa, quem me garante que o vovô não dê uma de Theo? Lembrando que ele foi enganado uma vez e a vingança é um prato que se come frio.

 

Agora, preciso falar do Chris: alguém me explica a insegurança dele no túnel? Não sei bem se foi insegurança, mas havia receio com uma pitada de medo. O espírito de caçador não estava presente, a não ser o faro investigativo, demonstrando que esse trabalho não o deixa mais tão animado – e tem que fazer porque Scott e Cia. são eternos amigos da Allison.

 

O importante é que os Argent já adiantaram um pouco sobre a história da Besta contra a lança da Maid of Gévaudan. Tem como chegar fevereiro logo?

 

Então que a ideia é despertar o morador da Besta. Uma sombra que intenta ser real, só que não consegue. Uma pessoa que se esqueceu de si mesma e que agora é obrigada a se lembrar. A criança protegida pelos Dread Doctors que anda matando a torto e a direito, criando arrepios com os corpos amontoados em um tipo de bueiro. A expressão do Chris me representou – e que cena foi essa, por favor! – e lamentei com a dramatização das macas dando entrada no hospital. Só consegui pensar em Parrish, outro que nos deu mais informações sobre seu passado.

 

Não só isso, finalmente ele sabe que faz parte do mundo sobrenatural. Cho-quei com o fato dele já ter morrido, situação que o norteou para Beacon Hills. Entre os Argent, só lamento pelo policial que ainda não se sabe a influência que terá na trama. Pelo desenho, Parrish será o combatente da Besta para evitar as mortes em massa, mas nem tudo é o que aparenta. Ao menos, não de acordo com esta temporada de Teen Wolf.

 

O mesmo vale para Lydia, cuja cena da fuga finalmente se emendou ao presente e agora só resta esperar as surpresas que seguirão já que começou o plano para resgatá-la. Meu coração explodiu de amor ao ver o poder dela se manifestar em sinal de desespero para salvar Malia. A conexão das cenas trouxe o tom perfeito de perigo para a situação de ambas.

 

Meredith foi maravilhosa no período mental em que ajudou a amiga Banshee e mal posso esperar para ver mais desse poder em ação. Agora, Lydia está no mesmo patamar de Kira e de Malia. Inclusive, pode ser ainda mais dona de si e ter mais autoridade no bando. Quero só ver!

 

No fim, Scott reconquistou o bando e conta com a consultoria gratuita dos Argent. A meta agora, além de resgatar Lydia, é evitar todas as mortes.

 

Mas e se Deucalion conseguir os olhos chorosos de Scott?

 

E como Kira se destacará sem sua espada?

 

E Deaton que deixou nas entrelinhas uma nova Lua Cheia? Evento que será pertinente para a Desert Wolf e, provavelmente, para Theo caso chegue perto de transitar para a versão de Besta.

 

PS: Scott e Liam, pai e filho, chorei!

Stefs
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