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03/mar

Mais um episódio com vários nada. Penso que este foi o mais tedioso de todos da S6B por ser praticamente um repeteco do anterior – salvo apenas por alguns instantes que criaram ganchos sobre o que virá em seguida. New A deu o ultimato para as Liars, o impulso que ainda não é o suficiente para o jogo realmente pegar fogo. Teve outra festa, mais peripécias sem fundamento de Tanner e mais dos casais antigos da série. Chega, né?

 

Perto de um final de temporada, já sinto a ponta de frustração queimar no meu peito. Havia tantas expectativas com relação a S6B e só o que vejo é enrolação por causa do próximo ano de Pretty Little Liars. Só não reclamo mais porque a lentidão da trama e a falta de ataque fulminante se devem porque as Liars estão em um novo arco de vida. Acreditar em um/a stalker, depois de cinco anos de paz, requer o mental e não o visual diante de informações vazadas ou de mensagens na calada da noite. Parte delas está convencida do retorno do pesadelo, mas, além do que está na cabeça, há o emocional e ninguém quer tomar a iniciativa.

 

Uma vez que cutuquem, como Hanna bem fez com o fake drive, chamarão a atenção e darão brecha para a brincadeira ganhar força. Não é à toa que nenhuma delas se moveu de novo.

 

Até então, o quarteto só vê uma pessoa querendo saber quem matou Charlotte, sem muitas opções de obter uma resposta – até porque nem tem por onde começar o que as impede de sujar as mãos. Atrelado a isso, ainda há a ideia de uma segunda faceta que quer encobrir tudo e, mesmo sem querer, este episódio frisou um pouco mais o que Emily disse na semana passada: há duas forças ainda não claras nessa trama. Enquanto as meninas não aceitarem o jogo, não haverá avanços, um detalhe que tem acontecido desde que a S6B teve início.

 

PLL-6x18---Aria

O pouco dado a se pensar foi sobre a pessoa que ligou para Charlotte, dita como dona de uma fisionomia próxima a de Aria. Só que dessa vez não passou de um aceno para quem viria a ser Mona, a personagem que mostrou que não pertence ao combo de aleatórios de Rosewood. Pelo visto, ela foi a última pessoa a ver CeCe com vida e sem saber a entregou para a morte.

 

Esse instante de confusão me fez tremer um pouquinho de felicidade porque o considerei como sinal para a teoria que Marlene afirmou que não seguiria em PLL – independente de fazer referência à Ali ou não –: a das gêmeas. A produtora afirmou que ela rolará e prometeu uma revelação para esta parte da temporada. Queria que envolvesse Aria, mas é o mesmo que pedir para ser trouxa eternamente, né?

 

Voltando à confusão que deu em delegacia, é possivelmente certo de que a tal testemunha que botou Aria em uma situação embaraçosa é A que não é A fantasiado/a de Sara. Claramente era peruca naquela cabeça e já começo a aceitar o fato de que a personagem foi dessa para a melhor. O que não me dói nem um pouco, só me dá alívio! Não consigo vê-la como causadora de tudo isso.

 

Resgatando o buraco magicamente fechado do closet, penso que o/a stalker soube disso e intentou retornar ao hotel por se tratar do quarto de CeCe no passado e por supor que estaria cheio de segredos. Chegando lá, estava tudo lacradinho, o que me faz crer que Harvey é a cúmplice de alguém e criou a passagem que deixou de exercer esse papel porque foi descoberta pelo/a inimigo/a. Isso abre margem para o súbito sumiço dela (fuga ou assassinato) e o reboque do concreto às pressas. Soa como dois lados também.

 

Levando em conta que as Liars nunca foram pegas ali, a não ser pelo/a inimigo/a, algo me diz que as paredes não reformadas do Radley são cartas brancas para o grupo descobrir algo mais do revival do “A” Game que não tem nada do “A” Game.

 

Seja quem estiver por detrás desse jogo, alguém (ou alguéns) quer testar as Liars de maneiras completamente diferentes. Um lado quer aterrorizá-las para manter o silêncio e o outro quer que elas saiam para buscar o/a assassino/a de Charlotte (ou confessem). Por isso aconteceu muito pouco com o quarteto, e esse muito pouco não é levado a sério como antigamente.

 

Se for uma ou duas pessoas, há uma competição, uma corrida contra o tempo, seguida de frustração porque ninguém está indo a canto algum. Aria ser chamada por Tanner pareceu mais um teste para ver se alguém sai da zona de conforto e vai atrás das respostas. E, sinceramente, acho que a mecânica e Mona são dois caminhos diferentes. Pode ser impressão minha, mas está aí um redemoinho imposto para confundir todo mundo.

