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05/mar

Agora a coisa toda ficou séria e só me restou rir várias vezes de amargura porque chegou a hora do teste cardíaco: a sequência de reviravoltas carpadas. O episódio se manteve firme e forte nos desdobramentos que custaram Rose ao mesmo tempo em que preparava o terreno para um retorno nem um pouco esperado de Philip. De quebra, ainda teve Eve que finalmente se encaixou no flashback, tudo amarradinho e entregue com a maestria que Murder tem.

 

Meldels, já estou bem triste sobre ficar sem Viola por uns bons meses!

 

A busca em preencher as reticências de Rose tornou o episódio mais interessante (já que Philip fez o tímido). O desejo de Wes em lembrar o que rolou no passado foi o ponteiro da trama que continuou focado em remontar o que de fato havia acontecido. Confesso que temi demais a conclusão que o personagem poderia chegar. Bad news é com esse jovem mesmo, socorro!

 

Gostei de vê-lo na terapia, pois não desvalida o impacto do que ele viveu na mansão Hapstall. O diagnóstico de trauma me fez feliz, bem como a ideia de uma dissociação que respaldaria memórias falsas + a morte de Rose, caso Wes fosse o assassino. Uma baita lição de casa que sempre serei suspeita para falar, pois psicologia + traumas muito me interessam (e me pergunto porque não fiz isso para ter Dilmas, embora esteja difícil pra todos).

 

Por mais que esteja distante do conflito by Philip, Wes continuou a ser um ponto de tensão e perdi as contas das vezes em que, conforme rolava as tretas, falei: vai Wes!. Além das informações pertinentes que ampliaram o seu papel na morte da mãe – que não tinha nada de suicídio –, ele se atreveu a debater o próprio caráter mais consigo mesmo que com a psicóloga. Um tremendo ponto positivo, pois não fugiu do peso de tudo que o personagem cometeu/vivenciou até aqui. Vê-lo se indagar foi uma das melhores coisas deste episódio.

 

Como disse na semana passada, Wes sempre transmitiu a sensação de ter um baita temperamento que o impulsiona a fazer coisas sem pensar. E ele acreditou nisso e só celebrei. Afinal, não descartei a possibilidade dele ter matado a mãe no calor de qualquer situação que os pegasse de surpresa (nem ele se descartou, achei mara!) e não sei como me sinto por isso não ter se concretizado. Simplesmente porque já passei da fase de aceitar os estagiários com a sanidade no lugar, salvo Asher que já mostrou o outro lado de si e não tiro esse mérito dele.

 

Como também comentei na semana passada, esse ar de normalidade dos estagiários não está rolando mais. Ninguém é inocente e está na hora de liberar o dark side da turma. Esses personagens, tão ricos na season 1, estão fora da realidade. Só Wes tem representado.

 

Murder-2x13---Wes

Ainda em Wes, penso que ele não ter matado a mãe foi, talvez, para evitar um repeteco já que esse jovem tombou Sam. Um ato que rendeu um win-win, já que Annalise limpou o dele no passado e ele limpou o dela no presente. Uma limpeza pra lá de sanguinária, vamos combinar!

 

No fim, o que baqueou foi a lembrança de uma antiga versão de Annalise, na companhia de Eve, mostrando que nada se tratou de um plano intrincado para aniquilar Rose (ao menos, até que provem o contrário) e poupar Christophe. Foi tudo efeito colateral de um ato que a advogada fez só para garantir o depoimento. A mentira esperta, como a personagem bem disse ao retornar maravilhosamente para a sala de aula. Só que flopou, né?

 

Só sei que encontro alívio no fato de que, até que se prove o contrário, Wes não matara a mãe. Foi relevante vê-lo brigar consigo mesmo, tentando explorar o seu trauma, e jurei que ele tinha cometido suicídio quando Annalise entrou no apartamento. O personagem não está em seu juízo normal e ceder pela exaustão do corpo e da mente não seria lá aquela surpresa. Nunca pensei que diria isso, mas que bom que esse jovem não fez uma burrada dessas.

 

E mal posso esperar para Eve contar sua parte da história (se contar, né?). Tem muito mais embaixo desse tapete, com certeza.

 

Annalise do presente e do passado

 

Murder-2x13---Eve-e-Annalise

Digamos que a Annalise do passado era mais ajuizada, o que aumenta minha curiosidade em saber como ela se tornou essa Annalise do presente. Ainda acho que Rose foi o estopim, desde o momento em que a advogada não ligou para o 911 até a perícia na cena do crime.

 

De tudo que Annalise do passado nos contou esta semana, a gravidez continuou a ter grande foco. Ela disse o quanto estava nervosa e insegura consigo mesma, aumentando a agonia de saber aonde é que essa criança terminou… Se não é um dos estagiários… Se não é o próprio Wes – mas daí entraremos em uma treta de quebra de identidade e fico confusa –, então, quem é? Cadê esse bebê, Bonnie? Fala logo que eu sei que você sabe, miga!

