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12/fev

Para uma segunda rodada, a regra é mudar a lógica do jogo e foi exatamente isso que começou a acontecer neste episódio de Pretty Little Liars. Houve novas pinceladas que revelaram investidas não tão novas em detrimento com outras um pouquinho diferentes do que foi visto 5 anos atrás. A sombra da vez ainda faz as meninas reagirem conforme antigos hábitos, o que não tem propiciado o ar de novidade da S6B, como não ir à polícia e criar alucinações que podem ser verdade. A esperança fica por conta da mensagem de Caleb para A que não é A, o possível começo para salvar a trama.

 

O jogo continua tímido e estou tensa porque faltam 5 episódios para esta temporada acabar. Se PLL realmente for até a S7, consigo perdoar esse ritmo, pois segurar o quanto pode para ter algo para contar no futuro faz parte dos roteiros dessa série. No entanto, o que tiro de positivo é o interesse único que foi uma artimanha que funcionou na S6A e que tem se repetido ao decidirem centralizar Sara. A única peça solta e significativa do “A” Game – e que continua a me deixar descontente.

 

Não é novidade para ninguém que não gosto da Sara (e a atriz não ajuda com as mesmas expressões faciais). Primeiro: Marlene escorregou demais escolhendo-a como Red Coat e Black Widow, duas personas significativas na história de PLL que recaíram nas mãos de uma completa estranha. Espero, espero mesmo, que esse desenrolar da storyline dela dê algum tipo de embasamento para essa escolha, muito além da ideia fixa que a personagem tem pela Charlotte. Quero saber, principalmente, como se deu esse encontro.

 

PLL-6x15---Sara

Sara voltou a ser dita como A 2.0. No decorrer deste episódio, ela se mostrou obcecada por CeCe, ao ponto de se hospedar no mesmo quarto que ele/ela ocupou no Radley. Inclusive, durante a conversa com Ali em que deixou clara sua ânsia de conhecer todos as partes da sua mentora. Até que a escolha para preencher as lacunas se deu no lugar correto. Por mais que seja um hotel, as nuances do hospício permanecem.

 

Esse foi um pertinente e mais conveniente ponto de partida para as Liars se moverem dentro da nova versão desse jogo. Além do interesse em Sara, agora há as plantas do Radley, um material que pode ser vasculhado no decorrer da trama. Mesmo que goste da simbologia do lugar, isso não parece tão promissor, pois não deixa de ser algo batido. Penso que Charlotte se moldou em cada encontro furtivo com Jessica – cuja morte não foi esclarecida no summer finale.

 

Esse caminho da história soa muito como buscar no passado as respostas para o presente, iniciativa que pode funcionar e dar as respostas pertinentes da S6B. Afinal, o que torna Sara minimamente curiosa é o background interligado ao de A. Isso me encuca porque ela quer saber da vida de Charlotte e automaticamente isso levantará momentos dela compartilhados com sua mentora. Como impedir que isso aconteça, tendo em vista que as informações sobre sua pessoa podem cair no colo de Ali – caso a antiga Queen tope essa ideia de jerico de remontar o passado da irmã – e das Liars?

 

PLL-6x15---Radley

Sara é desequilibrada, mas não se sabe a fonte disso. Isso precisa ser explorado, com certeza, pois quero entendê-la também, não só Charlotte. Até aqui, só a vejo como um auxílio conveniente para as meninas chegarem n@ nov@ vilã/o e um apego da parte dela em querer manter vivo o que acabou morrendo – Dollhouse, o jogo e a idealizadora. Não consigo prever uma vida longa para essa personagem por ser justamente uma ponta solta. E pontas soltas não falam por muito tempo.

 

Outra coisa, não acho que Sara esteja envolvida de novo no jogo, pois ela apareceu neste episódio muito convicta do que quer. Aparentemente, ter acesso a Ali é só um meio para um fim.

 

Só que aí temos o rombo na parede de um closet que não se sabe para onde dá acesso, o que reforça a ideia de que a dondoca é a nova inimiga de Rosewood – e não podemos descartar fatores de distração que os escritores usam em forma de personagens para camuflar o real da trama. É só mais mistério que, pelo visto, indica que as mãos dela estão ótimas ou que ela conta com ajuda.

 

Às vezes, penso que Sara só quer recriar a Dollhouse, ser a líder e botar Ali finalmente no local aonde deveria estar desde o começo do “A” Game. As Liars seriam de novo meros efeitos colaterais.

 

Somado a isso, temos também a alucinação de Emily que, como aprendemos em PLL, podem ser verdadeiras. Vide Hanna no hospital recebendo visitas da Ali – e a Rainha da Maldade estava vivinha da silva. Não me espantaria com uma confirmação de que a personagem visitou o seu outro objeto de perseguição, que nada mais é a queridinha da antiga Queen de Rosewood. Isso combina.

