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17/fev

Fico bem contente em ver Klaus em desvantagem, pois não aguento, desde os primórdios, essa tal de invencibilidade constante. Uma hora o personagem tem que sentir que morrerá e para isso é necessário chegar muito perto de empalá-lo. De preferência, alguém que não seja da família. Um  sonho impossível, mas os desdobramentos em torno do cavalinho me fizeram acreditar nessa possibilidade. Inclusive, me fizeram gostar um mínimo de nada de Aurora (que não sentia falta)  porque seria igualmente surreal o híbrido retomar a posse da tal arma letal. Tem que tremer mais o bonde dos Mikaelson porque não dá para lidar com essa ausência de direito de resposta dos haters.

 

A tal arma voltou a colocar Klaus e Cami frente a frente. E pensei: quando afirmaram que havia algo mais que poderia colocar os Mikaelson em sono eterno, imaginei uma bazuca regada de carvalho branco. Semana passada, dei uma ignorada no objeto, mas voltei a me perguntar de onde veio esse rumor e como os filhos primogênitos dos Originais ficaram sabendo de algo sem forma.

 

Vejam bem: o cavalinho foi um presente entre irmãos, só subornando um deles para saber do que o agrado foi feito. Nem quero pensar que quem fofocou foi Rebekah, o que não duvidaria. No máximo, aceito o Mikael, aquele que detonou os Strix.

 

Assim, não faz tanto sentido as sire lines saberem da existência dessa arma, sendo que, em tese, nunca saiu do domínio e/ou das paredes da família. Sem contar que só Klaus, em tese, sabia do que o cavalinho era feito. Embora seja uma ideia até que cabível por conta da profecia, que também cita alguém da família, a inserção disso na storyline dos primogênitos não casa. Klaus e Rebekah eram crianças quando esse objeto foi feito. Como o boato chegou ao alto escalão das linhagens, sendo que os Mikaelson só se transformaram em monstrinhos anos depois?

 

TO-3x12---Cami

Fora isso, Cami continuou a ser excepcional em querer seus pertences em troca do cavalinho. Momento que lhe deu o direito de esclarecer um pouco mais sobre sua nova versão que também sentiu um pouco de dor diante da breve treta em busca do objeto. A personagem mostrou que suas novas atitudes não são uma questão de arrogância ou de tirar sarro da cara do híbrido. Trata-se de uma questão de estar no controle, de estar em equidade em uma briga, de ter vantagem. A nova vampira do Quarter mostrou que quer lutar sozinha tendo a dianteira de conhecer o inimigo na palma da mão. Claro, sambou, só não gostei tanto assim do pedido de desculpas, mas tudo bem.

 

Não querer sentir medo e estar em desvantagem denunciaram mais do caráter vampiresco da personagem. Cami sempre ficou de fora dos barracos no Quarter e quando era incluída ou nem fazia ideia ou era usada como efeito colateral – como no final da temporada passada. Por viver sozinha, e ao mesmo tempo entremeada no caos dos Mikaelson, é compreensível vê-la almejar controle, querer cuidar de si mesma, porque agora há poder para isso. Vamos dizer que a transição lhe deu a independência que não havia contra o sobrenatural já que, no passado, era uma praxe arrastá-la para o drama mais como isca que arma influente. Agora o jogo virou.

 

Cami só repetiu o que Klaus lhe ensinou por osmose: ter uma proteção e uma vantagem. No caso, Vincent e a arma letal. Ela foi movida pela coragem enquanto muitos agiriam pelo medo, especialmente de morrer. A personagem ainda teve a pachorra de afirmar que o híbrido jamais a machucaria, outra verdade que se concretizou e que mostrou o quanto a psicóloga está consciente dos arredores e até sabe aonde atacar. Só não manja de se proteger do ataque propriamente dito que não vem unicamente de um vampiro, como também das bruxas.

 

Enquanto ela continuou no controle, Klaus teve que amargurar o fato de não ter influência alguma na vida da sua antiga psicóloga. Não tê-la embaixo da suas asas e não obter o que queria imediatamente o frustrou e foi ótimo. O híbrido sempre amedronta todo mundo, sempre encontra outro caminho no tabuleiro para sair vitorioso, só que dessa vez o banner escrito loser lhe caiu bem. Cami o colocou no devido lugar, mas nada melhor quando uma bruxa faz isso.

