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07/fev

O que eu disse sobre as bruxas contribuírem muito com The Originals? O que eu disse sobre as bruxas trazerem mais energia aos episódios? O que eu disse sobre as bruxas serem as melhores coisas que já aconteceram no Quarter? A resposta para todas essas perguntas é bota mais coven que tá pouco. Estou pra lá de satisfeita com o início do segundo round desta temporada, fatos reais.

 

Sem a presença de Aurora e de Lucien (amém!), tudo ficou nas costas de Aya. Nunca serei capaz de descrever o potencial dessa mulher, talento escancarado desde a sua primeira aparição em TO. Foi ótimo vê-la em destaque como a nova líder do Strix, detalhe que ficou claro na semana passada, mas uma confirmação com festinha sempre cai bem. Tracy é maravilhosa, encarna sua personagem com extrema elegância e faz tudo tremer com um simples gesto. Basta só engrossar a voz e altear as sobrancelhas que o recado chega como um soco na face do remetente. Né, Marcel?

 

Aya foi responsável em expor os próximos passos dessa trama que ainda se apoia na profecia. Além de sondar para ver quem ainda era confiável, o que deu uma tremidinha por causa do Marcel, a vampira introduziu o coven do Strix. Além disso, centralizou a arma letal – que tenho quase certeza que metade das pessoas nem se lembrava mais – que botará fim nos Mikaelson. O que esperar disso tudo?

 

TO-3x11---Aya
Em uma curta cena, deu para captar a diferença da liderança de Aya com a de Tristan. Ele acreditou na força em números enquanto sua sucessora se apoia em todos os meios para se manter viva – e automaticamente os migos. Um custe o que custar que desvendou um grupo de bruxas intituladas de Sisters. Meninas órfãs, perdidas na vida, que trouxe de volta para o cerne da trama pequena Davina.

 

Sou suspeita para falar dos covens de The Originals e é bem fato que gostei do clima desse que pertence ao Strix. Puro mistério! Consigo imaginar uma treta tão linda com a turma do Vincent – que com certeza atenderá os Mikaelson, como manda o roteiro. Já podem começar!

 

Quem roubou a cena na zona bruxaria foi Ariane, a novata (Haley tão linda!). Confesso que estou bolada com sua morte antecipada, porque os ditos spoilers insinuaram parceria com Davina e a única coisa que rolou foi o passeio no mundo dos ancestrais. O ataque de Elijah foi convincente, uma cena marcante, quase uma tragédia shakespeariana e trágica de linda, tanto no ato quanto no argumento. É fato que os Mikaelson não deixariam viver quem sabe tudo ou um pouco da vida da família. Uma pena, porque a personagem só aumentou a curiosidade sobre como funciona o coven do Strix. Espero que seja mais impetuoso que os paranauês do Vincent.

 

Quero tretas!

 

Davina em: me dá uma storyline, nunca pedi nada!

 

TO-3x11---Kol-e-Davina
A chegada das Sisters na vida de Davina só me fez lamentar. Mesmo pequena, a personagem mostrou que tinha voz nos primeiros episódios desta temporada. Sem contar que ela matou alguém pela primeira vez, o que exigia mais que a perda do título de Regente. Precisava de duelo de caráter para fazê-la finalmente encontrar e compreender o seu papel como bruxa. Desde que se entende por gente, essa moça é engolida por outros grupos que barram sua independência na história.

 

Se há uma personagem que a escrita tem falhado de um jeito intermitente é essa. Não permitem que a bruxinha evolua. The Originals demorou muito para encontrar seu ponto de romantização e aqui está ele: uma garota correndo atrás do boy, sem limites. Já disse que sou a favor do amor, mas o que isso trará para a vida de Davina a não ser um companheiro que nem mais bruxo será (considerando que trouxeram o Buzolic e não o Sharman)? Ele será tão inútil quanto ela, verdade seja dita!

 

Davina foi anulada pelo desejo de trazer Kol de volta, algo que não acho tão ruim porque Rebekah fez a mesma promessa. Mas cadê os danos colaterais sobre o que Vincent e Marcel fizeram com ela? Só gelo e dar de ombros da sua antiga comunidade? Isso não é o bastante!

