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17/fev

Taí um episódio que gostei bastante. Óbvio que não teve nada de bom, a não ser a introdução agora oficial da caçadora, mas me entretive. Deve ter sido por causa da energia dos desdobramentos coordenados por Damon que me lembrou um pouco do Quarter de The Originals.

 

Damon parecia o Damon que um dia tanto amei lá na S1-2-3. O que me deixa descontente é a insistência de usarem Elena para justificar qualquer comportamento dele, sendo que o personagem sempre amou e preferiu ser imprudente. Sempre preferiu uma vida sem freios. Neste episódio, o Salvatore estava em seu habitat natural, regado de irresponsabilidades que trouxeram de volta sua versão indesculpável. E, claro, muito mais interessante de acompanhar por ser o oposto de Stefan. Ele gosta da zoeira, gosta de conduzir e de ser conduzido para espaços em que não há regras. E Santa Gilbert nunca teve algo a ver isso.

 

TVD-3x12----Damon

Simplesmente porque Damon voltou a agir conforme seu true self e ignoro completamente essa de “agiu na própria dor”. Se tivesse agido pelo que tinha feito com Elena, a sua humanidade teria sido desligada – muito mais a cara dele. Por essas e outras que não aceito em ter o melhor desse personagem só porque ele queimou a namorada – ou por culpa dela, tipo??. Ela até foi “tratada” como uma libertação, e foi, mas não é segredo para ninguém que esse Salvatore prefere se sentir livre para ser/fazer o que bem entender. Mesmo no relacionamento, o vampirão fugia do tédio de pagar de correto porque isso não o fazia feliz.

 

Não fez sentido usar Elena como força motivadora de comportamentos e de atitudes que pertencem a personalidade de Damon desde os primórdios da série. Com a namorada ou sem ela, é fácil visualizá-lo na zona de Julian porque é mais a cara dele a ficar em casa diante da lareira.

 

Fora essa reclamação, Damon me fez feliz como há muito tempo não fazia. Amei a cena inicial dele, esperando alguém para fazer de vítima, somado ao aparecimento no Mystic Grill, mandando ver em um dos coleguinhas de Julian. Obviamente que as melhores interações foram as do ringue, não só por terem dado ao personagem uma minúscula brecha de história afastada dos perrengues da cidade, mas por distraírem com animação mais um roteiro vazio. Foi diferente tendo em vista que essa reunião de vampiros dominando um lugar é muito The Originals, mas caiu bem.

 

Melhor que isso só Julian, um ser que comecei odiando, continuo a odiar, mas reforçou essa nuance mais light da temporada e ao mesmo tempo mais eletrizante. Uma pena que tenha morrido justamente em um momento que a trama pedia um diferencial, mas não havia mais espaço para o personagem. Especialmente porque Stefan só sabia repetir a mesma coisa sobre ele.

 

E já que citei Stefan: para sempre frustrante, né? Da mesma forma que não aguento mais Damon citando Elena para tudo, a posição de babá do Salvatore mais novo está me dando nos nervos. É babá da Caroline, é babá do irmão mais velho, é babá da Lily, é babá da Valerie… Quem mais? Tudo bem que ele finalmente conquistou algo meio impactante para fazer, só que não passou de uma união do útil ao agradável: o vampiro não fazia nada e o padrasto não tinha mais cota de trama. Houve o encerramento de um disco furado, pois eita coisa chata de “Julian tem que morrer” seguida de altos planos tontos – sem backup, sem trabalho em equipe, sem nada. Só impulso e desejo.

 

TVD-3x12----Stefan

Matar Julian rendeu ao Stefan um bom momento fora da bolha Caroline/Valerie. Antes tarde do que nunca, esse Salvatore fez algo que preste sem tocar um plano inspirado em um post-it mental. O vampiro continua empacado na mesma caracterização desde a S5, se é que posso chamar de caracterização já que ele também perdeu muito do seu true self, e vê-lo agir com sangue nos olhos pra cima do padrasto me fez um bocado feliz.

 

Fato é que Defan precisa abraçar mais as maldades da vida por conta própria. Ser impiedoso a essa altura do campeonato não machucaria ninguém – e machucará conforme os flash-forwards.

 

Outra cena muito boa foi a reação de Stefan ao saber que Damon “matou” Elena. Esperei só um soco como resposta ao impacto da notícia, mas daí rolou outro enquanto aqueles olhos lindos do Paul se enchiam de lágrimas. Como disfarçar o sentimento que ainda existe da parte de um sobre o OTP? Mais doloroso que isso, só a cena dele no carro. Como proceder?

