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25/fev

Já gostei deste episódio por finalmente ter se empenhado em dar força a uma trama que ainda é movida por alguém que não é creditado/acreditado. Esta semana, Pretty Little Liars investiu bastante no apelo emocional que arrebatou as meninas e que rendeu conflitos interessantes por causa de uma pessoa ainda sem um nickname apropriado. O âmbito pessoal das Liars continua a ser o mais afetado e a negação do revival do falido “A” Game ainda perdura.

 

Um jogo que ainda tem muito conflito de informação por parte do quarteto. Elas vivem no diz que me diz, sinalizando uma bela diferença na hora de compartilhar as mensagens que poderiam ser perigosas não só para uma, mas para todas (e quem estiver no caminho). Havia uma clara falsa segurança atrelada ao mesmo comportamento de não dar bola ao caos que cresce a cada semana. Este episódio fez questão de quebrar mais as amarras, mas as Liars permanecem em inércia.

 

Uma inércia que se apoia no romance que suprime o conflito. Porém, deu certo dessa vez.

 

Afinal, é preciso assegurá-las de uma vida normal antes de A que não é A entrar em cena oficialmente para destruir as expectativas. Sendo assim, foi ok ver algumas Liars revisitarem suas faíscas internas direcionadas aos ex-namorados com mais afinco esta semana. Porém, começo a ser anti sobre o retorno dos casais antigos. Um, tudo bem, mas todos seria surreal. A vida amorosa não é perfeita, nem todos os crush do ensino médio dão em casamento, e apenas acho que Marlene não deveria estragar a conclusão da série dando o que o fandom quer. Seria uma mentira das grandes se todas voltassem com os antigos pretendentes.

 

PLL--6x17---Aria
Ao menos por enquanto, há duas nessa roda. Hanna parece que sente tudo o que um dia sentiu por Caleb em comparação a Aria e Ezra, detalhe que as diferencia no tato de lidar com eles. A primeira Liar sente um ciúme enrustido enquanto a outra fez o que fez para preservar o ex de um vexame literário. Há duas formas de amor aqui, um que ainda alimenta o passado ao ponto de se sentir desconfortável e o outro que toma partido por uma pessoa querida a fim de protegê-la (o que pode ser chamado somente de amizade). Montgomery jamais o deixaria na mão, a não ser que a experiência anterior tivesse sido traumatizante em algum ponto.

 

Se uma delas retomar com os amores passados, ficarei bem feliz, mas não gostaria que ambas fossem bem-sucedidas. Uma Liar voltar para o ex é mais do que suficiente.

 

Por essas e outras que fiquei contente com as segundas chances que Hanna e Aria deram para os atuais parceiros. Está certo que esses romances estão na linha tênue do real e do irreal, pois é fato que PLL não despende tanta energia nesses amores. Fico até com pena de Liam que está completamente a fim de tentar, bem como Jordan. Atitudes que confortam meu coração. Muitas coisas mudaram em cinco anos e é fato que ambas sentem borboletas no estômago mais por estarem diante daqueles que um dia amaram demais da conta. É puro revival e é hora de colocar os pés no chão.

 

PLL--6x17---Hanna
Quero acreditar em Hanna/Jordan, mas não capturei o solo seguro que a Liar clamou em alguns episódios. Eles são ótimos juntos, se complementam como um casal adulto, algo que Liam e Aria não desenvolveram porque ela, aparentemente, fugia pela tangente por se sentir presa ao ex. Só que o fato de Marin decidir casar soa mais como um motivo para dar palco ao conflito mor de final de temporada. A que não é A precisa oficializar que o retorno do jogo é real, como bem indicou o final do episódio. Ela fará uma festança e isso chamará a atenção.

 

Enquanto isso há Spaleb, o casal que não deixa de estar na zona de conforto e que perdeu o ar de novidade por não ter contado com nenhum obstáculo. De um dia para o outro, ambos já estavam felizes e saltitantes, e o conflito para ambos só apareceu agora devido ao vazamento de informação de Yvonne (e que maldade!). Não sei se isso proporcionará um real desafio para ambos e admito que me chocou bastante a dependência emocional de Spencer, desabando pela partida de Caleb. Até diria que é amor, mas pareceu receio de perder um porto seguro que a distanciava de todas as coisas ruins que rolaram em Rosewood. Sem ele, ela não poderá ignorar que também está inclusa no novo round desse jogo e será forçada a sair da negação.

 

As coisas só pioram para Spencer quando penso em Veronica. Equilíbrio emocional não é o forte dessa personagem e ela foi negada várias vezes pela mãe antes de retornar a Rosewood. Agora com essa de Yvonne, Melissa ficará com todos os créditos e a Liar ficará de fora por, supostamente, ter voltado aos antigos hábitos – sendo que isso cheira a arte de A que não é A.

 

O bacana da história de Veronica é que ela dá indícios de conclusão aos pais em PLL. Enquanto Ella e Byron garantiram seu suposto final feliz, a mama Hastings corre risco de vida. Um gosto tremendo de fim de série, pois, fora as Liars, os demais personagens precisam de finalizações de storyline para calar quaisquer questionamentos futuros. Um artifício inteligente tendo em vista que a/o stalker da vez precisa brilhar sem ter subplot interferindo no processo.

 

Melissa em: miga, sua louca!

