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07/fev

Então é o seguinte: depois de quase sete anos, geral descobre quem é o empaca-vida e percebe que Mystic Falls é sinônimo de cilada. Roteiro tão tardio quanto ao do episódio anterior, mas houve uma sutil diferença: resgatar quem realmente são Stefan e Damon Salvatore e fazê-los refletir sobre isso. Quando focam em Defan, é meio difícil eu não curtir o capítulo da semana, fatos reais.

 

Este foi aquele momento em que o passado retorna e morde na traseira, e Defan buscou solidez no presente depois da experiência no inferno pessoal. Uma viagem no tempo que não tinha terminado e que requereu uma resolução. No caso, assumir o último fio que os prendia e os impedia de viver dentro da sua dita própria e verdadeira natureza. Uma pesquisa pessoal que faria Tefinho ser de novo o herói do topete e seu irmão o monstrinho da lagoa azul. Resumindo, os caras das primeiras temporadas.

 

O inferno pessoal não era só sobre encontrar algo bloqueado dentro de si e arrebentá-lo, mas de liberação, e a revelação sobre o que ainda os segurava não foi chocante. Acredito que meio mundo sabia que o problema de Stefan sempre foi o Damon e que o problema de Damon sempre foi a Elena. Obviedades que até foram muito bem exploradas neste episódio, temperado com um pouco da tristeza de um e do azedume do outro. Ambos não queriam continuar nessa brincadeira, só que precisavam assumir que algo ou alguém os impediam de retornar à estaca zero.

 

Stefan jamais admitiria que Damon o empaca. Damon jamais admitiria que Elena fazia o mesmo.

 

Até que um admitiu.

 

Esse roteiro foi daqueles que deixa qualquer um rebobinando a série diante dos créditos finais. Ao menos, da S5 até aqui, período que foi um tremendo divisor de águas por Stefan ter sido mandado para o fundo do lago e por Damon ter curtido o verão com a Santa Gilbert indesculpavelmente. Detalhes que criaram paralelos deste outro momento que até exigiu muito deles. Afinal, não é fácil assumir quem ou o quê empaca nossas vidas. Ainda mais se for um fator muito pessoal, algo que Defan sempre dá um jeito de sair pela tangente.

 

TVD-7x11---Stefan

Foi digno resgatarem a experiência de Stefan no lago. A situação o deixou destruído – e  ficou por isso mesmo, com o estresse pós-traumático nem um pouco explorado – e foi satisfatório ter esse impasse como apoio do seu inferno pessoal. Porque foi, e muito, doloroso, principalmente no âmbito emocional. O próprio irmão o esqueceu por causa da Elena – e Tefinho ainda quer se manter grudado numa peça dessas, socorro! Relembrar do ocorrido fez cócegas de agonia no meu coração e me fez acreditar que alguém do writer’s room de TVD ainda sabe ligar os pontos – thanks, Melinda!

 

Como disse, saber que Damon era o problema de Stefan não foi uma surpresa. O irmão é uma pedra no sapato dele desde o 1×01, só que na S5 essa indiferença ficou pior.

 

O que me revolta ainda é essa necessidade de Stefan ser babá do Damon, sendo que deveria ser o contrário. Na verdade, nunca deveriam ter mudado a preocupação de Damon com relação ao irmão, mas Katherine aconteceu e ambos nunca mais se recuperaram. Depois, veio Elena, daí o bonde descambou de vez e chegamos a este ponto da série. Aonde um tinha que enfrentar o outro de uma maneira completamente diferente. Foi como ceder o diário para leitura pública (#sdds diários).

 

É bem Stefan saber o que tem que fazer e simplesmente não fazer. A não ser que não tenha solução. Ele jamais deixaria Damon, embora tenha feito isso depois da última escolha de Elena, em que ambos decidiram que o azarado iria embora de Mystic Falls – o que rendeu o bote do Silas. O mesmo se repetiu no inferno pessoal e o personagem se viu na saia justa. O vampiro se libertou por sacar o jogo e garantiu que isso não se repetiria no presente. Tão Stefan Salvatore.

