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10/mar

Que season finale maravilhoso, meldels, alguém me ajuda! Choquei. Chorei. E já sinto saudade dos meus filhos que só retornarão no meio do ano. Como faz?

 

A trama que concluiu mais um arco de Teen Wolf foi tão redondinha quanto a dos episódios anteriores. Parrish se destacou como a estratégia e Lydia como a solução, ambos com a missão de combater uma Besta imparável. Tendo isso em mente, nada mais precisou ser dito ou explorado. Os personagens assumiram a sequência e não pararam um só minuto de acarretar ação e tensão. E de chegarem perto de destruir meu coração, fatos reais.

 

O nortear de uma guerra noturna deu um jeito de centralizar grande parte dos personagens, com direito a muito tiro, muita porrada e muita impressão de que no final de tudo alguém terminaria morto. Uma intenção capturada com excelência graças a vários cortes secos que deixavam o resultado dos ataques no ar, salvo menina Tracy que acabou sendo traída por um Theo que ludibriou novamente. Acreditei, por míseros segundos, que esse jovenzinho tinha certa sensibilidade, pois me envolvi com a cena linda dele com a última parceira de crime. Sou uma eterna romântica, o que posso fazer (e creio na absolvição de vilões)?

 

O medo real do finale era um descontrolado Sebastien, que me decepcionou um pouquinho por não ter um objetivo. Ele voltou, mas e daí? Só havia a necessidade de curtir a vida adoidado e matar quem fosse no processo? Pode ser, pois o retrocesso vendeu essa ideia. Inclusive, de que esse ser cometia as atrocidades por bel-prazer, então, não havia nada errado no presente. Porém, voltei aos questionamentos morais que nortearam esta temporada.

 

Na S5A, Theo destruiu a confiança do bando de Scott e fez geral ser desacreditado. Em contrapartida, a Besta veio dentro do tema da S5B: ressurreição. O 5×11 engatou a ideia de resgatar o grupo a fim de fortalecê-lo e as circunstâncias que os pegaram de jeito no finale soaram como uma última prova. Vide a queda de Lydia que ativou Kira que socou o Lobito ao relembrá-lo do seu papel que, automaticamente, rebateu num grupo já sem esperanças.

 

TW-5x20---Sebastien

Sebastien deixou a desejar, assim bem de leve. Fora o momento bafônico que revelou Marcel como um dos Dread Doctors, um golpe baixo de inteligente porque deu força à relação dos cientistas com a Besta e o Damnatio Memoriae, senti que faltou meta. Para alguém que prometeu alimentar o Nemeton de cadáveres, uma ideia não concretizada, perambular atrás da lança não deveria ser sua ação principal, mas um confronto com os Argent pelo que Marie-Jeanne fez. O que não rolou e deveria.

 

O objetivo real de Sebastien ficou por conta dessa ideia de endeusá-lo, mas o personagem foi perdendo a influência ao longo do episódio e só impactou um pouco na versão francesa-humana. Um homem de um charme letal e de encher os olhos. Amo vilões que seguram a marimba como se lixassem as unhas.

 

A ausência de ação de Sebastien rebateu nos Argent, que não fizeram muita coisa para combatê-lo sendo que deveriam também. Afinal, o monstrinho tem sua história interligada a origem deles. Só não reclamo mais porque Allison resolveu os paranauê e Chris e Gerard foram bem situados nesta temporada. Pai e filho renderam uma das reviravoltas mais deliciosas do finale. Meldels, como aplaudi!

 

TW-5x20---Gerard

Gerard nunca foi confiável e provou isso de novo. O personagem reapareceu e não escondeu o quanto ainda se achava o fundador dos caçadores, como foi possível captar na sua falta de empatia com Parrish. E, depois, ao atirar em Deucalion. Por mais que tenha passado anos longe do caos de Beacon Hills, o vovô mostrou que seus antigos hábitos não desvaneceram, nem seu orgulho convicto de que ser Argent é a coisa mais maravilhosa do universo (é sim, mas sem arrogância, migo). A expressão desse senhor diante da “traição” do filho, e o depois da treta com Sebastien, foi sensacional!