 

PLL--6x17---Melissa-e-Hanna
Embora os episódios anteriores tenham sido lentos e sem tanto foco, Melissa contribuiu para esclarecer que sua presença é equivalente ao que tem rolado com os pais: fim de storyline. Como venho dizendo, não há alguém interessante para ser A que não é A, CeCe e Sara conseguiram ser desanimadoras, e é bacana respaldarem cada retorno no que tem acontecido não tão misteriosamente na vida do quarteto. Os antigos de PLL reapareceram para mostrar o quanto estão imunes ou envolvidos com a noite em que A morreu. É válido.

 

A S6B tem frisado bastante o quanto todo mundo tinha motivo para querer Charlotte morta e a meta é descobrir quem levou isso a sério. Depois de Byron, o foco é Melissa, que também tinha razões de sobra para aniquilar A. De quebra, ela continuou interligada a arma atual do crime, o item mais palpável da trama, mais que o buraco no closet de Sara. Uma ponte que funcionou por criar mistério em torno dessa Hastings que esteve envolvida na noite em que Ali desapareceu e fez altas nhacas. Ela é uma mentirosa, o episódio tentou nos convencer disso, mas o flashback contestou esse cinismo ao mostrá-la surpreendentemente frágil.

 

Mais um flashback com Hanna indica que essa personagem pode saber mais do que aparenta e que pode ser um meio forte para juntar as peças sobre o jogo. Reencontrar Melissa em algum momento dos 5 anos me deixou intrigada. O que mais essa Liar viu enquanto viajava em nome da sua profissão? Isso é uma pergunta que, aparentemente, precisa ser levada a dedo.

 

Tudo chamou a atenção nesse retrocesso, mas não mais que o estado deplorável de Melissa. A personagem sempre apareceu impecável, de nariz empinado e pronta para se defender. Achei até que ela estava drogada e não necessariamente bêbada por causa dos olhos fundos. De todos que reapareceram até agora, essa personagem mostrou claro desequilíbrio pós-A.

 

Algo incitado pela ligação de CeCe para Wren? O que foi dito ao ponto de desmoroná-la? Esse cutucão em forma de informação pode dizer muito considerando que ele dará as caras em algum momento – e precisa, vamos combinar. Seja lá o que rolou na conversa entre A e um médico que esteve muito presente na vida da própria Hanna, Melissa saiu de novo como ponte de informação que mais soou como alguma cobrança. E, nisso, voltamos à menção do passado.

 

Em PLL, todo mundo faz o que tem que ser feito para encobrir as nhacas e com Melissa não seria muito diferente. Só que será mesmo que CeCe queria distribuir segredo de geral por aí depois de ter sido descoberta?

 

O flashback mostrou que há muito dos cinco anos que podem casar com o presente. Quero!

 

Quem é Sara mesmo? Quantos anos de carreira?

 

A arma letal e o flashback de Melissa fizeram o sumiço de Sara se tornar desimportante. Bem como o quarto todo bagunçado, sendo que as meninas praticamente viveram naquele lugar no episódio anterior – e não tem rolado salto de semanas em PLL. Não sei qual será o papel do Radley, mas, considerando que a ideia é desenrolar a trama com base na cena do crime, acredito que o sanatório pode ficar para depois. Quem sabe, para uma temporada final.

 

E o que foi o lacre do buraco, gente? Fechado milagrosamente como um portal? Sara simplesmente desapareceu ao ponto de nem cobrar as Liars por terem invadido seu quarto – e neste episódio elas entraram pela porta da frente e não por aquela que Sparia descobriu. Fail.

 

A que não é A está mais valente

 

PLL--6x17---Emily
Fiquei meio indecisa se ria ou se ficava chocada com Emily vs. o carro, porque A que não A finalmente deixou de timidez e mexeu demais com o psicológico das meninas – e isso incluiu Ali, algo que me fez feliz. Finalmente, a pessoa maligna mostrou que quer destruí-las como se fosse um confronto corporal, não necessariamente com base naqueles que o grupo ama. O desejo é enfraquecê-las até alguém dizer o que aparentemente não sabe.

 

Emily estava durona e destemida neste episódio, gostei, mas daí veio essa cena de pega-pega e não consegui levar tão a sério. O que salvou nesse drama cômico foi a descoberta do que deve ser a real arma do crime – que lembra a oriunda da mala de Melissa. De novo, ela também nos deu um novo leque de informações bem plausíveis de considerar.

 

Teoricamente, são dois stalkers. Não sei se conferirá, pois A que não é A estava de boa no Radley, com outro figurino, respirando o mesmo ar das que estavam no quarto de Sara. Contudo, faz sentido ter alguém para encobrir e outro para descobrir. Quem joga no celular pode querer realmente saber o que rolou com CeCe e quem perambula quer silenciar.

 

Mas, intimamente, preferiria que fosse uma pessoa só.

 

No mais, espero que a brincadeira engate de vez, já que as mensagens começaram a ser preocupantes para algumas Liars, bem como as surpresinhas (baixaria com a Emily!).

 

E quem pegou CeCe no meio do caminho?

 

Ali contou para o boy sobre uma faceta de CeCe que não é segredo para ninguém: o ciúme sem fim. Com raiva de Rollins, a menina fugiu e encontrou a morte. Se ela ainda estivesse viva, com certeza daria um jeito de aterrorizar as meninas para centralizar a irmã na sua vida.

 

Só sei que a S6B parece promissora agora, mas só porque está chegando ao fim.

 

PS¹: qual é a desse Damian? Pago por A que não é A?

 

PS²: Não sei o que pensar sobre Ali e Rollins, mas espero que dê certo.

Stefs
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