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26/fev

Sem os pitis de 40 minutos estrelando Will, o episódio engatou um clima de fundo do poço, digno de cantar Adele e implorar para o expediente terminar. Não foi um dia bom, regado de falecimentos e de decisões complicadas que impulsionaram o tema dos acontecimentos desta semana: intervenção. Embora aparentasse suavidade, o clima logo mudou, oscilando entre sufocante e ao mesmo tempo sensível. Os ânimos botaram novamente na roda de conversa o papel de médico e os altos e baixos dessa profissão que nem sempre culminam em felicidade.

 

Quem teve a decisão mais difícil a ser tomada foi menina Reese. Cada instante de trama que a personagem toma para si morro de orgulho. Não só por ela ser a estudante, como Zanetti afirmou em mais um momento precioso de humildade e de simpatia, mas porque, apesar das experiências que lhe deram um suposto novo norte na profissão, a moça não perde o foco.

 

Reese pode querer abandonar os pacientes, mas claramente não perdeu o gosto pela adrenalina nas diferentes alas do hospital. É difícil contestar sua dedicação, principalmente quando compartilha atendimentos com Rhodes. Até então, ele tem sido um bom mentor, é paciente em ensinar e desafia o raciocínio na hora do vamos ver. E ela acata por ter o desejo de aprender, o que a faz absorver as tarefas e as instruções com mais facilidade. Isso, criando uma comparação com os dois primeiros episódios, já que lá a vimos insegura e perdida.

 

CM-1x11---Reese

A personagem pode não saber para onde vai, mas está cada vez mais confortável nos próprios sapatos na hora de correr para atender um paciente. Neste episódio, não foi diferente, só que teve um plus. Vê-la tomar a iniciativa acusatória para cima de uma pessoa que poderia muito bem lembrá-la de Bret, aquele que depois de todo o cuidado resolveu arriscar a própria vida e que a fez escolher Patologia, foi uma surpresa. Reese se voltou “contra” alguém do ramo que almeja se formar e não mudou o argumento, nem diante de Charles. Como não amar?

 

Nessas horas, Reese me lembra as verdadeiras: Brett e Burgess. Em momentos de pressão, de indecisão diante daquilo que acreditam, esse trio parte para o instinto. Um instinto que não é movido pelo orgulho, mas pela sensibilidade. A tal fraqueza que só as tornam mais fortes.

 

A simples estudante fez o que poderia lhe custar uma demissão se o médico que cutucara fosse do tipão arrogante, que se achasse o inventor do estetoscópio. O atendimento foi breve, mas bastante intenso por precisar de uma decisão pessoal. Reese poderia simplesmente se calar, mas interveio e levou a denúncia para o andar de cima, um ato de coragem que alguém no patamar dela facilmente recuaria – duvido que Noah faria isso, por exemplo, sendo novato também. Ela não hesitou e ainda meteu o discurso. Só me apaixonei mais por menina Reese.

 

Resta saber se Charles não levará essa atitude para o pessoal. Sei não…

 

Will Halstead só faltou botar uma bolinha vermelhinha em meu nariz e me chamar de palhaça (#VaiSafadão)

 

CM-1x11---Will

Dei amém que suavizaram as intromissões e os berros do personagem, mas houve muitas coisas das quais voltei a não gostar. Juro que desde o caso Jen, qualquer vislumbre de Wil me deixa em pânico porque já me acostumei a não esperar nada bom vindo dele.

 

E o espetáculo quase se repetiu porque esse jovem aprendiz queria enfiar as vacinas pela goela daqueles pais. Alguém coloca esse cara na gaiola do Voight para refletir, socorro!

 

Eu entendi os pais, não necessariamente pela suposição de Will sobre eles quererem as crianças alheias vacinadas para as deles ficarem bem, mas porque não confio em vacina at all. Imaginem minha pessoa debatendo com esse cidadão sobre isso? Um dos dois sairia chorando.

 

(Mas daí lembro-me dele dando vacina nas crianças e derreto com tanta fofura).

 

Pior que esse nem foi o momento que mais me incomodou, mas o fato dele reverter toda a situação para Natalie (deletem o crush nesse caso), sendo que ela cumpriu o dever de médica.

