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06/mar

Um belo timing para um hiatus, pois este episódio foi um tremendo divisor de águas para todos os personagens. Um momento propício que dividiu a galera em duplas, enfatizou quem faz/fará o que a esta altura do campeonato e finalmente deu margem para o salto no tempo – outro instante perfeitamente encaixado como se fosse um trailer. Como acontece desde muito tempo, os desdobramentos desta semana me deixaram feliz de um lado e irritada do outro, principalmente quando vejo a kibagem descarada e sem limites em The Vampire Diaries.

 

Kibagem me faz compreender que a preguiça é geral mesmo, até porque a série que conheci como The Vampire Diaries se destacava pela sua escrita única e criativa. Nada como a competição apertar o calo para “reviver” súbitos insights para deixar o programa mais dinâmico – sendo que isso também nunca foi um problema e me abstenho de comentários.

 

TVD-7x15---Rayna

O episódio foi bom mesmo por motivos de Rayna. Quem reclama quando há mitologia, certo? O resto da história dela foi apresentado e respondeu perguntas cruciais, tais como sua quantidade de vidas, o poder dos xamãs e as cicatrizes que servem de força backup. Por um momento, achei que essa personagem sobrevivia a base de fotossíntese levando em conta seu despertar que nem exigiu uma parada para tomar um café da manhã. Agora está desculpada!

 

Até porque, por mais que seja humana, a caçadora tem traços desumanos mais contrastantes que reforçam sua natureza de limpar o mundo de vampirinhos. Isso alimenta a ideia de máquina incansável, de personagem obstinada, o que relativamente Rayna é. Acho ótimo vê-la dar tiro em geral, como se fosse um trabalho remunerado e muito tranquilo de realizar.

 

Melhor que seu retorno em Mystic Falls, só o encontro com Matt. Depois de muitos anos, me dou o direito de celebrar. Afinal, sempre quis vê-lo contra a vampirada e agora é oficial. Só não perdoo Dries pelas mentiras reproduzidas ano após ano que me fizeram acreditar que esse personagem teria um plot – e vinha a decepção porque esse cidadão ou morria ou era efeito colateral de situações muito sem pé e nem cabeça (Viajantes?). Ainda estou magoada.

 

Antes tarde do que nunca, mozão Donovan mostrou as garras que ainda se mantinham meio enluvadas e só tenho a agradecer Penny por ter dado o cutucão final: o policial precisava se impor. E precisava mesmo porque é muito fácil ativismo de sofá e fazer textão no Facebook. Tinha que tomar ação. Por mais que me sinta realizada, já fico possessa porque é um fato que nada das atitudes dele eliminará parte dos seus tais amigos – e precisa, né?.

 

Fato é que me incomoda, em qualquer série/livro/afins, a ausência de queda de protagonista ou qualquer outro que não seja necessariamente regular, mas tenha sua influência (como a Jenna e um dia Ric). TVD continua na zona de conforto que encontrou mais conforto ainda quando descobriram a maravilha (sqn!) de matar e trazer de volta. Sonho mesmo em ver pelo menos dois personagens centrais mortos e ficaria ainda mais contente se nessa cesta fosse um dos Salvatore – tanto faz Damon e Stefan a essa altura do campeonato.

 

Posso até parecer injetada no vampire hate, mas, depois de tantos anos, está faltando morte de impacto. Se Plec diz que a série está no melhor momento, acho válido matar de morte matada morrida e não botar simplesmente para dormir ou inventar um novo Other Side.

 

TVD-7x15---Matt

Mas morri de orgulho de Matt. Ele foi valente em invadir o espaço dos Salvatore, mandar as verdades e lançar o ultimato. Para mim, melhor cena deste episódio porque não aguento mais a galera à paisana, bolando plano sem backup, e se individualizando – a diferença agora é que geral se individualizou em duplas, algo que deu para capturar com extrema eficácia neste episódio. A sinceridade dele ficou de muito bom tom, justamente por não tê-lo tornado um súbito vingador – o que deve ter acontecido depois tendo em vista que a tal família dele foi capotada.

 

Matt manteve seu repúdio centrado na sede de recuperar o lar, algo há muito tempo comentado com Jeremy. Mesmo que seja uma atitude tardia por causa do prolongar da série, o personagem se manteve leal a sua essência. Ele foi sincero, não cuspiu na face do Stefan (que sabia que menino Donovan tinha razão) e finalmente reconheceu a sua força. Por mais que não tenha grandes storylines, mozão teve seu desenvolvimento preservado.

 

A única coisa bizarra desse momento verdade foi o pen drive. Provas das atrocidades dos Salvatore? Exposição da vampirada? Sabe o que Klaus faria com ele e o pen drive? Nada tem que ser perfeito em TVD. O ultimato tava lindo até rolar o micão.

Damon em: nem precisa voltar, migo!

