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20/fev

Está comprovado: Annalise na bad deixa os episódios emocionantes e intensos. Inclusive, poderosos. Os acontecimentos desta semana vieram regados de raiva, negação, insônia, frustração e até de uma gota de motherhood, combo que não se apresentou por causa da rotina. Tratou-se de um combo de apelo pessoal que abateu em cheio a protagonista – de novo.

 

Tenho apreciado bastante esse novo ponto de vista do roteiro. Como disse na semana passada, este recomeço de Murder veio diferente em comparação ao que já foi visto e os desdobramentos desta semana repetiram a mesma fórmula do 2×10. A emoção tomou conta da ação e engatou mais uma onda de incômodo pessoal enquanto outra do passado vinha à tona, colidindo e chacoalhando mais a dramática em torno da protagonista. Penso que chegou o momento do vai ou racha: ou você se compadece com Annalise de vez ou se mantém na zona de segurança.

 

Annalise tem vivido uma treta forte entre culpa e absolvição, mistura que não combina com essa mulher cheia de orgulho – que está tremido. Mas nem isso a impediu de retornar ao trabalho, cujo diferencial veio do fato dela só querer saber de comida e de dormir. Descrente do caso que assumiu, a personagem ficou quietinha, mastigando alguma coisa ainda não falada, mas que sabemos que há o envolvimento de Wes. Sofrimento interno que intensificou emoções que também impregnaram no caso da semana – o maior apoio da trama.

 

Com os ânimos à flor da pele, a advogada chegou perto de quebrar várias vezes, especialmente no decorrer do julgamento de Jason. Diante desse quadro, foi impossível traduzi-la. Não deu para entendê-la como geralmente acontece. Uma dificuldade que pode ser justificada pelo fato da personagem estar perto de ter que assumir os próprios erros. E isso começa com aquele que a fez criar uma defesa pós-traumática.

 

HTGAWM-2x11---Annalise

Na semana passada, Annalise estava transparente e neste ela estava intraduzível. Sabíamos o motivo de tanto desconforto, mas, considerando que se trata de uma mulher com vários podres, ficou na mente a pergunta sobre o que realmente a incomoda. Só o tiro? Só o fato de ter visto um bebê que realmente existiu? De ter relembrado Rose e o que fez? Há muitas coisas que se passam na mente da personagem por segundo, mas há o fato de que ela sentia demais e não queria demonstrar. A protagonista parecia uma esponja, absorvendo tudo de indesejável, pois o ato era o mesmo que retroceder para o evento Sinclair e ao gatilho que Wes destravou na sua mente.

 

Para se proteger, essa mulher atuou como se não se importasse com absolutamente nada. Ela quis contornar tudo que relembrava o evento Sinclair, a começar pelo quarteto e pelo Wes, cujas presenças pareciam pernilongos zunindo com insistência ao seu pé de orelha. Houve até um cold shoulder com relação ao Philip, em que ela simplesmente chutou Caleb e lavou as mãos sobre o caso Hapstall.

 

Quando é que ela faria isso sabendo que aquele que culpou ainda está solto e pode queimar geral? Desde quando Annalise abre mão de uma ponta solta que pode destruir sua vida?

 

A protagonista estava desligada e sem um pingo de vontade de se esforçar, até o momento que os pernilongos começaram a atacá-la. Amei a saideira do quarteto, embora cada membro tenha sido hipócrita. Salvo Asher que me parece o único que realmente amargura o evento Sinclair – e ele foi o último a ser corrompido e a conhecer o modo de operação criminal de Annalise naquela noite.

 

Mas nada melhor que a indireta do dia vir de uma mãe, um papel feminino que ainda sinto que a advogada nunca desejou. Fácil ver que Annalise abandonou o próprio filho e, depois, veio a culpa que a fez transferir o afeto para Wes – ele entrou na melhor faculdade de Direito, vejam bem.

 

HTGAWM-2x11---Joyce

Joyce representou uma parte que Annalise se recusa a ouvir. E ouviu e ficou com cara de tacho. A mãe foi aquela voz que ignoramos por sempre ter razão e a tratamos como inimiga. Graças a essa personagem, a advogada voltou para o jogo diante do júri, só não mais forte do que nunca. Keating venceu no verbal, mas perdeu no judicial. E-ela-não-xingou-a-Bonnie!

 

De fato, o caso foi muito desimportante, ausente do impacto conflituoso, sempre carregado de adrenalina como tantos outros de Murder. Porém, o intuito da reta final é explorar o emocional, mostrar um conflito interno sobre coisas do passado. E como o roteiro sempre se deu bem em engatar situações que estapeiam os personagens, Annalise voltou a ser a sorteada e tentou calar a voz em forma de Joyce. Aquela que agiu do jeito que intimamente gostaria, mas não consegue – quem sabe agora depois de entregar o caso Mahoney para Wes, né?.

 

A mãe ajudou a tremer mais o emocional de uma Annalise em negação. Joyce não queria absorver mais ódio e deixou claro que acredita na recuperação e no perdão. Além disso, de que alimentar o repúdio não dá em nada, só torna a pessoa refém, o ponto de semelhança com o status atual da protagonista. Pensamentos que arremataram fortes diálogos, que mais soaram como indiretas.

