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06/fev

Atenderam as minhas preces, gente! Nunca fiquei tão feliz com esta temporada de Chicago P.D. como agora. Este episódio aliviou minha exaustão sobre algo que resmunguei em resenhas passadas: Platt esquentando a barriga atrás daquela mesa. Por ter abandonado as sinopses (quando pego birra de uma série, trabalhamos desta forma, Fire passou pelo mesmo) e os spoilers (algo que raramente leio), me senti a aniversariante do dia. Sério, estou bem satisfeita.

 

Principalmente por terem investido nessa personagem daquele jeito que o passado de CPD fazia de melhor: foca em um, mas todos os outros também assumem a ação. Enquanto a Unidade de Inteligência se incumbiu do conflito, Platt foi responsável pela descarga emocional. Ela tocou em um ponto delicado, no caso, não exercer a profissão como gostaria por causa do seu incidente, e fiquei longos minutos tentando me recuperar do baque. Choroso demais!

 

Para trazer esses sentimentos à tona, nada como criar um espaço de verossimilhança. No caso, Watts, o investigador que investigava a si mesmo para não ser investigado. Que vida maravilhosa! Para descobrir não só o olheiro do cassino, mas quem provinha carros de polícia e distintivos falsos, a equipe da UI se apoiou em uma nova onda sincrônica perfeita, igual ao episódio anterior. Ouvir a voz de todo mundo foi música aos meus ouvidos e vê-los na mesma dança me fez feliz.

 

Sempre digo que trabalho em equipe muda o nível de qualquer trama das Chicagos. Foco em um, todos trabalhando. Não tem como errar na receita for Christ’s Sake.

 

Somando toda essa zoeira, fiquei bem passada com a máscara da falcatrua de Watts. Tinha apostado na primeira vítima, porque, geralmente, as vítimas de CPD não cheiram muito bem. Tombei quando Bug revela que quem ministrava todo o esquema de roubar grana dos vencedores dos cassinos – e lá estava o foco na mulherada – era alguém com um distintivo. A trama cresceu, pouco a pouco, e contou até mesmo com o esquecido Mouse e da senhora gaiola. Só lindeza!

 

Graças aos bons Deuses que CPD tem recuperado o pique e credito a retomada dos moldes antigos. Isso traz tramas um pouco mais eletrizantes e mais condizentes com o cenário da série. Além disso, não podemos nos esquecer da lição de casa, cujo debate da semana refrisou a hierarquia policial. Assunto que destacou um inconformado Sean que botou mais lenha na fogueira – e com razão. Como assim você, Voight, me joga Burgess e ele para checar algo às cegas? Socorro!

 

CPD-3x13---Sean

Sean sambou demais neste episódio e a cada VRA! lá estava eu caindo na gargalhada. A turma pediu, né? Especialmente quando essas tomadas de decisões, sem esclarecimento prévio, envolve dona Burgess. A personagem que passou por um tremendo trauma na S2 e que não precisa de mais para lidar tendo em vista seu sofrimento calado pelo término do noivado. Fui e voltei quando Roman afirma que estava mais preocupado com a parceira que com a hierarquia. Melhor amizade!

 

Não tem como não amar esse cidadão e apenas imagino como seria uma treta com Halstead. Teriam que separá-los por gaiolas, pois ambos possuem um temperamento e tanto.

 

Um temperamento que fez jus ao momento, não só pela frustração de um Distrito em ter que caçar um policial que era mais uma ameaça para os cidadãos que um protetor, como também por relembrar a sutil, e grande, diferença dos degraus que cada oficial ocupa. Nisso, caímos no discurso de Watts que arrematou com o background da Platt. Impossível não chorar!

 

Uma hora você está bem, seguro e, do nada, a vida lhe dá uma rasteira. Nem sempre encaramos isso como uma provação, pois, automaticamente, partimos para o lado dramático que rima com o sentimento de que fomos injustiçados. O que isso resulta? Desespero e, por vezes, irresponsabilidade, emoções que nortearam Watts para o mundo do crime. Trudy foi rainha ao rebater que nada do que lhe aconteceu a quebrou. Enquanto um optou pelo caminho fácil, o dinheiro que aparentemente tudo salva e resolve, ela abraçou a missão de cuidar de um DP. Cada um escolhe seu percurso e aí estão dois seres ficcionais que mostraram diferentes resultados.

 

CPD-3x13---Watts

Platt teve vários momentos maravilhosos neste episódio e é sempre mágico vê-la sem a carranca e as piadas que a protegem de qualquer pessoa. Ela começou com as brincadeiras sem graça para cima de Burgess, mas isso passa batido quando a personagem resolve ser incrível. Desde consolar Kim até correr atrás de Sean, eis a prova de que essa mulher precisava (e precisa) de mais plot. Claramente estavam desperdiçando o talento da Amy ao resumi-la àquela mesa.