 

PLL-6x18---Spencer

Fato é que as meninas também têm reagido de maneiras distintas, como Spencer que abriu o jogo para Toby – que não deixa de ser desabafar o problema para a polícia –; Emily continuou a perseguir o dono do carro e farejou no lugar certo enquanto a língua de Aria coçava para revelar o que a tem afligido ao Ezra. Hanna é da ação, mas voltou para a bolha e finge que está tudo bem, mesmo ciente de que não está. O quarteto precisa entrar em concordância e isso só acontecerá quando o inimigo/a da vez mostrar as garras pra valer.

 

Durante a festa de Hanna, deu para notar o quanto as Liars estão desconectadíssimas. Uma falava o que achava certo e a outra passava por cima e assim por diante. Mesma coisa quando conversamos do âmbito pessoal: uma não sabe nada da vida da outra pós-escola. Duvido muito que uma saiba tudo o que uma outra viveu, conquistou e sofreu durante 5 anos. Os flashbacks estão aí para mostrar que nada pós-revelação de A foi conversado entre elas. Não sei o quanto isso é bom ou ruim, pois uma hora o quarteto terá que se unir.

 

O mesmo vale para o elenco masculino que ainda não está completamente inteirado do que tem ocorrido com as suas ex e não estão na mesma página.

 

O flashback Spoby

 

PLL-6x18---Spoby

Que dor no coração! O ocorrido ficou nas entrelinhas, indicando algo semelhante ao segredo de Yvonne. Fiquei triste, mas o que me deixou mais chateada nessa cena foi ver Spencer meio que rebaixar Toby. Essa Liar pode ser maravilhosa (e minha preferida), mas nunca perdeu o desejo de grandeza. Por querer se esquecer de tudo o que rolou em Rosewood, ela provavelmente afugentou para o fundo do cérebro a antiga vida e sugou o lifestyle de Washington. Sem nenhum contato com a cidade Natal, isso diz muito da personagem. Ser bem-sucedida, não importa o que custe.

 

Não é à toa que seu momento, digamos, mais humano foi ao reencontrar Caleb. Uma pessoa fora da sua zona emocional, uma novidade, um bom amigo. Uma soma de fatores que podem ser irreais, mas que têm se infiltrado na minha mente por me trazer essa versão da personagem que não tenho curtido muito. Não sei definir o que realmente me chateia, mas sei que algo me incomoda sobre essa “nova” caracterização da menina Hastings.

 

Fora da bolha

 

O retorno de Peter disse muito da intenção central do finale: as eleições. Inclusive, o personagem plantou uma nova pulga atrás da orelha ao revelar que Melissa foi chantageada. Uma situação que remete a má forma dela durante o reencontro com Hanna. Só que quem fez isso parece interessado/a em querer a mesma justiça por Charlotte, mas optou pelo dinheiro.

 

Ou então, o plano era atraí-la de qualquer jeito a fim de desviar a atenção da morte de Charlotte para ela, criando uma suspeita forte e que já passou pelo faro das Liars incontáveis vezes. Os Hastings sempre foram um mar de segredos e causar alguma coisa na corrida eleitoral de Veronica calha muito melhor que um boicote no possível casamento de Hanna.

 

Concluindo

 

PLL-6x18---Mona

No fim de vários nada, há dois ganchos: a conversa de Emily com Mona e o dinheiro que a mecânica recebeu pelo empréstimo do carro (que me cheira como parceria para atrair essa Liar para pista falsa). Atrelado a isso, quem ameaçou Melissa. O incêndio na festa de Hanna nem considero porque foi muito sem graça e totalmente sem pé e nem cabeça.

 

Adendo: quero muito que Mona se revele como liberta de qualquer maldade que um dia sentiu pelas Liars. Ela é muito incompreendida e ninguém nunca se deu a chance de ouvi-la completamente. Fiquei intrigada sobre o comportamento de Hanna em barrá-la da festa, como se tivesse rolado algo mais no passado que contribuiu para um novo e letal afastamento. Só sei que me tocou a maneira como a personagem reagiu para cima de Spencer, rebatendo uma culpa nada justa de receber, mas inevitável de atribuir por causa do seu histórico no “A” Game.

 

O que interessa é que Ali será inclusa como se deve nessa brincadeira e apenas observo.

 

PS¹: o que Ali faz tanto fora de Rosewood? E como assim Caleb, o rico, não tinha lugar para ficar?

 

PS²: amei mesmo Aria cobrando Tanner sobre o que aconteceu cinco anos antes. Seria surreal se nenhuma das meninas se posicionasse dessa forma.

 

PS³: a mecânica se referiu a um ela, tsc…

Stefs
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