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19/fev

Segurem meus brincos de novo porque quase fui lá dar uns tapas naquele cidadão chamado Will Halstead. De todos os personagens, esse é o que mais precisa bater um papo com o Charles, vamos combinar. Impossível ter um parceiro de trabalho com esse temperamento, socorro!

 

Enquanto não me explicarem os motivos de Will ser tão inconveniente na profissão, desestruturado emocionalmente para lidar com pacientes (aqui dou o crédito para a mama Halstead) e com a já dita síndrome de Deus, continuarei com meu desejo interno de deixar aquelas bochechas lindas vermelhas iguais aos cabelos dele. Aquela arrogância nem um pouco discreta… Sinceramente…

 

Halstead recebeu o ultimato de que precisa permanecer no tapetinho da disciplina e bancar de médico perfeito. O fato dele achar a “punição” injusta foi o bastante para mostrar em que ponto estava seus ânimos – nada positivos, claro. A conversa com Sharon não passou de um lembrete sobre os acontecimentos do episódio passado, investida que me fez feliz porque há o costume de deixar os conflitos para serem resolvidos lá na prosperidade – ou quando acham conveniente. Pode ser equipes meio diferentes, mas antigos hábitos nunca morrem. Até então, o aviso nada delicado da chefia será a sombra desse personagem daqui por diante e ainda acho muito pouco.

 

CM-1x10---Will

Difícil escolher qual foi o pior momento de Will Halstead neste episódio, pois ainda não engoli o que transcorreu na semana passada. Já tremi com mais um paciente compartilhado com Nat e quase parti quando o mesmo paciente faleceu. Campo imperfeito para a promessa de um beijo Manstead e me perguntei a todo instante como é que fariam isso acontecer – achava que era propaganda enganosa porque foi muito “vou dar o shipper mais cedo para segurar o interesse”.

 

O que foi o piti para cima dela de novo? Berrar com essa médica é algo que já aderi como uma formalidade, mas, quando o vi diante de Nat, com os olhos injetados de consternação por ter sido atravessado, senti um ódio profundo. Nem consegui respeitar essa de “ele sente o que fez com Jen” porque se isso fosse uma realidade, não haveria outro show. Outra prova de que esse cidadão não sabe lidar consigo mesmo. De razão esse ser não tem nada. Só de sistemático.

 

Mas o pior momento para mim foi de novo durante a massagem cardíaca. Will não age de maneira sensata e força muito a barra. Uma parada exige tal cuidado com dose emergencial, claro, mas o personagem não tem compostura, ou seja, não encontra a calma no desespero. O que ameniza Halstead é que ele não tem a síndrome do macho Alfa, aí sim ele seria odiado para sempre.

 

A personalidade de Will no âmbito profissional berrou ainda mais durante os cuidados de Anderson: controlador, neurótico, impulsivo, uma bolha emocional que não sabe atuar sob pressão e, talvez, um perfeccionista daqueles ferrenhos que não deixa ninguém tocar no seu queijo. Ou, em melhores palavras, que não gosta de interferências no seu trabalho. Detalhes escancarados e comprovados não só hoje, mas desde os diversos momentos em que o médico só faltou enfiar os polegares nos olhos de Rhodes. Halstead se tornou o terrorista do hospital ao ponto de pesar o clima quando rola o bendito code blue e de deixar qualquer um sem reação – e ninguém muda isso por medo do toco, profissão exclusiva de Manning.

 

Will não quer que ninguém morra debaixo do seu nariz. Seria lindo se houvesse uma pitada racional toda vez que ele assumisse um atendimento – quem sabe aprende depois do caso Jen. Se é por trauma ou para preencher currículo, não sei, mas o desrespeito berrou alto de novo. Sinceramente, não queria beijo Manstead nesse desconforto, pois o médico voltou a ser muito detestável.

 

(Mas daí Will muda com os booty call, né, gente? Zoe que o diga, né?)

 

O pior, do pior, do pior foi ele abrir o paciente para encontrar mais motivo pra briga. Gente, não!!!

 

CM-1x10---Manstead

E daí me dão a chance para beijo Manstead. Ok, fiquei feliz, mas tenho sérios problemas com romances que começam aos gritos. Sem contar que achei apressado sim, mas vale lembrar que a timeline da série não é nem um pouco concisa. A sequência não é um dia depois, mas semanas e até meses. Nick até disse que Will e Nat se conheceram em Med, mas nunca foi dado um período certo – vamos recordar do piloto backdoor que Manning não compareceu. Então, o timing caiu bem para os escritores, mas continuo com uma baita sensação de estranheza.

 

(Ainda consigo ouvir Will berrando na minha orelha.)

 

Brigas e discussões no começo são ok, mas isso tem a grande tendência de se tornar a marca do casal que “só terá amor para mostrar quando estiver aos berros e se estapeando”. Não. Essa energia é desgastante, já está bem chato ver Halstead nessa vibe competindo atenção com Zanetti e Connor que mal aparecem, mas enchem o saco com essa treta de ego.

 

Agora, imaginem Manstead tretando por paciente toda vez? O beijo não anula o temperamento de Will, fatos.

 

Também não quero crer nessa de que Will será uma pessoa melhor com Nat, porque o problema dele vai muito além de um crush do trabalho. Ele não engoliu a perda da mãe, o que o fez agir do jeito que agiu com Jen. Enquanto o personagem não superar o que quer que seja, possivelmente não haverá atendimentos felizes – que se transformam em patadas. O médico ficará nessa bolha de check-in, pega o atendimento e a gente tem que torcer para dar certo senão lá vem berro.

 

E se chegar o momento de lidar com o buraco que mama Halstead deixou, que seja com Jay, por favor.

 

Sabemos que esse cidadão é ótimo no que faz, mas o probleminha está ali no coração. Will tem uma clara dificuldade de mostrar o que sente e de lidar com perdas enquanto Jay é uma manteiga moralista. Sem contar que Halstead-Doc já passou pela cobrança de não ter estado com a mãe na doença, o que aumenta essa missão incessante de fazer todo mundo sobreviver mesmo ninguém querendo. Alguém dá a mão para essa pessoa e a guie para o caminho da luz.

 

E não teve mais nada

 

CM-1x10---Reese

Mas faço um aceno breve para o paciente do Choi que criou uma verossimilhança com o fato do médico ter seguido os passos do pai com relação a carreira na marinha. Foi o atendimento que balançou as estruturas esta semana, pois Bret seguia aquele que omitia um problema hereditário. Uma situação que me lembrou demais de Dan e Nathan Scott, essa fissura pelo jogo e não pelo bem-estar. É uó pais que conduzem os filhos dessa maneira. Vida própria, para que serve?

 

Uma ilusão sobre caminhos e vocações que rendeu a desistência de Reese por essa especialização. Ela voltou a me representar, sem se esquecer de sambar no mesmo atendimento do Choi. A reação final dela foi muito eu, porque há certas profissões que são um tanto quanto frustrantes no âmbito resultados com pessoas. Ser médico para não remediar – o que me faz lembrar de Will e seu inconformismo em nada dar certo – ou psicólogo, como Charles, para o paciente desistir das consultas, é deveras estressante também. Quem dera se mudar vidas fosse algo sempre recompensador.

 

Agora, quero ver outro personagem perder a cabeça. Reservem Will para o final da temporada.

 

PS¹: Quero espiar as consultas de Choi com Charles.

 

PS²: Pior que os gritos do Will, só Connor e Zanetti. Juro que pensei que essa mulher estava grávida.

Stefs
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