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11/fev

Por mais que tenha contado com os dramas da Chili, este episódio foi muito gostoso de assistir. Diverti-me, fiquei com o coração na mão e Dawson completamente me representou ao apoiar Casey. Sem grandes eventos, a trama conseguiu se encontrar em vários instantes, dando um tipo de conclusão na storyline da paramédica e aumentando o percurso do Tenente rumo à carreira política. Drama, riso e tensão nas medidas corretas, sem desvios de atenção desnecessários.

 

Sim, fiz carão quando Chili abriu o episódio, mas daí passou. Nada como ver um personagem quebrar para ou mudar um pouco de opinião ou para terminar de detestar sem chance de retorno. Meus pensamentos sobre a criação dessa jovem não mudaram, mas o que ela trouxe esta semana me fez dar uma folga. Sou do time angústia e a quebra interior da paramédica prendeu meu interesse. Afinal, estava preparada para mais uma rodada de comportamentos inconcebíveis e quis saber até aonde ela iria.

 

Chili segurou o episódio. E foi um ótimo episódio para Chili. Assim que ela saiu do carro de Severide, me peguei lamentando, porque essa storyline teve uma mensagem. Só que houve um baixo investimento nos capítulos iniciais e ainda penso que o impacto da perda poderia ter sido maior se tivessem trazido as gêmeas para o badalo de Fire e destacado seus respectivos vícios. A paramédica teve como missão criar apelo emocional em 4 episódios, algo que é possível na série considerando que já tivemos Jones, com um viés mal explorado que não ficou tão bom assim.

 

Não conheci Alissa, não havia momentos para rememorar tamanha importância e continuei impassível.

 

CF-4x14---Chili

Seus últimos momentos no Batalhão foram bem conduzidos e gostei muito do reforço dado ao drama com base em repetição de comportamentos. Algo que deveria ter acontecido com Erin, na minha singela opinião. A espiral emocional da detetive por causa de Nadia ficou por isso mesmo, sendo que deveria ter sido mastigada pela mesma quantidade de episódios que Chili causou dor de cabeça no Batalhão por uma pessoa que ninguém conheceu.

 

Fato é que o episódio favoreceu uma conexão com Chili e com o que a corroía – não necessariamente a perda da irmã. Pode ter sido a intenção desde o início, pois os momentos que a nortearam foram eficientes em relembrar e em frisar que o alcoolismo não podia mais ser prolongado. A personagem estava no limite em meio a tentativa de controlar suas emoções, algo incitado pelo sábio Boden, cujo comportamento voltou a me fazer feliz. Como sempre, esperei poesia da parte do Chief, mas vê-lo irredutível, claramente de saco cheio, atiçou a paramédica a provar o contrário.

 

Nisso, temos os chamados. A personagem também os favoreceu com doses singelas de expectativa, aquela agonia de que ela falharia a qualquer momento. Quando meteram um para a ambulância logo de cara, só esperei nhaca em sequência. O primeiro me deixou em lágrimas por causa do menino Tino. Não consigo lidar com criança envolvida nas shit da vida. O segundo me fez pensar que Chili terminaria de matar o paciente e o terceiro tive que rir da falsidade do Severide elogiando o atendimento da paramédica – uma sequência que provou o quanto ela sabe fingir. Fiquei passada a cada instante em que a via na derrota e depois rindo como se tivesse nadado em uma piscina de chocolate.

 

O episódio ficou completamente nas costas de Chili. Ao longo de cada salto da ambulância, a paramédica trouxe um quadro real que muitas outras pessoas passam e/ou lutam, independente de ser por causa do luto ou não. Ela não conseguiria sair dessa sem auxílio e esse foi o seu grande desafio: aceitar ajuda quando se está acostumada a fazer tudo sozinha. Quem nunca? Daí, calhamos no resgate de Brett e de Herrmann na vida dela, algo que gostei também, as duas pessoas que participaram da sua transição. Foi de leve, mas lembrar já é o bastante.

 

Depois, outra surpresa: Severide representou a parte difícil – o pedido de ajuda. Ato que muitos não tomam a iniciativa por medo e continuam correndo atrás do próprio rabo. Isso eu não esperava!

 

CF-4x14---Chili-e-Severide

Por essas e outras que chego aqui com a mesma sensação de que a história de Chili falhou e, no fim, tinha tudo para dar certo. O cúmulo da falta de tato foi Alissa ser resumida a objetos pessoais (pensando no bebê Dawsey, o lado sensível desses escritores está inexistente), um conjunto que terminou de quebrar a paramédica e que a norteou para a linha de fogo. Ela rachou e envolveu no seu drama particular.

 

E não acredito que a saída dela seja para sempre e todo sempre – afinal, ela não morreu. No entanto, a personagem contou com um bom encerramento.

 

Casey: o Tordo de Chicago

 

CF-4x14---Casey

Só sei que quero aquele pôster no meu quarto! Ri demais com o súbito comportamento do Cruz, sua energia em acreditar em Casey foi muito eu, e morri com Otis dizendo que o DP precisa de uma voz. Melhor ainda só Gabby, cumprindo a promessa de ser a maior apoiadora desse novo nado que é evidente que não durará por muito tempo. Por mais que Chicago Fire seja uma bolha, bem como P.D. e Med, sempre sou a trouxa que torce para esse povo tocar a vida. Fui otimista com Erin na força-tarefa e agora estou do mesmo jeito. Único que me obedeceu foi Mills.

 

Não sei até onde esse viés político irá, não sei se engatará desafios interessantes para o personagem, pois, como disse na semana passada, Casey está tão bem nesta temporada que fico meio assim com essa retirada da zona de conforto. É fácil pensar que, com essa atitude, o Batalhão volte a ter problemas de reputação, Gabby pode sofrer por N motivos e até Matt pode ser boicotado.

 

À primeira vista, só consigo ver uma onda de mentiras vindo à tona, porque é assim que políticos concorrentes atuam. Por mais que Dawsey esteja calejado, ainda há uma ingenuidade sobre o futuro, algo que pode ter se intensificado depois da perda do bebê. Ambos precisam de uma nova aventura – e de um novo plot, né, migos – e espero que desenvolvam essa ideia direito.

 

Quero que Matt ganhe essa eleição!

 

No fim…

 

Claro que Antonio apelão ganharia no ringue. Quem é Little Gilbert, digo, Jimmy na fila do distintivo? Só não reclamo mais porque Burgess estava presente e muito me representou, só não mais que o Cruz. Mas, no fundo, torcia para Med, mas não tinha ninguém de passagem, né?

 

Agora, #VaiCasey!

 

PS: que bigode rápido de crescer esse do Otis.

 

PS²: Connie, rainha, sambista, meldels, essa mulher <333

Stefs
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