 

Já que os citei, a riqueza dos diálogos entre Joyce e Annalise representaram muito os sentimentos não ditos pela advogada. A situação em si. Jason teria sido Wes, que atirou porque quis, só que, no fim, decidiu não calar o crime que cometeu. A diferença é que nem a chefia, e nem ninguém, está a fim de jogar tudo pro alto. Como ela mesma disse, há a sensação de que qualquer um merece um recomeço.

 

De frente com Wes

 

HTGAWM-2x11---Wes

Fato é que o cérebro de Annalise e de Wes se conectaram no instante em que o tiro foi dado. Como também disse na semana passada, o incidente abriu uma janela na mente da advogada e o mesmo aconteceu com o puppy da turma. Ambos revisitaram o passado que ainda está inconclusivo – e tenho medo da conclusão. Ele não contou nada de novo sobre o que rolou com a mãe, mas o que pega é que o personagem pode vir a recordar muito mais. O gatilho ativou e ele pode lhe dar todas as imagens daquele dia, especialmente da pessoa que o deixou internado porque quis.

 

Quero só ver como ele reagirá diante dos arquivos do caso Mahoney. Espero a ingratidão típica.

 

O flashback

 

HTGAWM-2x11---Annalise-e-Rose

Gosto de flash-forward, mas gosto mais de flashback. Adorei o jogo de cenas entre a S1 e os retrocessos. Lembretes de quem eram essas pessoas e o que elas fizeram no futuro. Aonde foi que a linha de corrupção surgiu para criar as versões que vemos agora?

 

Embora tenha ficado infeliz com Sam e com a realidade de que o filho era dele (será?) – me abstive de comentar qualquer coisa na resenha passada por causa disso –, foi intrigante ver uma versão aparentemente rotineira daqueles que afundaram no caso Lila. Até Annalise parecia mais de boa, só que meio descontente com a gravidez – não desistirei dessa impressão até me provarem o contrário. Pergunto até se o falecido não a traiu naquela época. Quando Bonnie se revelou, e teve o lance da camisa, uhum! Não sou trouxa.

 

Bonnie fazia terapia com Sam, encontros que devem ter iniciado o crush platônico dela. E se o falecido já se engraçava com a aluna nessa época? E se ele foi a causa dela ficar no escritório? Annalise amou esse cidadão, isso sempre foi muito claro, mas alguma coisa se perdeu no meio do caminho para chegarmos até o momento Lila.

 

Não me espantaria se a aluninha dedicada, que até manja de posturas da gravidez, tenha furado o olho antes dos acontecimentos da S1.

 

BTW: foi muito bizarro vê-la tão diferente, mas ao mesmo tempo tão Bonnie.

 

Frank não mudou nada. Dono do mesmo xaveco e apreciador de mulheres com ar de sofisticação, como Laurel. E, pelo que deu a entender, o primeiro assistente de Annalise. Pergunto-me se ele já era sangue frio ou se foi a advogada que o levou para tal caminho.

 

Além de nos dar Bonnie e Frank no passado, houve foco no caso Mahoney que tem cara de ter sido uma situação de desapropriação para modernizar um bairro ou de corrupção. Ou seria ele pai do Wes? Não sei, mas esse cara também soa como o primeiro de todos os problemas jurídicos de Annalise. O estopim. Sua versão passada estava muito empenhada e, quando há empenho, é para vencer. E quando ela vai atrás de uma possível testemunha, é porque o desejo de vitória já penetrou em seu sistema nervoso.

 

Há um ponto mal resolvido nisso e que ficou meio nas entrelinhas no discurso final dela sobre o caso Jason: o sistema falhar com as famílias, especialmente negras. Só capturei um rememorar de Rose e o que o caso Mahoney fez com Wes – que deve ter terminado para adoção.

 

E o quarteto – finalmente quinteto – acha que está livre…

 

HTGAWM-2x11---Gravação

 

Ri à toa com a saideira da galera (mas gostei da reação). Todo mundo está de saco cheio dessa rotina, né, mores? Daí, fica um cutucando o outro e dá nessa situação aí que ninguém merece. Dessa vez, fico ao lado da Annalise, porque até eu não desejaria os estagiários na minha casa, atrapalhando minhas sonecas e desejando meu sorvete.

 

Em contrapartida, o quarteto (sem Wes) se achar independente é muito bom tendo em vista que Philip mostrou as garras. Bem disse que ele teria dado uma espiada, só não esperava uma gravação. Gritei!

 

Quero ver como Annalise consertará isso. Ela terá que sambar muito para sumir com essa evidência, pois, se Philip realmente matou os pais Hapstall, taí um inimigo imprevisível.

 

PS¹: Frank contando que matou Lila para Laurel, que sofrimento. Será demitido.

 

PS²: Asher me fez triste por 1 segundo. Depois Frank me lembrou porque não gosto mais dele.

 

PS³: tenho uma relação de amor e ódio com Nate, mas mozão que leva comida para confortar o coração da mozona merece uma estrelinha. Se faz Annalise sorrir, eu sorrio também #sendoBonnie.

Stefs
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