 

A atuação de Danielle melhorou muito ao longo da sua passagem em TO, mas não dão oportunidade. A última vez que ela saiu para o mundo foi lá na S1, o que lhe deu a minúscula chance de lutar por si mesma – outro ponto falho porque Davina é adolescente e viu muito mais que qualquer pessoa da sua idade no Quarter. O que começou a acontecer é um retrocesso, a Colheita 2.0, em que a personagem não escolheu o dark side porque quer fazer justiça, mas para trazer o boy de volta. É bonitinho, é, mas, de novo, Kol não voltará como bruxo. A diferença será nula na vida dela e o resultado será o mesmo, ou seja, mais um coven querendo sua cabeça.

 

Não nego, gostei da busca pelo Kol e da maneira como retrataram os ancestrais – só achei meio sem noção Kolvina se esconder daqueles que tudo sabem, mas ok. Sempre será um acalento ao meu coração ver meu Mikaelson favorito em cena, porém, esse é outro ponto que The Originals precisa ou resolver de vez ou abandonar – isso, desconsiderando cancelamento. Da mesma forma que o vai e vem da Rebekah irrita, o mesmo vale para esse irmão que até então não vejo uma utilidade. Só se voltar como bruxo (traz mozão Sharman de volta!) ou ser uma das pessoas da profecia.

 

Como vampiro, Kol será só mais um, pois Klaus e Elijah dominam a trama. Não há o que dividir. Ao menos, não nesta temporada em que tudo está claramente centralizado neles e na Rebekah.

 

As promessas de amor me incomodaram unicamente porque Davina voltará ao flop. Revoltei quando Josh – tão bom revê-lo – a impulsionou a correr atrás do mozão e depois fez fofoca para o Marcel. Minha única esperança é um frente a frente dela com seu antigo protetor, pois ambos agora são do Strix. Pelo menos nisso a bruxinha precisa fazer jus, porque o que o reizão do Quarter fez não tem perdão. Foi com boas intenções, mas a humilhação que se seguiu pede tortura.

 

Entrevista com Cami

 

TO-3x11---Cami-e-Klaus
Pensei que odiaria a versão vampira da Cami, mas meu coração ficou em paz, ao contrário do embaraço que foi acompanhar o mesmo rolar com Elena e até com Caroline na sua fase desligada. As meninas de TVD realmente tiraram meus nervos do lugar e a psicóloga me entreteve.

 

Quem acabou sendo irritante nesse quadro foi Klaus, aquele que queria poupá-la, que não queria que ela se tornasse outra pessoa (???). A personagem já chegou no samba na cena do bar, agindo do jeito que cogitei. É impossível odiar essa mulher, fato mais do que comprovado depois deste episódio.

 

Tolos foram aqueles que acharam que o controle escapava de Cami. Na realidade, ela estava 100% no controle de tudo, segurando o volante e norteando a vida dos Mikaelson como uma tremenda motorista. Ela experimentou desde sedução, barganha, zombaria e a própria psicologia, pondo em cheque a ideia de que agia com base nos seus sentimentos intensificados.

 

E não era nada disso. Nada da formulinha batida de TVD.

 

O melhor dessa nova versão da personagem foi o uso da própria profissão para enganar. O diferencial começou aí e só me restou respirar de alívio. Aurora não sabe, mas deu força a um combo de manipulação claramente muito nato. Ser psicóloga sempre foi o escudo de Cami, o meio que buscou para entender os outros e a si mesma. Uma defesa que virou ataque.

 

No começo, achei apressado demais o fato dela dominar a hipnose, mas, convenhamos, Cami já hipnotizava qualquer um em palavras. Klaus, maior exemplo. A personagem sempre soube chegar nas pessoas e dizer a elas o que precisam ouvir com base em linguagem corporal, relatos e desvios na conversa. Ferramentas usadas a torto e a direto neste episódio e que podem ser aperfeiçoadas.

 

TO-3x11---Cami
Vide a cena com Hayley. Que atuação! Leah Pipes, que mulher! Acreditei nessa safada, embora tivesse lá as minhas dúvidas, pois a personagem oscilou várias vezes no decorrer do episódio e foi meio difícil saber se isso era problema dos seus sentimentos intensificados – até é, mas a danada manteve a compostura – ou fingimento. Choquei com o twist!