 

Para deixar outra pulga atrás da orelha além do buraco na parede, temos as luvas cirúrgicas que Sara usou na alucinação e que apareceu no final do episódio como novo símbolo de A que não é A. Isso bota em cheque o uniforme de atendente de hotel, uma persona que voltou a desaparecer e que acompanha tudo de carro – que lembra muito ao que Sara usou para prestar uma visita ao cemitério.

 

Ou, então, volta a indicar Wren.

 

Duas sombras que realmente parecem uma, mas tá muito na cara, não? Sara tem essa obsessão por Charlotte e A que não é A começou o jogo para saber quem matou justamente Charlotte. Muitas coincidências para uma trama que não tem tantos suspeitos na roda.

 

Como venho dizendo, não há personagens significativos que possam assumir esse 2º round a não ser uma das Liars. Marlene e Cia. não aproveitaram direito a oferta que tinham e há um risco tremendo de escolherem uma pessoa X para ser a nova A, como aconteceu com Red Coat e Black Widow. Daí é jogar totalmente a trajetória de PLL no lixo.

 

As Liars assumindo os perrengues

 

A que não é A começou o episódio lançando a primeira tarefa da lista de ameaças: o HD do Radley. Hanna sentiu a pressão não só da sua chefe, como também ao confrontar a mãe como se estivesse no ensino médio. Essa Liar continua maravilhosa e parece que perceberam isso ao destacarem-na cada vez mais. Agradeço e muito, pois, depois de Spencer, só ela para liderar esse grupo.

 

Aria saiu da bolha Ezra para ficar na bolha Byron e do bendito taco de golfe. Tenho um sério problema com objetos que surgem do nada em PLL porque nunca ganham profundidade. É só distração, como o facão e o isqueiro que um dia Toby quase foi incriminado. Mesmo assim, foi bom vê-la distante do ex e retomar o Team Sparia em um momento tenso e engraçadinho.

 

Spencer me frustrou ao pegar o celular da Yvonne. Mona foi a pessoa mais sábia em sua curta aparição ao dar um cutucão, pois foi muito ensino médio para uma série que propôs vidas adultas cinco anos depois do “A” Game. Antigos hábitos mesmo neste quesito. Cômodo demais. O único momento inteligente da Liar foi poupar Toby da treta – e sabemos que é por pouco tempo, pois A que não é A sabe aonde dói nessa história e já conseguiu fazer geral morder a uma isca de leve.

 

Mas ninguém tem me irritado mais que Ali. Não aguento a expressão de boa samaritana. Ok, ela se redimiu das coisas que fez, ferrou as Liars e agora quer consertar, mas, sério, cadê a malícia da personagem? O luto por CeCe não deveria apagá-la, mas fortalecê-la. Especialmente quando se recebe uma abordagem de Sara. Incomodou-me demais vê-la simplesmente sair da sala, silenciosamente ofendida, como se a pessoa diante dela fosse a mais temerosa do universo.

 

E me pergunto porque Ali está de fora da sequência de mensagens de A que não é A.

 

Concluindo

 

PLL-6x15---Caleb

Se há uma coisa que as Liars precisam fazer neste segundo round é mostrar que possuem certo controle, como Caleb ao mandar um recado e, de quebra, dissolver vírus na máquina de A que não é A. É minha única esperança daqui por diante, pois não as quero passivas como há cinco anos. Se o/a new bad é imperdoável e é tranquil@ em provocar mortes – como bem disse Marlene –, espero que a afronta gere desafios completamente diferentes das outras temporadas. Que realmente ative o estresse pós-traumático delas, que as façam subir pelas paredes, mas como adultas que são.

 

O que vi esta semana, e nas outras, foi trabalho de primeira viagem. Se A que não é A é a versão mais tenebrosa, já houve conflito de intenção, pois não acho que essa pessoa cairia na do HD e não o espetaria na própria máquina. A não ser que tenha sido intencional por essa figura estar acostumada a ver as meninas cederem. Só sei que essa S6B precisa se encontrar o mais rápido possível. Ou é trama pré-adolescente ou de jovens adultas.

 

Então, agora temos…

 

Agenda da Spencer hackeada + arquivo secreto dos Hastings ou da Hasting aos cuidados de Mona + efeito colateral que a mensagem de Caleb trará na semana que vem. Está na hora do sangue rolar!

 

E que maldade de A que não é A zombando do problema da Emily.

 

E meldels, aonde Aria foi parar?

Stefs
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