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04/fev

Que episódio lindo de assistir, não é mesmo? Digo isso com um misto de sinceridade e de ironia porque muitos sentimentos me abateram ao estar diante de mais um dia infernal em Chicago. Disseram que o que veríamos esta semana seria intenso. E foi. Como também estressante.

 

Porém, há certas coisas que me deixam na corda bamba desde que Chicago Fire se perdeu da S2 para a S3: essa falta de necessidade de engatar história cômica quando há tragédias iminentes. Não sei vocês, mas isso me incomoda. Quando a trama engaja, há uma quebra por algo que não tem nada a ver com o clima do episódio, o que anula os picos de tensão. Nunca pensei que diria isso, mas ainda bem que Chili continuou a ser odiosa. Ela segurou muito as pontas, sério.

 

A carinha da futura trama de Fire começou a se expor. O episódio assentou o plot (se é que podemos chamar de plot) do Severide e o trabalho da agente Ward não era à toa (e acabou sendo à toa porque lá vai mais uma mulher da vida desse Tenente para outro canto do planeta). As tais bombas começaram a criar raízes e, já nos minutos iniciais, a tensão foi captável em meio ao primeiro chamado que foi uma das incontáveis indiretas sobre ataques. Ótimo, parabéns!

 

Como estava bem descrente com relação a essa história, me animei um pouco por causa da maneira como o assunto se desenrolou neste episódio. Achei mesmo que seria mais um caso de incêndio culposo e fico feliz que o norte foi outro. Isso me fez lembrar do primeiro crossover Fire/P.D. e bateu uma saudade desses momentos de loucura total, em que todo mundo pisa na jaca.

 

Aparentemente, o suposto terrorismo é uma grande teia que jogou algumas ervas daninhas para desorientar a turma do Batalhão. Sacada muito boa. Como disse Ward, os avisos e reportes não passam de distrações para o centro real do ataque. Por enquanto, ficamos com as indiretas que já fervilharam as emoções e que culminaram no melhor chamado desta temporada: o tiroteio.

 

Segurem meus brincos!

 

Isso me fez lembrar do tiroteio de Chicago P.D. que não era tiroteio coisa nenhuma. Sinto dizer que os detetives foram desbancados, pois Casey e sua equipe, donos da ação sem colete à prova de balas e só com as ferramentas de trabalho, passaram por um baita teste de sobrevivência.

 

CF---4x13---Brett-e-Chili

O ataque em si foi bastante chocante, especialmente do ponto de vista de Brett e de Chili – o isolamento sonoro dos tiros me deu calafrios. Acrescido a isso, esse instante de caos e de perdas destacou uma das possíveis motivações: racismo. O que isso gera? Intolerância mais ódio e ignorância – essas últimas palavras do Boden. Levando em conta que as Chicagos perambulam por bairros e guetos em que vivem negros e latinos, o pensamento se encaixa.

 

Tramas assim sempre me fazem indagar o que leva uma pessoa a fazer isso. O atirador soltou bala em geral enquanto ouvia um metal, tipo??? O que aliviou um pouco é que não colocaram como causador dessa tragédia alguém da comunidade muçulmana, negro, etc.. Há escritores americanos que amam generalizar quando conversamos sobre bombas e afins, não é? Espero que não me enganem.

 

Pensei que esse ataque duraria o episódio inteiro, rolou uma decepção inicial quando tive que aturar Chili mais o papo do ringue, só que esse cenário foi proposital. Ele foi posto no final para frisar que há algo errado, que há pessoas querendo atacar Chicago e que farão o possível para atingir um objetivo que ainda é desconhecido. Enquanto uma Torre era evacuada devido a uma ameaça de explosivos, outro lugar realmente nadava em sangue, e é irônico que alguém tenha feito o favor de avisar que ali acontecia uma catástrofe aparentemente suave só para bombeiros.

 

O resultado dos tiros foi meio quem presta ajuda tem que pagar também ou porque está estragando o plano ou porque simpatiza com as pessoas envolvidas.

 

O episódio acertou no final e merece uma dose leve de aplausos por ter deixado a resolução nas mãos dos bombeiros. Era muito fácil enfiar a turma de CPD para evacuar o prédio e, por mais que quisesse, fiquei contente por terem dado à equipe de Casey a chance de se virarem.

 

Por que não usam finais assim para engajar um crossover como antigamente? Trabalho em equipe, carregado de estratégia, não tem erro. Aumenta a tensão, é visceral e sufoca. Foi exatamente isso que rolou no tiroteio, cuja trilha sonora também foi uma grata inimiga em sacudir as emoções. Foi um momento e tanto desta temporada que entra para a pilha de tragédias de Fire para recordar. Um grande divisor de águas que, geralmente, faz qualquer pessoa repensar um pouco mais na vida.