 

TVD-7x15---Damon

Damon estava em um ótimo humor bancando de açougueiro de Rayna, mas claro que ele teria que ser uma decepção, né? A ideia de vê-lo no caixão, lá no primeiro flash-forward, já me fez infeliz e a realidade disso me fez mais infeliz ainda. Por essas e outras que estou bem cansada de TVD porque não deixam os Salvatore amadurecer. Ninguém nessa série evolui mais.

 

De novo, os escritores foram discrepantes e tive que rir. Então, Damon é ótimo e maravilhoso com Elena. Ok. Se fosse mesmo, Jeremy não teria sofrido tanto descaso da própria irmã – influenciada pelo boy que só queria ficar na cama – e Stefan não teria sido esquecido lá na S5 – em que Santa Gilbert teve que sentir que o ex estava se afogando. Se todo aquele escarcéu com a pedra fênix foi para libertá-lo da namorada, qual é a dificuldade de realmente libertá-lo? Até porque quem gosta de Delena quer ver Delena e não viver de indireta, revival ou da garantia que o amor existe sem a personagem presente.

 

Daí, ele repetiu a mesma missa: vou ali dormir porque cansei dos migos se preocuparem/se machucarem por minha causa. Imaginem se Klaus agisse assim, sendo que é o responsável por praticamente todas as desgraças dos Mikaelson e ninguém o abandonou.

 

As pessoas reclamam que Elijah sempre protege Klaus, mas ele dá uma brecha para o irmão quebrar a cara nem que seja empalado no processo. Stefan não deixa Damon crescer e vice-versa, e ambos ficam nessa fissura de você eu escolho primeiro para nenhum escolher nada.

 

Maior prova atual disso foi no ataque de Rayna, em que Damon disse que agiria pelo Stefan, mas o plano era tirar uma soneca. Exausta mesmo de ter que esperar a evolução desse personagem, o amadurecimento. Sempre terei os Mikaelson como base para comparar os Salvatore e não consigo entender o objetivo de diminuir os vampiros de Mystic Falls (entendo sim, mas guardo comigo mais uma opinião impopular). Klaus ainda tem motivo, a paranoia, isso é palpável. Agora, Elena, cujo amor é verdadeiro, deveria fortalecer o boy, não? Afinal, esse sentimento traz o melhor das pessoas quando é correspondido, né?

 

Apesar de me incomodar com esse apego da Bonnie pelo Damon (ambos na S6 estavam bem mais naturais, diga-se de passagem), ela me representou. Não tem como respeitar essa decisão – só que ele não me fez sentir dor, mas sim o desejo de não vê-lo nunca mais. Pela milésima vez, o Salvatore escolheu ele mesmo por ser o tal grande estorvo, o tal grande problema, sendo que continuou a machucar geral no processo. Não sei aonde está a dificuldade: se é nele ou nas pessoas que ligam demais.

 

E os demais

 

Caroline tão lindinha! Estou com ela em escolher a vida com Ric, como bem disse na semana passada. Sinto pelo Stefan que se viu preso à cicatriz de qualquer maneira, mas quando vejo personagens felizes dentro da sua essência, eu fico feliz, e quero que a vampira se mantenha aonde está. Nunca a vi tão leve e acho que Matt precisa de uma saideira igual a essa (se não teve).

 

Tentando entender até agora o andar em círculos de Stefan e de Valerie. Freya poderia ter sido mais útil com relação a esse protetor solar da cicatriz (e quem roubou as plantinhas tudo?). Outros personagens que fizeram vários nada esta semana, igual menina Caroline. Trio com as histórias mais fracas da temporada.

 

E me abstenho de novo de qualquer comentário sobre Stefan perdendo tudo pela milésima vez porque também não o deixam cantar let it go e ser feliz.

 

Concluindo

 

TVD-7x15---Rayna-e-Stefan

O episódio dividiu todo mundo em suas respectivas duplas. Nisso, ele foi muito intencional para conseguir respaldar e dar força aos próximos anos. Fizeram direitinho.

 

Com o salto (pegaram emprestado a chefia de edição de Murder?), quero só ver como explicarão como Rayna saiu da Armory (ela estava bem suave em comparação a sua versão de 3 anos atrás), como ela mudou de opinião sobre Stefan, como e quando Matt se propôs a ser parceiro da caçadora e qual foi o real impacto que levou Bonnie para a rehab (Armory a queria, não vamos nos esquecer).

 

Salvo a ideia de transferir a cicatriz, só penso em encheção daqui por diante, porque não há mais o miolo da história – a não ser que seja Armory que precisa e muito de um esclarecimento de como surgiu, para quem é, para que serve e afins. A série finalizou bem o tempo presente, mas, aparentemente, caiu em um ponto morto.

 

E sinto preguiça dos novos planos do Damon.

 

No mais, estou passada como este episódio foi bem montado e editado… Salvo a cena Bamon, cujo fundo para a cidade = claramente fake. Fora essa, houve umas tomadas ótimas.

 

Agora, férias!!

 

The Vampire Diaries retorna no dia 1 de abril.
 

PS: me perguntando a necessidade do Damon dizer que Rayna parece com Elena. Quando a divulgaram, até achei, mas agora não mais. Só inventam moda.

Stefs
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