 

E o que dizer sobre Deucalion? Fiquei com vários pontos de exclamação na testa, pois a parceria com Scott foi o momento WTF do finale. A surpresa esclareceu os motivos que o manteve sentado e o prazer de nortear o vilão juvenil para o caminho errado. Inclusive, dar dicas para Hayden que iam contra aos ditos ideais do bando de Theo.

 

O importante é que Deucalion iniciou a ruína de Theo. Amei, embora o encaixe dele também tenha ficado muito fora do compasso da história. Esse personagem não fez nada de útil a não ser influenciar o vilão juvenil para o caminho errado – o que basta para mim, sem sombra de dúvidas. Sabíamos que as garras não surtiriam efeito e a sequência da queda desse mala foi maravilhosa.

 

TW-5x20---Theo

Era óbvio desde o início que os planos de Theo dariam errado, até parece que esse leite com pera derrubaria a Besta, e aqui temos outra dose de moral. No fim, a trama mostrou que esse jovem é irremediável diante da sua sede de poder. Esse cidadão caiu nas mesmas emboscadas que criou, traindo para ser traído. Apunhalado, como bem pontuou Deucalion antes da cartada que o norteou para o mármore do inferno. O melhor desse revés é que ele foi dado por uma pessoa poderosa e influente.

 

Essa foi a moral, pois Theo acreditou que era o bastante, que usaria tudo e todos sem ninguém reclamar, e não hesitou em derrubar quem fosse no processo. Em segundos, o jogo virou e o personagem viu o que é realmente um bando e que não interessa o poder que você tem para fazer parte dele. Vê-lo ser destruído pelas suas ações e pelo seu maior segredo foi uma delícia.

 

Theo “encerrou” sua jornada honrando o papel de adolescente com desejo de grandeza. Não dava para exigir mais que isso. Menina Kira arrasou nesse término de carreira, mas preferia Stiles como o vingador. Se há uma coisa que gosto é senso de justiça e menino Stilinski merecia essa chance (mas daí cairíamos nessa de matar de novo porque não rolou Void Stiles #chateada).

 

Sinto pelo personagem ter ido dessa pra melhor. Cody segurou o vilão e terminei impressionada com o talento não visto em Pretty Little Liars. #VoltaTheo.

 

Homenagem a Allison

 

TW-5x20---Allison

A S5B fez tudo o que a S4 não fez pela Allison: homenageá-la. Muito se cobrou sobre um velório ou algum momento que realmente resgatasse a memória dela, e o tempo de estranho descaso caiu por terra ao vê-la ser honrada neste finale. Mencionada desde o 5×01, o 5×20 pareceu o encerramento da memória da caçadora na série – e espero estar errada.

 

A maneira como amarraram as memórias de Scott a das de Sebastien, com as duas mulheres de mesmo rosto, me fez chorar como se não houvesse amanhã. Foi o gancho perfeito. Sem dúvidas, os retrocessos de Allison enriqueceram o finale não só pela nostalgia, mas por arrematarem o fim da Besta.

 

Sebastien se viu em outro singelo conflito moral. Por mais que gostasse de ser quem era, havia o amor imensurável por Marie-Jeanne que não desvaneceu, nem quando cada um abraçou seu papel no mundo sobrenatural. O que o faria retroceder seria a lembrança dela, ou a pessoa propriamente dita, e foi exatamente isso que rolou. A fraqueza em forma de amor foi responsável pela queda da Besta, ao contrário de Theo que foi o desejo de poder e o individualismo.

 

Entrelaçar Allison e Marie-Jeanne foi uma surpresa e tanto. Fiquei sem chão!

 

Allison é a responsável de me fazer amar os Argent. As complexidades dessa família sempre me chamaram a atenção e Marie-Jeanne só serviu para enriquecer isso por também ter passado pelo conflito moral de caçar o próprio irmão. Eles são a fatia completamente humana da série, sempre vistos no meio de várias saias justas que os nortearam a aceitar o diferente e a compreender que se caça quem os caça em retorno.

