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21/abr

Chicago Fire retornou em nome da minha sanidade com uma dose de tensão regada de algumas risadinhas. De início, o episódio parecia aquele tapa buraco, mas foi mera impressão. Ok que não aconteceu nada absurdo, mas houve uma sequência de lembretes relacionada a assuntos não tão passados. Um elencar de histórias que possivelmente fará parte da onda gigante que sempre tende a afundar tudo e todos em mais um encerramento de temporada.

 

O episódio pareceu extremamente distante dos últimos acontecimentos – o casamento Plouch. Quem assumiu o leme mais uma vez foi Casey, personagem que permanece no comando dos desdobramentos de uma temporada já por um fio. O Tenente manteve o jogo de cintura entre a antiga e a nova profissão e, se não fosse por sua nobre pessoa, teríamos mais uma semana vazia.

 

Credito também o chamado que segurou as pontas de um roteiro seguro e morno. O resgate de Victor deu um pouco mais de serviço a um Tenente que ressurgiu mais confiante tendo em vista que a última vez que tentou acarretar uma diferença tomou um nope. A situação não foi estressante, criou um caso simples, porém, honrável ao caráter desse personagem que jamais deixaria na mão um adolescente promissor, corajoso e com tanto desejo de ser alguém na vida. Jamais que esse nobre político faria a egípcia, principalmente ao ter sido cobrado por uma mãe apavorada.

 

Esta semana, tudo beneficiou Casey dentro da intenção de fazê-lo quebrar um pouco mais os seus limites. Começo a temer (de novo) o que virá em seguida.

 

CF-4x19---Casey

 

Booker e o pacto das câmeras foram resgatados para dar uma fermentada nessa história, algo que estava curiosa para saber como se desenvolveria. Obviamente que rolou uma decepção, pois percebi o famoso tapinha para finalizar rapidinho uma conversa passada a fim de engatar outro estresse. Ficou estranho porque tenho em mente que parte dos votos de Casey veio das gangues. Ele deu a cara para bater e subitamente venceu sobre alguém que já era veterano nessas paradas. Agora, o personagem foi tratado como um completo desconhecido.

 

Isso perdeu um pouco o sentido quando o pedido para poupar Victor foi negado. Empurraram Casey para a corrupção política a fim de atingir vários nada é isso mesmo? Penso que sim.

 

Achei que Casey não se daria bem de novo, pois foi captável a sensação de ter todo o poder do mundo e ao mesmo tempo não ter. Desde que se iniciou esse viés fora do Batalhão, o personagem luta para se sentir confortável nessa nova camada em torno de seu ser, como tentar se enfiar em um jeans mega apertado. Foi bastante visível o seu conflito interno neste episódio, não apenas sobre ser o político rockstar, como também ser o humano Casey e o Tenente Casey. São três pessoas dentro de um corpo, uma faceta mais madura que a outra, e a escolha de fazer o que sente em vez de seguir discursinhos prontos refrisou quem ele é e quem quer ser nesse meio. #NãoVaiTerGolpe

 

O instante que evidenciou isso foi dentro do carro com parte dos membros da gangue que infernizava Victor. Ali estava o político, em uma zona de risco para obter um acordo sobre a vida de um adolescente. Uma cena marcante por ter criado um comparativo entre o Casey da pré-eleição e o Casey de agora – que pode ir além do que imagina (isso mentalmente falando porque política tem lá suas barragens). Antes, o personagem se debateu para não se corromper e para não vender sua alma. Agora, ele sentou na janelinha – literalmente – e fez exigências ciente do seu poder. Ele não hesitou e estava 100% convencido. Uma convicção um tanto quanto apaixonada e é aí que mora o perigo.

 

Gostei desse retorno do personagem à zona de perigo porque política não é nave da Xuxa. Inclusive, por tê-lo feito ver que jogar nesse ramo tem um cardápio variado. Basta escolher bem as opções para uma boa combinação. No fim, ele voltou às raízes depois de um encontro que rendeu uma pequena indicação de mudança quanto a sua visão do posto que ocupa. Não há mais o medo, mas o desafio.

 

Casey não é fã de ouvir não e com seu ato glorioso penso que houve uma saída da zona de conforto da sua 2ª profissão. Toda vez que paga de político, como nas idas ao hospital pra ver Victor, o Tenente soa muito fake. Aí, tivemos os papos com Boden, acréscimos essenciais para mantê-lo fiel a quem é. E isso é bom porque o personagem pisou em cactos para criar seu próprio cacto. Ele pode muito bem fazer em vez de falar e/ou balbuciar promessas.

 

Com isso, é possível pensar que a atitude em atravessar uma gangue não passará batida. É Chicago e a bandidagem não perdoa, principalmente quando alguém bate de frente. Casey retaliou seus mais novos inimigos ao desfilar em um bairro marcado pelo crime, de nariz empinado, cheio de bravura, desmantelando corações e acumulando mais alguns haters.

 

CF-4x19---familia

Pra onde manda o pedido para ter essa escolta linda e cheirosa?

 

Às vezes, detesto ser pega de surpresa por Fire, ainda mais quando estou na bad. Boden chefiando a proteção de Victor, com sua famosa postura decidida e imbatível, acompanhado da turma mais linda de Chicago a postos no percurso até a escola, foi a cena mais linda da S4 até então. Chorei como se não houvesse amanhã. Não esperava esse golpe baixo de perfeito.