 

Outro ponto de destaque dessa nova fase da Cami é que, ao contrário da suas amigas de TVD, ela não aceitou as críticas por agir do jeito que agia. Ou como deveria ser no vampirismo. Ninguém ali tinha moral para lhe dizer nada e é aí que vemos a diferença. As transformações de Elena e de Caroline foram condizentes com suas storylines, mas os problemas vieram depois. Algo que temia pela psicóloga, pois a meninada de Mystic Falls se tornou dependente de um macho Alfa. Klaus queria ser esse Alfa e se frustrou porque sua querida lhe mandou um beijinho no ombro.

 

Vamos relembrar que Elena seguiu Damon – e teve aquele maldito sire bond – e que Damon só queria Elena como vampira. E Klaus queria Cami como humana e ela foi lá e meteu um NOPE!

 

Klaus foi sufocador, não tanto quanto Damon porque Damon vence em todas as categorias de egoísmo no amor, mas mostrou o quanto os minos de Plec têm essa necessidade de comandar as minas. Não, miga! Por essas e outras que é uma certeza que Narducci equilibra essa mulher. Não há dúvidas que Cami seria insuportável se dependesse de Julie e Dries. Que morte terrível!

 

Ergui minha varinha quando Hayley deu uma baita chamada de atenção no Klaus, outra coisa que a turma lá de Mystic Falls pecou muito por ter deixado as resoluções do universo nas costas dos Salvatore. Elena, Caroline e Bonnie simplesmente pararam de intervir uma na vida da outra, porque os mozões valiam mais seus respectivos tempos. Minto?

 

Cami não precisava encontrar a si mesma porque ela foi transformada consciente do seu papel, da sua personalidade e do que era o vampirismo – Elena viu tudo isso e foi resumida ao sire bond. Por ter acompanhado todas as tragédias do Quarter e por compreender psicologicamente todas aquelas pessoas, a psicóloga virou uma ameaça fulminante. Não pelo sangue, não pelo dark side, mas por saber demais de todo mundo e aonde se encontra cada ferida.

 

Não menos importante, por saber exatamente quem ela é. Uma hora a veremos oscilar de verdade com relação ao seu caráter, o momento dos fatídicos estragos, mas, até lá, essa mulher ainda luta por si mesma, vide furto na casa do Lucien para resgatar seu legado.

 

Um dia considerei Davina para ser inimiga dos Mikaelson, mas a bruxa foi perdendo a vez conforme os desfalques da sua storyline. Agora, Cami? Gente, ri alto dessa reviravolta! Sensacional! Já cobrei alguém para ir contra os Originais, ir contra mesmo, e estou dando saltos por essa personagem ter sido a escolhida para esse trabalho.

 

O soco foi seguido: arma letal é o brinde do Klaus para Rebekah e o cavalinho parou justamente nas mãos de uma pessoa que não é mais tão amigável assim. Mortinha estou!

 

Cami sendo mais esperta que a Freya que foi a responsável pela Serratura. Alá!

 

Concluindo

 

TO-3x11---Hayley
O roteiro deste episódio é aquele redondinho que gostaria de imprimir e lançar na face dos migos do writer’s room de The Vampire Diaries. Sabe quando você se pergunta por que diabos não fizeram o mesmo com Elena e Cia.? Qual era a dificuldade (a gente sabe quais eram as dificuldades)?

 

Este episódio mostrou tudo que TVD não faz desde a S4. Não houve dificuldade alguma em manter uma recém-vampira ainda brilhando como se só estivesse em um péssimo dia. Não houve dificuldade em deixar Hayley arrasada pelo Jackson do jeito mais humano e perfeito possível, sem recorrer a alucinógenos. Não houve dificuldade em fazer as pessoas se imporem contra um sufocador que queria a garota de tal jeito X, independente da mudança que ocorria na vida dela. E não houve dificuldade das bruxas terem pleno domínio na trama.

 

Nessas horas que meu coração dói por The Originals. A série falha, peca, se perde, tenta enganar, mas respeita os personagens. Ao menos, até então.

 

Agora…

 

Ariane está mesmo morta? Ainda duvido, gente! Ela cortou o pescoço do Josh, ué.

 

Quem tomará o cavalinho da Cami?

 

Quando é que Marcel será desmascarado e fará algo de útil no Quarter?

 

Quem bateu no Kol? E como Kol conhece o coven do Strix?

 

E alguém me dá a Hope porque não aguento as expressões de fofura dela.

Stefs
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