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12/fev

Meldels, alguém segura meus brincos porque a vontade que tive de acertar a face de Will Halstead não está escrito em nenhum dos caminhões do 51º ou pichado em algum carro da patrulha. Sério, vê-lo no decorrer deste episódio me fez indagar como um cara aparentemente gente boa tem inclinação para ser um belo saco de batatas – com todo respeito. Nem com toda aquela juba ruiva ele conseguiu me deixar calma e saí completamente do eixo, verdade seja dita.

 

Este episódio foi estressante. Muito, demais! Pela promo, acreditei que Jen traria mais emoção que o próprio Halstead, mas os desdobramentos foram invertidos. De novo, o vimos agir nem um pouco de acordo com as possibilidades ditadas pela sua profissão e longe de respeitar seus parceiros de trabalho. O que nisso deu? Espaço para a síndrome de Deus que o fez salvar quem não queria ser salva porque “era seu dever”. Contra ordem de paciente, ainda mais com respaldo legal, não há argumentos. Cê nem tinha que ter feito a massagem cardíaca, lindo!

 

No meio do atendimento, ele destacou ainda mais que seu modo de operação está intrinsecamente ligado ao mantra “médicos salvam vidas” e mortes não podem acontecer de jeito nenhum. Will sai se atropelando e leva todo mundo junto. Há um singelo pavor de perder pessoas, talvez, por causa da mãe, o que me faz resgatar a mudança na história desse personagem. Não haveria muito o que contar caso esse jovem entrasse em Med como cirurgião plástico – um buracão que deixou de ser mencionado – e a troca de posto denuncia um claro despreparo em lidar, digerir e depois fazer. Mas o que o incomoda mais é a falta de controle e isso gera quebra de limites, duas coisas que não devem ter acontecido no seu passado, justamente por ter sido o Deus que dava o corpo perfeito para alguém. Halstead é capacitado, mas ainda há a arrogância nova-iorquina. Botar silicone era mais fácil, né, migo?

 

Traduzindo: Halstead está no caminho oposto de Connor que não quer sair da bolha enquanto o outro saiu e claramente não está sabendo lidar em meio a sua autoconfiança médica.

 

CM-1x09---Halstead

 

Não é a primeira vez que esse cidadão extrapola e revoltei com a ignorada do pedido em não ressuscitar. Como defender essa pessoa que cruzou um limite que Natalie muito sábia não compactuou? Foi difícil. Tentei me agarrar a dor dele em ter perdido um ente querido, e que o fez automaticamente se relacionar com aquela situação, para não detestá-lo nos minutos que se seguiram, mas foi impossível. Quando Will força a barra para a massagem cardíaca acontecer, mobilizando a equipe para fazer algo ilegal, ato claramente egoísta que botaria o de todo mundo na reta, desacreditei. Nesse instante, a paciente mostrou que não fazia um aceno para a mama Halstead, mas para a síndrome de Deus do médico. Se fosse algo pessoal, penso que haveria uma tentativa de criar um relacionamento, tendo em vista que ele frisou a família de Jen a todo o momento.

 

E, criando um relacionamento, quero acreditar que o pedido dela teria sido respeitado, pois o que vi foi “eu posso e aconteço” por parte de Will. Ele só queria fazer, salvar… Inventar moda para rebater uma decisão que não veio daquele instante, mas de anos de sofrimento. Ele não respeitou a dor física e emocional de Jen. Ele não respeitou a regra de paciente em primeiro lugar, um tópico complicado diante de uma situação dessas. É difícil compreender uma ordem de não ressuscitar já que é fácil relacioná-la mais ao fato de desistir da vida que lutar por ela.

