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07/abr

Amei o episódio e quero protegê-lo. Ele foi equilibrado, dosando a tensão ao redor de Brett ao mesmo tempo em que havia o alívio cômico do casamento Plouch. Os chamados foram muito bacanas também, principalmente por terem servido de ponte para empurrar Casey ao início da sua carreira política e por ter dado o que fazer aos demais. Essa pegada de criar um caso para ser destrinchado em 40 minutos tem segurado as pontas desse final de temporada e tem rendido bons momentos por trazer outra faceta dos personagens envolvidos.

 

Severide saiu um pouco da bolha do romance na semana passada e Brett surgiu completamente fragilizada nesta. Foi bem estranho vê-la tão pequena, sendo que foi introduzida em Fire com uma pegada independente e segura, especialmente na hora de entrar/sair dos apuros que encontraram seu caminho. A paramédica não reagiu um só momento durante e após ser marcada como alvo, um conflito de caracterização se pensarmos em tudo o que a personagem já enfrentou e até provocou com um típico tom de desafio.

 

Chicago-Fire-4x18---Brett

 

Brett teve chance de brilhar nessa situação, mas não foi dessa vez. Mesmo assim, gostei da paranoia que se instalou ao redor da personagem, do tom de preocupação que trouxe o melhor de Boden novamente, de Jimmy ter contado com mais trabalho e até mesmo da chance dada a Gabby de passar algumas horas na ambulância (gritei como se fosse a primeira vez que visse isso, fatos reais). Só não gostei da conclusão que foi rasa e confesso que nem senti gosto de vingança. O cara simplesmente morreu, sem nenhuma explicação.

 

Ok que se tratou de uma problemática com essência de P.D., mas, na semana passada, o dilema de Severide teve começo, meio e fim bem satisfatórios. No caso de Brett, o chamado que rendeu em ameaça permanente não contou com uma conclusão compensatória, o que me fez pensar que essa situação serviu somente para aproximá-la do parceiro de trabalho.

 

Se eu pensar por esse lado, fico na bolha neutra porque gostei da preocupação de Jimmy. Foi muito natural, sem essa de obrigação em fazer o romance engatar de vez. Foi até uma chance de conhecermos melhor a índole desse jovem que estava largado nas sombras.

 

Em contrapartida, acho uma mancada sem escrúpulos desviarem a história do Jimmy, sendo que seria mais interessante vê-lo ser mentorado por Casey. Essa era a proposta inicial, o rockstar do Batalhão que está mais para o bobão do Batalhão. Não gosto.

 

Não posso esquecer de ressaltar a presença de Antonio que recheou bastante esse curto drama da Brett. Melhor que inserir personagens X para resolver dilemas temporários (e começo a achar que isso é um problema unicamente do Severide).

 

Lá vai Dawsey cantar Rolling in the Deep

 

Chicago Fire - Dawsey

 

Sou uma pessoa um tanto quanto dramática quando assisto séries e as promessas de destruir Dawsey mais um pouquinho me fizeram bolar cenas mentais refletidas no sucesso (mesmo que fosse temporário) de Casey na política. Mas não. Dawson acordou para repetir duas vezes a mesma linha de diálogo, o resumo do resumo, para dizer que o romance está bem legal do que jeito que está. Por um lado até compreendo porque o relacionamento de ambos fluiu até um pouco melhor sem a pressão do casamento/profissão (porque pessoalmente sou apaixonada pela época em que ambos se agarravam sem compromissos). Só que pelo outro, é falta do que realmente escrever para os dois. De novo, uma desculpinha para testá-los.

 

Mas por outro, outro lado, isso mostra que Dawson amadureceu um pouco se a colocarmos ao lado da sua versão que aceitou o pedido de Casey sem hesitar.

 

Obviamente que Casey levaria a negativa de um casório para o pessoal, o que pressionou o botão S3 em que o personagem vestiu cosplay babaca para cima de Gabby. Ninguém merece aguentar essa versão do Tenente de novo porque ele não parte de um ponto de razão.

 

Para piorar e calibrar o conflito entre Dawsey, Casey experimentou a primeira perda por causa do otimismo e da ingenuidade em querer usar seu poder para barrar a malandragem. De novo: por um lado foi ótimo o Tenente quebrar a cara para ver se fica mais esperto e para tirar essa ideia de felicidade programada. Por outro, Gabby é assessoria do mozão e a negativa sobre o casório pode acarretar mais uma onda de tensão desnecessária entre os dois.

 

Nem sei se sou obrigada a isso porque é final de temporada e considerando o próximo episódio ou esses dois acatam que está melhor assim e esperam a vida acontecer ou se afastam para evitar mais conflito a fim de abrir espaço para alguma tragédia.

 

E esse Gallo ficou muito Maddox.

 

Os demais

 

Chicago Fire - Plouch

 

Mouch muito me representou sem ao menos ter sido pedida em casamento. Platt também. Os dois tão nervosos, tão preocupados em não atenderem mais as expectativas um do outro, inflaram meu coração de mais amor. Espero que ambos fiquem no potinho da proteção, pois lidar com a nova trollagem para cima de Dawsey já é demais e de acabar com o clima do rolê.

 

Confesso que senti falta de Ruzek no casamento por ele ter uma marquinha na storyline de Platt ao ser usado como novo crush em troca do cheque. Seria engraçada uma interação dos dois para reviver esse momento que terminou com a suspeita de que a Sargento era lésbica.

 

Já to amando mais a Stella porque ela desafia e tira sarro da face de Severide. Um processo contrário levando em consideração que a mulherada nem pensa duas vezes em dar uns beijos nele (nem é tão difícil, mas vamos fingir, ok?). A personagem contribuiu para o alívio cômico, pareceu nem um pouco abatida com o fim do seu relacionamento e a autoconfiança dela é tão comedida, maravilhosa e impregnante que tenho até medo de qual será o futuro dessa jovem.

 

Não sei se Stella tem chances de se tornar figurinha fixa no Batalhão, mas que tem rolado uns destaques no trabalho de campo dela, ah!, tem rolado sim. Fico com ciúme porque Gabby lutou, lutou e lutou para ser bombeira e não ganhou muita coisa depois da transição (e na ambulância ela continua a mostrar que ali é seu lugar!). Considerando que Dora foi promovida para ter uma péssima storyline, volto a sentir medo de um sucesso que pode virar insucesso.

 

Concluindo

 

Chicago Fire só retorna no dia 19 e estou com o coração na mão com relação ao próximo episódio – e todos que virão porque fim de temporada só soco na face. Casey realmente sentirá a cobrança de Booker e espero que essa situação seja mais intensa e meio complexa em comparação ao caso Nesbitt que perdeu bastante no quesito finalização.

 

PS¹: finjo que não notei, mas Brett não é meio nerd? Como assim ela deixou de entender a linguagem Otis? Confesso que fiquei bolada, mas o resultado é um bombeiro livre com direito ao after party. Estava meio sem cabimento esse crush do personagem pela paramédica.

 

PS²: Dawson descrita como “a esposa” e eu crente no pedido de casamento para arrumar isso.

Stefs
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