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25/fev

Como ousam botar na roda um hiatus quando nos deparamos com um episódio desses? Ok que dou amém para a pausa, não pela série, mas por causa das resenhas que exigem muita energia e têm atrasado um pouco mais o retorno do blog, só que começo a me contestar. Quero mais falcatruas contra Casey para sofrer como há muito tempo não sofria com Chicago Fire.

 

Tudo bem que as reviravoltas da semana foram previsíveis por causa do ramo que o personagem se meteu, mas a surpresa dos golpes baixos me fez desejar por mais.

 

Não demorou tanto, mas abriram a caixa de Pandora codinome Casey. Ninguém imaginaria que depois de um café da manhã regado de panquecas os ditos podres do Tenente estampariam as paredes de Chicago. Um dia aparentemente bom culminou em uma descarga de indiretas que fez o personagem notar o óbvio: não tem perfil para segurar essa marimba.

 

Ao contrário da semana passada, em que houve todos os motivos para Casey não continuar com essa ideia, esta engatou a fase 2 que escancarou que o Tenente não só não tem o perfil, como também não manja nada de política. Ele serve Chicago, mas não conhece a dedo o outro lado da moeda que não remete em nada aos chamados que começam mal e tendem a terminar bem. O personagem mostrou que ainda é imaturo nesse âmbito e percebeu dolorosamente que não adianta só querer ser o agente da mudança. É preciso se educar sobre o que quer mudar.

 

Ou, quem sabe, se corromper um pouco para fazer o sonho acontecer. Nesse universo político, só há maçãs podres e a trama desafiou Casey a todo instante nesse quesito. Detalhe que acarretou a briga interna entre vender a alma vs. manter a campanha limpa. Foi aí que o samba realmente começou e queria “desver” esse jogo baixo. Sabemos que o personagem tem um bom coração e vê-lo conflitar com esses dois tópicos fedeu antes mesmo da resolução do episódio.

 

CF-4x16---Casey-e-Becks

Conflito que começou no reencontro com Becks, com direito a sorrisos de falsiane que sinalizaram que daqui por diante essa corrida pode ser extremamente intensa. Além disso, a trama firmou de vez a rivalidade entre ambos e ficou claro que quem está muito tempo no mesmo cargo tende a não gostar de novatos. O que sobrará para o Tenente a não ser as puxadas de tapete?

 

A maneira como Becks o cortou, com um baita jogo de cintura, chamou Casey para a realidade de que precisa ter esse mesmo gingado ou não vencerá. E é aí que vimos o quanto ele estava decidido em manter a campanha limpa, ainda preso aos ares de ingenuidade que o fizeram lançar várias negativas sem receio algum. O Tenente não quer ser como os outros políticos, mas os novos eventos o forçaram a repensar na cilada que se meteu ao ponto de cogitar desistência.

 

De novo, Casey brigou com um corrupto e fez outra nota mental de que não seria igual. O mesmo se repetiu ao ser visitado por Booker, em que deu outra negativa. De quebra, ouviu o que precisava e muito ouvir: não há ideologias na política. O Tenente tem sido o candidato rodeado de expectativas, não por ser um dos principais de Fire, mas por ser carne nova no pedaço. As pessoas tendem a gostar de novos rostos, mas isso não necessariamente garante votos. O esperar grandes coisas desse cidadão é muito relativo, pois, até então, ele não apresentou nenhuma proposta para sua campanha – e que poderia ser uma defesa contra as indiretas/investidas de Becks. O personagem se viu entre várias paredes prestes a pressioná-lo e, sem dúvidas, não há intuição que sobreviva a tantos ataques que testam caráter e integridade.

 

Esse novo capítulo da história de Casey foi ainda mais pertinente por mostrar a ele como funciona o lado negro de Chicago. Aquele que o fez repetir “não sou obrigado”, mandando Voight e Nesbitt para um passeio de camburão. Confesso que pensei em Hank para aconselhá-lo, seria irônico de lindo, mas nada mais chocante que descobrir certas coisas sozinho. O Tenente se prendeu a ideia de ser apenas o cara que quer ajudar e percebeu que é aí que morava o maior dilema de todos. Como disse na semana passada, sem apoio a campanha não engata e Becks saiu na frente com apoio milionário que pode blindá-lo só por não ter pudor em vender sua alma para sambar.

 

CF-4x16---Casey

Nisso, entramos em outra realidade: na política não há problema em ferir a integridade do outro. Casey sentiu esse ácido na pele, o que rendeu os melhores momentos do episódio. Sofri com o banner envolvendo a sogra de todas nós. Não posso com isso! Ver todas as expectativas de difamação se concretizarem me deixou estressada e ao mesmo tempo satisfeita, pois ele jamais seria perdoado depois de uma sequência de ameaças contra Becks e das negativas para Booker.

 

Infelizmente, política destrói a ilusão das pessoas e Casey não queria enxergar a realidade de que não há caminho limpo para chegar ao pódio nessa área. Ele não é burro, só manda um belo “não sou obrigado”, mas e daí? Foi impossível não se perguntar ao longo do episódio em qual momento o Tenente quebraria para finalmente ceder uma horcrux para as forças do mal. E cedeu e chorei!