 

Só tenho a agradecer pela inclusão de Boden como apoio de Casey. O chefe sabe o que dizer nos momentos escuros e agiu como uma bússola linda neste episódio. Uma união relevante porque um conhece o outro e sabe o que virá como resposta após cada desabafo. Amei forte a troca de figurinhas, um bom artifício que não atropelou a situação que poderia render um fim meia-boca. O chamado foi concluído no estilo Wallace Boden de qualidade. O rodopio da câmera que revelou o que havia atrás do caminhão me deixou arrepiada!

 

Precisamos falar sobre Otis

 

Sempre cobro alguma coisa para esse personagem e agora me metem suspeita de câncer. Não sei bem o que pensar sobre isso porque tenho um lado meio Will Halstead – e ainda me incluem esse médico, o todo abalado com esse assunto. Muita ironia malvada para duas pessoas que não têm emocional para essa doença (Otis é sensível demais).

 

Fato é que minha sensibilidade fica no auge com essa pauta e suei pelos olhos a partir do momento que Otis disse que jogou as manchas no Google e tirou seu próprio diagnóstico. Rolou uma longa pausa dramática. Já não quero essa brincadeira (mas quero sim).

 

Me imunizando de emoções, quero que essa história dê certo. Chicago Fire terá uma 5ª temporada e as tramas não estão bem das pernas. Se analisarmos a série, ninguém ali foi afetado por, digamos, causas naturais. Tudo é atrelado ao trabalho, o que não é ruim porque reforça o contexto e os riscos da profissão. Contudo, já fazia um tempo em que sentia falta de angústias descobertas fora da zona profissional e me alivia saber que ao menos cutucaram essa linha tênue tendo Otis como peão. Um personagem das antigas, outro fator positivo porque o elenco é intocável e meu lado Shondanás não aceita isso muito bem.

 

Principalmente quando me recordo das curas milagrosas para não perder personagem.

 

CF-4x19---Otis

 

Mesmo com o coração na mão, já estou deveras preocupada e foi mais fácil compreender o espírito de Otis no episódio anterior. Do nada, ele simplesmente abriu mão de Brett. Cruz está mais grudado do que nunca na cola de um amigo que conseguiu uma noitada no casamento Plouch. Somando tudo + o sadismo dos roteiristas, o resultado é: deixar o personagem feliz e depois vrá! o derrubamos. Uma teoria do mal, eu sei, mas faz sentido na minha mente.

 

Se é prevista a durabilidade de Fire, não vejo outra solução a não ser começar a criar rotatividade de personagem a fim de renovar o elenco. Tenso é que nem isso os amigos Lobo têm acertado (Chili e Jimmy? Really?). Se querem continuar a transmitir veracidade e dar uma refrescada nas storylines, está mesmo na hora de desapegar. Não vejo outra maneira de recuperar parte da essência dessa série a não ser abrir mão do que já tem (troca os escritores!). Tá rolando vício de escrita, Herrmann o maior exemplo que nem contou com um crossover digno.

 

Não só o vício, mas a mania de incitar histórias e deixá-las por isso mesmo. São nessas horas que os saltos temporais das Chicagos se revelam como grandes inimigos porque eles não têm sido bem aproveitados e muita coisa fica na superfície (e entram as curas milagrosas dos bombeiros, Erin surgindo belíssima no seu posto na UI e etc., etc.). Assim, Otis apenas dormiu e acordou com umas manchas daquele tamanho? Sendo que esses sinais costumam iniciar com uma ou outra com certa discrição? Para um conflito/drama dessa proporção, a introdução foi muito fail.

 

E, considerando as sinopses do futuro, não quero pensar que esse drama seja apenas para Brett se aproximar de Otis.

 

É triste desde já o que possivelmente planejam para Otis e espero que escrevam isso direito. Já aceito como uma verdade considerando a omissão com olhinhos lacrimejantes para cima de Brett e a intenção de botar Kidd como uma das gerentes/atendentes do Molly’s. Vamos ver como rola.

 

Os demais

 

Geralmente, detesto o subplot de Herrmann e Cia., o dessa semana foi claramente encheção de linguiça, mas Kidd tão maravilhosa na gincana que dou meu perdão. Rendeu boas risadas, muito embora tenha agregado em nada, sendo apenas um insight sobre o futuro de Otis.

 

Abstenho-me de dizer qualquer coisa sobre Severide. O que estão fazendo com esse jovem?

 

O chamado da ambulância foi sem pé e nem cabeça, mas fez cócegas de empatia no coração.

 

Concluindo

 

Mesmo que não tenha sido um episódio forte e apavorante, houve muito significado. Ele emocionou bem no momento que já considerava dar nota 6,0. Casey foi maravilhoso e Otis deixou um medinho sobre o que vem aí… Aonde pausa para o drama não começar?

 

PS¹: Dawsey sem uma fala. O descaso começa quando nem dão um parecer sobre esses dois tendo em vista a última conversa sobre casório.

 

PS²: Tirem essa Susan de perto do mozão! E, venham cá, como é que uma consultora política, que deve ter acompanhado Casey desde o início da eleição, não reconheceu a esposa bela, recatada e do lar, aka Gabby? Que profissional leiga é essa? #PlotHole.

Stefs
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