 

Quando o híbrido é simplesmente esquecido e tem seu pescoço quebrado pela segunda vez em dois episódios, só me restou aplaudir. O personagem precisa disso, principalmente por ter provocado o que provocou na temporada passada. Continuem que tá pouco!

 

TO-3x12---Davina

Falando nas bruxas, Davina me deixou cheia de expectativa diante da vantagem de também saber do segredo dos Mikaelson, mas pedi para ser trouxa. Ela tinha uma chance de destruí-los, como há muito tempo não acontecia, e voltou a jogar no seguro em nome do Kol. Please!

 

Preciso me conformar sobre o fato dessa personagem não evoluir e continuar frágil, manipulável e volúvel. Com esse desejo de trazer o crush de volta, só resta largá-la de mão, principalmente porque tudo o que lhe acontece já atingiu o nível do previsível. Davina teve a faca e o queijo na mão e não fez absolutamente nada. A não ser avisar Cami que a busca pela arma também vinha de Aurora. Amei demais a cena em que ela espia Klaus e Hayley. Um suspense para render em nada.

 

No fim das contas, tornaram Davina aquela personagem que Plec ama trabalhar: iludida e que só gira em torno do crush. Volto a frisar: ela viveu todos os perrengues do Quarter, experiências que deveriam amadurecê-la e fazê-la menos ingênua. Só que agora ela faz a cega diante da obviedade de que um feitiço das trevas não lhe trará dor de cabeça. A diferentona da bruxaria acredita piamente, considerando seus altos e baixos, que trazer Kol não a fará perder algo importante. Triste demais!

 

O que mata é que Davina não pergunta nada e ruma conforme suas crenças que são tão fracas quanto seu posicionamento na trama. Honestamente, a mandaria para TVD, pois a turma de lá age assim atualmente. O aviso de Ariane me fez revirar os olhos, porque não há potencial nessa história. O que resta é ter fé em Aya, a que promete algo grande para a adolescente que empacou no tempo.

 

TO-3x12---Aya

Falando em Aya, essa mulher me fez lembrar que ainda não mostraram como Tristan foi transformado pelo Elijah. É algo que não consigo visualizar, tendo em vista que o primogênito nunca escondeu ser um tremendo desequilibrado e um baita controlador – especialmente quando Aurora está na roda. Ele não faz o perfil desse Mikaelson.

 

No mais, o flashback dela, que envolveu o início do Strix mais o massacre – e o fato desse Original ter se apaixonado pela milésima vez na vida –, foi bacana e enriqueceu mais o episódio que só teve como ponto de atrito o cavalinho. Elijah largando mais alguém de mão por causa de Mikael, alá.

 

Daí entramos em Marcel e acreditei que ele brincava com Elijah e com Aya por causa do seu disfarce. Quando ele comenta da popularidade, não houve como contestar. É o que o faz forte e influente. O cara tem o Quarter na palma da mão e derrubar qualquer vampiro que perturbe a paz é um processo automático. Assumir a liderança do Strix foi uma baita reviravolta surpresa e espero que renda algo legal, porque essa de duplo agente já deu. Gosto muito do personagem, mas ele tem sido um inútil na trama. Muito me aliviou ver que se tratava de outra parte de um plano maior.

 

Agora, Marcel está em completa exposição. Isso pode aumentar a ira de outros membros do clube e até do próprio Klaus, já que o pupilo estará mais suscetível a morrer por causa do novo posto.

 

Pior que isso só ele defendendo Davina chamando-a de criança. Na hora de puxar o tapete ela era uma jovem adulta e Regente, né? Falso!

 

Finalizando

 

O episódio fez o que tinha demorado para acontecer: deixar os Mikaelson em desvantagem e muito mais neuróticos. As bruxas também tiveram uma grande influência esta semana, não só por terem passado a mão na arma, mas por centralizarem Aurora mais uma vez. Tenso é que entregaram logo quem é o novo dono dessa arma letal e já faço contagem regressiva para ver a vampira morrer – que foi esperta em fazer balas de carvalho branco.

 

E essa dos Strix cientes de outro meio para se libertarem da sire line? É cada uma!…

 

E cadê Lucien? Não que eu sinta falta, nunquinha, mas…

 

E essa do cavalinho continua sendo uma piada interna. Às vezes, acho que é só distração.

Stefs
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