 

Para vencer há quem cutuque as fraquezas, e o Tenente tem muito podre para ser tirado da caixinha de Pandora que aos nossos olhos tem uma justificativa, mas aos olhos dos cidadãos de Chicago não. Casey se tornou um péssimo exemplo e, claro, isso rebateu no 51º. O evento transferido firmou que as coisas não serão fáceis e foi espantoso vê-lo ceder mesmo com uma proposta sensata. Sinceramente, começo a temer demais pela menina Dawson.

 

Afinal, os desdobramentos desta semana repetiram o mesmo percurso do 4×15: fazer Casey ir adiante. Quanto mais provocam, mais ele insiste. Agora, a sede de vencer Becks foi plantada, só que ele já vendeu parte da alma por uma proposta que não justifica o meio em que conquistou tal credibilidade para ser ouvido e acatado. Se o personagem vencer, o trato o assombrará e a única pessoa que vejo como ameaça para pagar esse débito é Dawson. O coração do Tenente e, possivelmente, seu ponto de desistência – não consigo ver esse plot indo para uma S5.

 

Esse conflito interno e a decisão final aumentaram muito as expectativas com relação a esse plot. O personagem quer vencer para fazer o que considera correto, só não sabe que abriu uma porta que não fechará. Uma vez que se vende parte de si para ser bem-sucedido a qualquer custo, o destino manda o boleto de cobrança. E o boleto aqui virá de uma gangue de Chicago.

 

Eis o grande problema de fazer o que todo mundo faz. Nem sempre é a saída.

 

E os chamados

 

CF-4x16---Brett-e-Jimmy

Todas as emoções de Casey se misturaram na trama e casaram muito bem com os chamados – que foram ótimos, diga-se de passagem. Gostei dos três e tento decidir qual me impactou mais – a resposta continua os três.

 

O primeiro me fez pensar se toda aquela explosão que parecia prenúncio do fim do mundo não teria algo a ver com o caso terrorista do Severide (que ninguém nunca mais ouviu falar). O 4×13 deu vários indícios de que havia algo errado em Chicago, ninguém foi capturado, e não quero acreditar que esse assunto tenha simplesmente sumido.

 

Considerando que o bigode do Otis voltou em 24 horas, abandono de plot é possível.

 

Amei muito o gancho que esse chamado criou com Brett, que não só ofereceu um pouco mais de ação em meio aos conflitos pessoais de Casey, como deu a chance real de Jimmy fazer algo. Quando a paramédica simpatiza com uma criança é de se esperar uma grande nhaca ou um grande salvamento. Dessa vez, foi uma grande nhaca e o posicionamento dessa personagem foi muito eu soletrando meu nome para todo mundo (com 2 n e 1 y). Amo essa mulher, não tem jeito, a sensibilidade é onde mora sua força e só Chili para não compreender isso.

 

E, digo mais: queria que essa história retornasse. Claramente, Teddy teme a mãe.

 

O segundo pensei que seria uma retaliação ao Casey. A crueldade que rebateu no estado da vítima me deixou injuriada. Um ótimo chamado para Jimmy também por tê-lo mostrado em um baita jogo de cintura no seu primeiro turno completo na ambulância. Só não foi melhor que Dawson botando as luvas, meu coração para quando essa mulher brinca de ser paramédica.

 

O terceiro foi a luz no fim do túnel para Casey, a cilada que considerei bem forte por ter ocorrido em frente de uma escola.

 

A despedida de solteiro

 

CF-4x16---Mouch

O quebra clima me fez gargalhar muito. Quando você acha que Platt tem um lado negro, lá vai ela mostrar o contrário. Só vamos combinar que essa mulher é meio maligna, vide o comportamento dela no Molly’s que me fez acreditar que Herrmann estava certo sobre ela infiltrar Logan para impedi-los de festejar como uma despedida de solteiro exige. Quando o meio-irmão dela abre a porta, morri na hora, porque acreditei que veria o próprio Keanu Reeves de cosplay Neo. Sensacional e ainda mais sensacional foi a cena no elevador. Trudy Platt knows all.

 

Concluindo

 

Mas nada disso tirou o brilho de Casey que continua a levar a trama nas costas. Ele é o único ponto de interesse até então e o roteiro tem desenvolvido muito bem essa jornada, considerando que certos avanços dos personagens de Fire parece que sofrem mil e uma edições antes de irem ao ar. Vê-lo brigar entre uma campanha limpa vs. vender a alma foi o grande conflito deste episódio, socos motivadores que continuam a levá-lo adiante.

 

E, de novo, temo pela Dawson. Gangues são imperdoáveis, como bem mostrou o último chamado, e Casey sentou no formigueiro. Quero nem ver o próximo capítulo.

 

Chicago Fire retorna no dia 29 de março.

 

PS: quero imagens da virada do ano estrelando rainha Maggie.

Stefs
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