 

Porém, câncer é uma doença exaustiva e inclui qualquer outra pessoa relacionada afetivamente a quem o tem. Halstead transferiu seu sentimento/experiência, só que na vida real deu tudo errado. Parecia até que ele estava em negação e acabou sendo intrusivo e desrespeitoso. Esperava uma suspensão, não por querê-lo fora da série, jamais, mas porque ele precisava ser posto em seu devido lugar. Desde que Med começou, o personagem tem reunido uma sequência de nhacas, desde humilhar Manning porque seu paciente era mais importante até se sentir no direito de encaminhar Jen para estudo médico sem consultar ninguém, nem muito menos Sharon. Tapetinho da disciplina!

 

CM-1x09---Will

Por mais que meu desejo fosse lhe dar uns chutes na traseira, Will tem a vantagem de melhorar em cima do que aconteceu. Todo personagem meio errado precisa de um conserto e o certinho precisa quebrar. Os atropelos de Halstead dá um bom contraste quando pensamos em Connor, que ainda está todo perfeitinho no seu mundo perfeitinho com sua namorada perfeitinha e seu talento perfeitinho. Ele é quem precisará quebrar enquanto o ruivão provavelmente tentará se redimir.

 

Geralmente, é sempre assim: odiamos o odiado para amá-lo mais que aquele que já começou amado. Entenderam nada, né? Tipo o Voight. ‘Cê odeia o odiado pra depois amá-lo demais da conta.

 

Por mais que eu vá ao delírio com cada salvamento de Connor (o cara é açougueiro, muito Jogos Mortais para mim e amo sim, com certeza), está na hora de mostrar o lado ruim. Zanetti merece um like por tê-lo arrasado. Enquanto Halstead pisa na jaca e chama para a treta, Rhodes é da zona de conforto. E jogar na zona de conforto não rola, né? Melhor receber um processo de vez em quando para ter história para contar (desde que seja nos moldes da Sharon, que desafiou o hospital e não o paciente) a ficar só na mesma ala fazendo a mesma coisa toda vida.

 

Saber que o pai melou alguma coisa na vida de Rhodes é muito Connor Rhodes, e espero que seja sobre algo muito bom – pode ser o mistério da morte da mãe. Fora isso, quero vê-lo sair dessa bolha e subir um pouco de patamar. Jogar no tranquilo não traz crescimento pessoal não.

 

Concluindo

 

CM-1x09---Choi

O único que tinha história para contar esta semana foi Choi e gostei muito da maneira como criaram uma ponte do início e da conclusão tendo ele no centro. Esse pequeno pedaço do passado mexeu com as minhas emoções e tenho que dizer que o atendimento dele me emocionou bastante. O surto de Olivia me fez engolir em seco e percebi que meu ponto sensível é quando Charles toma conta do espaço daquele jeito que me dá vontade de apertar, help! Desaguei com esse dois.

 

Devo dizer que achei maneira a forma como este episódio abriu, pois sinto um pouco a falta de toque pessoal e das ruas de Chicago em Med. A primeira temporada está aí para testar caminhos e acredito que deveriam retomar o jeito como o 1×01/1×02, com uma pitadinha do estilo deste, se apresentou. Seria um apoio para conhecer melhor esses personagens, já que em Fire e em P.D. vemos a turma em seus respectivos lares (ok que aqui é plantão, mas nem sempre tem, né?). Isso também reforçaria o background de cada um, já que quando os pacientes chegam no hospital não há muito o que fazer a não ser prestar atendimento – ou checar os match no Tinder com a April, adoro.

 

O episódio honrou o tema de escolhas. Halstead não respeitou uma, Choi tentou ludibriar Charles sobre o medicamento vs. rim comprometido de Olivia, e Connor teve que decidir se queria aprender ou não trâmites cardiovasculares com Downey. Divisores de águas para o trio. Só acho que precisam focar um pouco mais nas meninas – não me conformo com a April de enfermeira, gente, quero que ela saia disso já na S2. Sem contar que só Natalie e Sharon possuem um cargo alto. Vamos corrigir isso daí!

 

Agora é segurar o coração para possível beijo Manstead – que me soa como propaganda enganosa.

Stefs
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