 

Então quer dizer que eu, como profissional, não posso salvar uma vida por causa de uma doença contagiosa? É vetado salvar uma vida para não botar a minha em risco? Mas, pera, fazer massagem cardíaca sem autorização do paciente pode? E barrar e decidir se um tal atirador pode ter a vida salva também?

 

Will, me ajuda aqui: tá complexo demais te entender, migo. Você é médico por quê? Para selecionar quem vive ou morre? Sério, não consigo mais compreender qual é o senso de prioridade desse cidadão. Isso porque ele está ali para aprender mais que demandar.

 

Tudo bem que toda essa chatice é atrelada ao medo dele em perder pessoas, mas o personagem está dominado por várias discrepâncias. Para vocês terem ideia, tenho até medo do que a negativa de Natalie pode acarretar daqui pra frente. Deixei de confiar nesse moço.

 

Outra coisa meio frustrante: Natalie passar a mão na cabeça dele porque se sentiu lisonjeada pela preocupação. Não, miga, tem que discutir e dizer que o mozão estava errado. Não é porque ele lhe deu uma beijoca que você está imune aos berros – e ele te cortou de novo, eu vi.

 

A preocupação da parte do Will foi uma gracinha e até condizente porque, acima de tudo, Natalie é parceira de trabalho e normalmente não queremos mal aos nossos amigos. Só que, no caso desse personagem, atitudes assim impulsionam processos judiciais. Ele não largou mão de ser invasivo e Sharon só disse verdades. Me representou completamente.

 

Pior que isso só a palhaçada para cima de Zoe. Ele a usa e ela cai porque acha que é recíproco – e Will sabe disso porque não é burro quando o assunto é booty call.

 

Nessas horas, queria que Downey conhecesse Will. Quando o mentor de Connor falou sobre honrar o pedido dos pacientes, só pensei no ruivão e no quanto ele precisa segurar a onda.

 

Adendo: não vejo a necessidade de fechar o ângulo na face de Zoe sendo que sabemos que há crush envolvido. Isso é repetitivo e chato.

 

Rhodes e Choi: só me usou e depois me traiu

 

CM-1x11---Connor-e-Choi

Esses dois também contaram com uma intervenção de vida ou morte, e a decisão final caiu no colo de Rhodes que terá que mastigar isso para todo o sempre. Nessas curtas cenas, deu para perceber o quanto uma profissão pode subir à cabeça e suponho que toda essa aulinha com Downey pode reacender a nível 100 a metidez de Connor. Ele é o diferentão de Med, o escolhido, inventor do jaleco, último palito de sorvete da pediatria, verdades que têm tudo para gerarem mais atrito. Foi idiota a maneira como ele agiu com Choi, desrespeito completo.

 

Mas o importante é que Zanetti vai embora (tem que pensar positivo já que Julie arranjou um job fixo) e digo amém porque não dava mais. Prefiro aguentar Halstead com todos os defeitos, pois pelo menos o ruivão não é invejoso.

 

Noah, cê num tinha nem que tá aqui, lindo

 

Quem é esse cara na fila do pão? Só pego leve porque ele foi outra ponte sobre ética, assunto muito bem explorado neste episódio de Med, desde Halstead até Reese. Erros médicos não passarão e todo mundo que cometeu um precisa ter a papelada oficializada. Muito me aliviou ver April tomar uma ação, porque Noah não é maduro e não merece o jaleco que usa.

 

A baixaria estava tão grande neste episódio de Med que ainda fui obrigada a ouvir que April é a invejosa que queria ser médica. Amo esses personagens aleatórios, cuja única função é tentar cutucar o ego dos outros. Tem como ele ir embora também?

 

Concluindo

 

Todos os conflitos ainda estão concentrados em Will e está na hora de dar um descanso, pois já se passaram 11 episódios e não sei da verdadeira índole profissional dos outros médicos.

 

Fora isso, amei este episódio em fragmentos, como a saída Manstead para a escola, algo que acho que precisa investir mais já que Chicago é encontrar problema na rua (Med está muito na bolhinha do conforto ainda), e o combate ético. É bom saber que no final do dia a turma decide reencontrar o melhor de si nas intempéries. Uma mensagem que dedico ao Will que, apesar de ser vacilão, estava mil vezes mais agradável e preocupado em mudar.

 

Chicago Med retorna no dia 29 de março. Tempo de sobra para Will se recompor.

Stefs
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