 

Quando Platt me saca o revólver e toma conta da ação, morri de orgulho. Dentro daquele trailer vi o melhor da sua intérprete, uma amostra do quanto precisam recuar do mais do mesmo. Há uma oferta berrante de personagens em P.D. e sempre focam nas mesmas pessoas dentro dos mesmos temas.

 

Com a Sargento, em apenas um episódio, tivemos mais do seu background, algo que essa temporada tem esquecido de investir com os ditos secundários. Amo Voight, mas trocaria, sem pestanejar, tudo que foi dado a ele na S3 para ver Platt, Sean e até Mouse contarem com um pouco mais de desenvolvimento. Até Burgess caiu um pouco no esquecimento. Nada justo.

 

Todo esse conflito de hierarquia amarrou Platt, Watts e Roman de maneiras completamente diferentes, mas muito iguais. Um optou por continuar a servir. Outro encurtou sua missão e deu a ela uma nova faceta que rendeu a corrupção de caráter. E o último, aquele que reagiu crente no típico tratamento de descaso com quem está um degrau abaixo. O episódio trouxe várias facetas de ser um servidor da lei e a reunião de três fontes em carreiras diferentes ressaltou que não há discrepâncias. Quem usa o distintivo precisa servir e proteger, não importa o posto.

 

CPD-3x13---Platt

O momento final me lembrou bastante do pós-velório da Jules. Fazia tempo que isso não rolava em P.D., esse lembrete de que é all for one, por mais que o caso seja cabuloso. A edição dessa cena, a pausa em cada rosto, só escondeu o que era óbvio: a indignação de ter um traíra entre eles. O alívio pode até ser mútuo, mas o saldo final foi o choque do quanto uma pessoa de bem migra rapidamente para o lado negro da força ao menor sinal de impotência e de desespero. Realidades.

 

Pergunto-me se Voight chegou perto de sentir isso, pois não tem como desviar a atenção de sua figura quando temos dinheiro + policial na roda de conversa. Ok que ele saltou direto para a Inteligência, lugar em que os membros eram relativamente novos, mas fica na imaginação o julgamento mais a vivência do Sargento na cadeia. Ele é outra história viva e, ao contrário de Watts que não acreditou em uma recuperação, taí um exemplo para se agarrar.

 

Os mozões

 

CPD-3x13---Ruzek

Posso dar um abraço no Ruzek? Não pelo trabalho que ele deu para a Burgess, mas por estar sofrendo. Achei gracinha vê-lo abordá-la e dizer que se sente terrível – mas confesso que ri por dentro na maldade, berrando um belo de um bem feito. O fim do noivado abateu Burzek e espero que a experiência ensine mais a ele que a ela. Como tenho lá meus problemas com esse personagem, vamos dizer que o detetive subiu um degrau ao dar NOPE para o booty call.

 

Mas sofre mais, Ruzek, que tá pouco!

 

E o que dizer da rainha Burgess toda descabelada? Como ajudá-la a se sentir melhor? Por mais que a quisesse durona, de nariz empinado, sabia lá no fundinho que seria algo impossível de acontecer. Essa mulher é pura emoção e me deu calafrios essa ideia de transferência.

 

O que gosto muito na Burgess é que quando ela sente, ela sente mesmo, não fica correndo atrás do próprio rabo. E é assim que a personagem amadurece rápido. A policial queria fugir dos seus problemas, atitude normal, especialmente quando você se envolve com alguém do trabalho, e Erin foi lá e acertou no discurso – e me perguntei se Burzek servirá de reflexo para Linstead.

 

Quero que essa angústia dure por mais alguns episódios, mas os saltos no tempo das Chicagos são monstruosos. Capaz de já ser 2017 por lá, fatos reais.

 

Houve uma menção honrosa a Linstead e posso dizer que começo a tomar birra? Não deles, mas de quem os escreve. De novo trabalho disfarçado? Não há nada realmente bacana para inserir esses dois? Antes Erin e Jay arrasavam, especialmente na individualidade, e agora estão aí, fazendo as mesmas coisas que são iguais a vários nada.

 

Mas admito que a cena deles foi muito convincente. Embora imaginasse que algo estava errado, acreditei que Erin tinha retornado aos velhos hábitos por motivos. A falta disso me faz pontuar a única “falha” deste episódio: cadê notinha sobre o crossover com SVU?

 

Ok, não é bem uma falha, mas cadê o gancho? Podia ser um telefonema, já que Yates fugirá. Daí, o crossover começará a seco e ninguém merece! Um belo dia de sol e esse rato resolveu se bronzear, whaaaat??? Tudo bem que acredito no poder dessas séries juntas, mas…

 

Isso me faz lembrar que tenho uma fanfic para atualizar…

Stefs
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