 

Vale o destaque de Eve dizendo que Annalise poderia doar a criança caso sentisse que motherhood não era com ela. Só captei as indiretas e foram incontáveis neste episódio. Inclusive, friso como Keating mudou quando Mahoney ameaçou Christophe e o quanto ficou arrasada em ouvir o little chamar pela mãe que largou para morrer.

 

(Annalise tem o gene de ser mãe ou não teria se preocupado em honrar a promessa feita a Rose. E, anos depois, ser a mãe de mais 4 somando Frank e Bonnie).

 

E Annalise fazia terapia nessa época. Duvido que tenha sido apenas por dúvidas da sua sexualidade, sendo que no presente a personagem parecia muito confortável e esclarecida em ser bissexual.

 

Outro instante que chamou a atenção foi o reencontro de Annalise e Rose pós-reunião com o Sr. Mahoney (que cara nojento, meldels!). Não sei vocês, mas senti que a advogada a instigou por meio da lábia a fazer uma bobagem. E a bobagem aconteceu e só consigo pensar no arremate que com certeza vem de Eve. Para piorar a tensão e acrescentar mais um ponto de interrogação, Keating não finalizou sua ligação para o 911, dando a entender que seria melhor que sua protegida morresse. Assim, o pai de Charles não poderia fazer mais nada contra a família ou a ela. Outro win-win que, de quebra, a pouparia também.

 

Murder-2x13---Annalise-e-Rose

Sem contar que se Annalise tivesse ligado, Rose poderia estar viva. Há casos de sucesso. Só que Murder trabalha com caráter e aí temos uma morte inesperada que caiu como uma luva por tê-la livrado do caso e por ter botado Charles possivelmente na cadeia por falta de testemunhas. A vingança perfeita contra os Mahoney por tudo que lhe disseram. A promessa de uma ameaça entrou em cena sem ao menos Keating precisar sujar as mãos.

 

A penitência por não ter concluído o telefonema foi proteger Wes e isso nem deu 100% certo.

 

Ainda penso que há mais a ser contado, só que do ponto de vista de Eve. Vale lembrar que a crush das antigas de Annalise se viu passada com tudo que aconteceu e indagou o que ambas tinham feito enquanto assistiam Christophe do outro lado do vidro. Já entrei no piloto automático de que nem tudo é o que parece, embora pense que o flashback tenha acabado por enquanto porque Philip retornou e o quinteto + advogada + B1 e B2 não estão seguros.

 

A Annalise do passado pode não ter o péssimo caráter de agora, mas já jogava para vencer. Metade do que houve com Rose foi culpa dela e Eve foi o acréscimo que nem tinha que ter se envolvido, mas se envolveu para inserir uma dose de pressão para fazer a mãe de Christophe depor. Ato que calhou no tema do presente: mentir para um cliente em uma jogada esperta e não antiética.

 

No presente, essa mulher declarou que não jogaria mais com mentiras, mas lá foi ela criar uma teia extra que está prestes a sufocá-la. Contudo, foi bom demais ver Annalise de volta ao seu habitat, engatando o tema da semana sobre mentir e segurar a mentira. Ao vê-la jogando e barganhando com Denver, celebrei porque a personagem voltou a ser fodona e ri horrores das expressões de vitória – que viraram expressões de tensão. Keating pode ter tentado lavar as mãos e se achado esperta em pedir imunidade, mas acendeu o farol Sinclair.

 

E meio mundo quer destruí-la, né? Annalise só deu mais motivo ao ceder aqueles vídeos na tentativa de se livrar de qualquer investigação sobre Philip. Só que transferir a dor de cabeça não deu muito certo, porque o gato a puxou pelo tornozelo.

 

Concluindo

 

Murder-2x13---Rose

Você sabe que um roteiro não lhe faz de trouxa quando te engaja e jura que errou durante a edição ou na escrita. Fiquei a ver navios quando Christophe saiu correndo do carro e, do nada, vê a mãe tombada, seguindo para o corte que mostra Annalise em fuga. O rebobinar dessa cena minúscula mostrou mais um controle da história da série. Pode haver os redemoinhos confusos, mas na hora do vamos ver a trama mostra serviço e samba demais.

 

A duas semanas do fim, Murder trouxe o maior inimigo e nenhuma festa do pijama o manterá distante. Espero que explorem Philip e Catherine, pois, até então, ambos representam o grande vácuo desta temporada.

 

PS¹: uma hora amei Laurel, depois a detestei. Frank não fez bem a essa moça não – e quero saber porque havia uma escuta em forma de gravador para Bonnie dar uma gansada.

 

PS²: e como Annalise me sai para festejar com Nate e deixa a casa dela aberta?

Stefs
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