 

Sendo bem honesta, nem esperava uma reação dessas. Acreditei que só seriam os socos, pois Stefan se manteve – e continua – tão distante de Elena ao ponto de transmitir que ela não representava mais nada em sua vida. Considerei só uma poker face básica seguida de chamada de atenção, finalizando em um inconformismo calado. Fui enganada!

 

Elena ainda é muito presente entre Defan, e não sei se isso é bom. Ok que as showrunners adoram inserir a treta a menor oportunidade, mas está na hora de desapegar dela. Sério, não aguento as menções sobre a personagem, sendo que claramente nem Nina se importa mais com TVD.

 

Nesse momento, destaco o seguinte: Damon foi esperto em indagar Stefan sobre “não te abandonarei jamais” dito no episódio passado. Falar é fácil. Difícil é cumprir.

 

Os perdidos na noite

 

Eu sinto tanto pela personagem da Candice. Caroline sempre teve potencial em TVD e não me conformo no quanto a vampira perdeu com a troca de showrunners. Apesar dos pesares, o poder dos gêmeos incitou um pouquinho a curiosidade, pois quero saber dos efeitos colaterais. Quero saber o que essa duplinha de esponjas causará roubando o poder vampiresco da mãe. Queria que essa absorção tornasse Forbes humana no final das contas, porque sou dessas que daria um reboot nas girls da série. Afinal, as transições para o sobrenatural delas foram iguais a vários nada.

 

Daí, caímos em Valerie, outra que desapareceu e tem a mesma função do Stefan na trama. Foi justo vê-los envolvidos na derrota de Julian, o casal vingador, mas não passou de outra brecha para unir o útil ao agradável. É preciso fortalecê-los levando em conta o futuro. Caroline nem sabe, mas simplesmente entregou o boy de bandeja enquanto é sugada pelos bebês malignos da Jo.

 

Bom mesmo é ser o Matt. Algo me diz que Penny é quem lhe dará a família que o impulsionou a ser parceiro da caçadora. Já fico triste, pois está aí uma pessoa que queria ver eternamente feliz, longe dessa cidade flopada e desses amigos que ninguém merece – a não ser a Bonnie. Pelo visto, a relação dos dois se tornou o mundo para o policial que não hesitará em entregar Stefan para Rayna.

 

E estou tão feliz com isso porque Donovan está do jeitinho que sempre quis desde que começou a resmungar o quanto Mystic Falls deixou de ser sua cidade e o sobrenatural uma droga.

 

E o que dizer da Bonnie voltando a agir como a leiga da magia? Sério mesmo que ela repetiu os mesmos erros da temporada passada? Abraçando um plano, indo às cegas, sem bolar nenhuma defesa? E saiu por aí sem avisar ninguém da panela? Isso me irrita tanto, mas tanto, porque antes TVD desenvolvia o conflito em torno de todos os personagens, garantia aquele mutirão contra um mal comum, e agora ninguém depende de ninguém. Não me conformo com o quanto a bruxa também deixou de ser funcional para a trama, como Caroline. Moças que deveriam assumir essa temporada sem Elena e acabaram esquecidas entre as meninas Heretics.

 

Contra Nora, não há argumentos. Personagem feminina que tem roubado a cena.

 

E agora…

 

TVD-3x12----Rayna

Enzo virou um personagem tão sem pé e nem cabeça que o ressurgimento dele foi tão X quanto a promoção do Malarkey para regular. Agora, ele tem relação com a caçadora e, de quebra, a rejuvenesceu. O que esse zero à esquerda ganhará com isso a não ser beijão da Bonnie no futuro? Mais uma vingança igual a contra o Stefan que surgiu do nada e terminou em outro nada?

 

A esperança desta temporada agora reside nos braços de Rayna, cujo histórico soma a caçada dos Heretics/aqueles que passaram pelo tormento da pedra fênix. De quebra, ela tem força extraordinária e é imune a magia básica de Bonnie. Muita promessa e só quero ver a desenvoltura dessa moça no meio da ação. Essa personagem parece realmente implacável e com bons argumentos para ludibriar menino Matt – o que me faz crer que essa cidadã matou a família dele.

 

Com sua presença, o futuro vem aí e só quero ver a soma desses flash-forwards na íntegra.

Stefs
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