 

TVD-7x11---Damon

Agora, Elena ser o problema de Damon era outra coisa sempre muito transparente. A relação Delena não descaracterizou um, mas ambos. As qualidades venenosas do Salvatore, muito bem enumeradas no final do episódio, perderam o realce. Porém, é bizarro notar que o personagem nunca fugiu completamente da sua essência. Lá na S5, ele se aventurou com Enzo e fez a festa quando a Santa Gilbert terminou o namoro. O que pega aqui é o fato dele ser sempre perdoado. E Stefan alimentou isso de novo.

 

Elena o estragou sim, em diversos âmbitos, e Henry só disse o óbvio: crueldade é com esse Salvatore mesmo. Vide o momento como tratou a mãe, sendo que, mesmo dormindo, a Santa Gilbert ainda era sua namorada. Damon jura que faz tudo por influência da sua garota, mas é mentira. Se fosse, Lily teria contado com uma despedida seca, mas com certa educação.

 

O ápice do episódio foi Damon diante do caixão da Elena. Torci mesmo para que ele soltasse o isqueiro e, quando vi o negócio cair, ri e aplaudi. Gente, sem palavras, melhor momento desta temporada, sem dúvidas. Nem por ser Elena, mas por ter sido inesperado demais.

 

Vejam bem, Damon cuidou com tanto rigor do seu precioso para ele mesmo tacar fogo? Desculpem, mas não teve como conter a gargalhada dessa ironia. Dries e Cia., time de sádicos desde sempre!

 

O interessante é que Stefan e Damon agiram para queimar o último fio de acordo com suas personalidades. Embora as resoluções exigissem o mesmo processo, um se libertou por ter sacado qual era o jogo e o outro cumpriu o que foi mandado norteado pela sua insistência de não querer mudar. Resta saber se ambos ficarão bem e se realmente serão suas verdadeiras pessoas.

 

Gostei muito dos desdobramentos que os levaram a reconhecer o problema, com o apoio dos paralelos que deram força ao texto. O episódio foi curioso, totalmente exploratório, que exigiu um descavar de sentimentos de dois personagens que nunca mais bateram um papo sincero desde que Elena escolheu Damon. Sem contar que essa ideia de dar um reboot na personalidade de ambos calhou em um instante propício, pois o que virá a seguir tem muito cara de fim de série.

 

Daqui por diante, os personagens reivindicarão suas vidas pessoais, mensagem destacada neste episódio, enquanto Defan lutará contra uma caçadora que não é fã de quem viveu na pedra fênix.

 

Matt: o despertar da força

 

TVD-7x11---Matt

Quero dizer que fui mimada pelas séries que assisto e escrevo resenhas esta semana. Elas ouviram minhas preces e TVD resolveu se lembrar de mim ao me dar esse Matt revoltado, delícia. Afinal, havia muito discurso para pouca ação. Bem… até ele pisar na cabeça do vampiro da turma do Julian com extremo gosto, o que tirou meu espírito do corpo. Demorou, mas o vingador aflorou.

 

Delícia mesmo foi vê-lo no flash-forward dando backup para a caçadora. Melhor momento do futuro na minha singela opinião. Único que realmente deu para capturar evolução de personagem.

 

E a pergunta que vale barras de ouro que valem mais que dinheiro: o que a caçadora quer? Só o Stefan mesmo?

 

Concluindo

 

Além de focar em Defan, o roteiro foi preciso em pontuar o que vem aí: a caçadora. Ela deixou um recadinho para Nora (tão bom tê-la de volta!) e já se sabe que essa mulher misteriosa é implacável. De quebra, explicaram a marca de X que aparece em Damon e Stefan no futuro, resultado da experiência no inferno pessoal. Parece – parece – que as coisas esquentarão um pouquinho.

 

Daí Damon não contou para Tefinho que matou Elena. Quero imagens!

 

E mozão Paul fez um ótimo trabalho de direção mais uma vez. Ele manda tão bem em coordenar retrocessos que fico sem palavras – vide 5×18.

 

PS: Matt no Tinder, quero ser match também!

 

PS²: Tyler só apareceu para apanhar, como nas antigas.

 

PS³: Ric percebeu que Mystic Falls não presta. Cê nem tinha que ter voltado, lindo!

Stefs
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