 

Mozão Casey <3

 

CF---4x13---Casey-resgate

Me segurei bastante para rasgar seda, mas aqui vai: Casey arrasou esta semana e tem arrasado em incontáveis episódios ao ponto de nem ter espaço para o Severide participar da brincadeira. Pensei que depois do resultado da gravidez, o personagem ficaria um porre, vide seus comportamentos babacas para cima de Dawson na S3. Por Jesse estar tão bem na pele do Tenente, como não acontecia há certo tempinho, queria que desistissem dessa carreira política que é só repeteco do caso Nesbitt.

 

Jesse tem mandado mil vezes melhor no seu papel porque as histórias do Casey estão bacanas. Não que antes tenha sido pior, nada disso, só que os desafios do Tenente têm sido mais impactantes e com prazo maior de desenvolvimento. Isso dá em amadurecimento pessoal e me pergunto qual é a santa dificuldade de fazer o mesmo com Severide – que começou essa season bem e depois…

 

Ward, você nem devia estar aqui, querida – só Chicago Med!

 

Quando não são os momentos cômicos que chegam perto de acabar com empatia e envolvimento de um episódio, são esses personagens X, que fazem algo X e vão embora por algo mais X ainda. No caso, Ward. Ao ver a agente no meio da bagunça do último chamado, preferia ver o filme do Pelé.

 

E isso me incomoda mais quando não vejo Med participando da zoeira. Somo visitas ao Molly’s, mas o saldo de tirar algum personagem do hospital para fazer resgate na rua ainda está quase nulo.

 

Era fácil “mandar lá pra Med” e agora que tem Med ninguém nem passa lá para comer um lanche. Por isso que não tiro um A do que falei sobre o crossover deste ano. Não funcionou.

 

Simplesmente, porque recebo a mensagem de que Med pouco importa desde que haja espaço para mais Chicago. Assim, enfiaram Chicago Law no crossover como um completo disco voador, sendo que havia a irmã mais nova que precisava de uma atenção triplicada por ser parte da trilogia.

 

Posso soar como a maior chorona, mas o despertar da minha ira se deu por causa dessa Batalha de Distintivos. Tipo, WTF? Por isso, cobro e continuarei a cobrar interseção dos personagens, porque, se não tiver, as tramas que engajam as 3 séries atingirão o fundo do poço. Simples assim!

 

Sério, gente, quando assisto Med fico meio mal. Sinto-me como a criança excluída da escola – e já tive essa fase na vida e não foi tão legal assim. Esse papo de família só em dia de renovação.

 

E, antes que me perguntem, há muitas possibilidades de inserir nem que seja dois médicos para transitar em Fire. O episódio 1×02 de Med mostrou Connor envolvido com um caso no meio da rua, então, não adianta dizer que é difícil quando é claramente preguiça.

 

Muita Chicago para pouca trilogia, toma meu dislike.

 

E eu precisava vomitar todas as palavras acima (e tenho mais algumas guardadas).

 

Os outros plots

 

CF---4x13---Chili

Como engolir Chili? Não direi muita coisa, pois perdoo a parte do vício, só que o impacto da quebra da mulher que se lamentou na semana passada para a maldita desta foi desnorteador. Não gosto dela, mas, olhem, essa mocinha badalou e acarretou uma onda de estresse tão desconfortável quanto o tiroteio. Por mais que a tenha detestado mais do que nunca esta semana, eis uma personagem que estava adequada ao clima do episódio. A paramédica gerou situações desagradáveis que congestionaram a trama de sentimentos ruins. A raiva do que ela fez com a Brett foi apenas adrenalina para manter a negatividade que o ringue bem tentou roubar.

 

E esse ringue, meldels, segurem meus brincos de novo! Sim, isso me incomodou bastante. Assim, eu não ligo para as palhaçadas do Mouch, Herrmann, Otis e Cruz. Eles são assim desde que a série começou. O que matou é saber que fizeram toda uma poesia sobre essa conquista do Antonio para terminar em soquinhos e pontapés para, a princípio, monetizar o casamento Plouch. Sou a favor do amor, mas não destoem o propósito de um assunto que foi inserido na S2 de P.D. com extremo rigor.

 

Ainda bem que essa festinha virou um meio de arrecadar grana para as vítimas do tiroteio, porque, até onde sei, essa academia entrou em cena para mostrar uma inspiração passada de Dawson que não foi até então trabalhada em P.D.. E agora me jogam em Fire. WTF? Tem total meu NOPE, principalmente quando penso no quanto a turma do Distrito anda perdendo em trama pessoal.

 

E mozão Casey enfrentando Becks. Alguém diz para ele parar? Nunca pedi nada!

 

No mais, gostei bastante de como o contexto do assunto das bombas começou a ser desenvolvido. Muito me parece o trabalho feito no decorrer dos 9 episódios desta temporada. Aprecio e sinto falta de histórias que crescem e depois engolem todos de uma vez, como aconteceu esta semana.

 

PS: abraço Dawsey e me vi entre os dois, apertando suas bochechas lindas, e zaz.

 

PS²: Antonio e Gabby conversando em espanhol. Nunca achei essa língua tão sexy em toda minha vida.

Stefs
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