 

Melhor que isso só a fala de Stiles sobre a caçadora ter salvado seu primeiro amor sem ao menos estar presente. De quebra, Scott retornando a prateleira que gravou o momento em que essa turma começará a se despedir dos anos escolares. Que falta essa mulher faz!

 

Os quase mortos

 

Mason voltou e fiquei feliz. Clark finalmente se foi e quase levou minha protegida Hayden no processo. Não perdoaria se a matassem, de verdade, pois eis uma personagem que contou com um belo desenvolvimento, do A até o Z, em apenas 20 episódios. Um arraso completo!

 

De quebra, Hayden foi transformada, mais um presente dado por Scott que me fez pensar de novo em Araya (que prometeu atormentá-lo caso mordesse alguém). Minha protegida está viva e bem, e nada mais doeu (só aquele fundo falso que marcou o beijão com Liam).

 

Chris fez o favor de me assustar por ter transmitido sinais de que morreria no finale. Ao vê-lo nessa de salvar Parrish por se tratar de uma dívida, já me preparei psicologicamente para a perda. Amém que mozão terminou bem e a salvo, porque não sei o que seria de mim se esse homem fosse cortado da série. Já não tem Argent e tirar a ponte da família seria péssimo.

 

Péssimo foi Desert Wolf atirando na Malia. Como ela ousa? O saldo é que essa storyline foi decepcionante e fiquei extremamente irritada com a coiote sem saber se ia ou se ficava e se Braeden atirava ou saía correndo. Um belo desperdício, pois Tate tinha muito a agregar nos problemas da Besta, uma pena que a isolaram.

 

Mas não tiro os méritos da edição dessa cena. Top desde o 5×19.

 

Espero melhoras para Malia na próxima temporada, embora já esteja preocupada com a quantidade de personagem em cena.

 

Outros comentários

 

Gostei da iniciativa de Kira em se redescobrir. Ela já parecia outra personagem ao tomar partido de destruir Theo. Seja lá o que planejam, amei desde já este posicionamento de uma Skinwalker.

 

E mal posso esperar para ver Stiles se empenhando para ser policial. Apesar que senti por míseros segundos que o personagem amargurou a ausência de poder sobrenatural.

 

Concluindo

 

TW-5x20---Bando

Não houve um episódio desta temporada que tenha me deixado infeliz. Parecia um livro, o roteiro pensado em capítulo, cada passo bolado para não entregar demais e não fazer de menos. Todos foram envolventes e os roteiristas souberam priorizar. Souberam trabalhar com 20 episódios sem deixar o pique da história morrer – como rolou na S3 incontáveis vezes.

 

Os paralelos criados com a S3 valorizaram mais a história contada nesta temporada, mas a força veio na intenção de separar o aparentemente inseparável: o bando de Scott. Tudo que aconteceu foi para fortalecer a turma e o resultado foi efetivo.

 

O mesmo vale para a categoria participação dos personagens em que todos, até os novatos, tiveram a oportunidade de mostrar a que vieram – detalhe que peso muito na minha balança. Foi tudo equilibrado, claramente bem pensado e desenvolvido com cautela. Sambaram!

 

Vale uma ressalva para o desenvolvimento de Lydia e de Parrish. Gostei bastante, embora ainda não saiba se gostei ou não do grito que trouxe Mason de volta.

 

Agora, há um gancho que ainda acena para os Dread Doctors: o nazista-mor que saiu do vidrinho mágico. Torço para que continuem a contar essa história, pois faltou aprofundamento. Há mais explicações a serem dadas sobre como essa turma se transformou nesses esquisitos.

 

Inclusive, não contaram a transição de Theo. Um pecado que não chamo de grave se a intenção não é resgatá-lo do aparente inferno (e penso que Jeff o resgatará pelo simples fato desse jovem não ter morrido).

 

Só posso dizer: que temporada, amigos. Que temporada!

Stefs
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