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28/abr

Quando você acha que um episódio com alguns nada não lhe fará reagir, lá está Stefs tendo uma sudorese nos olhos, ou seja, me estabanei de tanto chorar (e acabei vendo um vídeo de uma criança montando de olhos vendados um cubo mágico para me recuperar). Chicago Fire garantiu mais uma semana como a anterior, apostando no emocional já que não tem nada novo a se trabalhar. Fato é que os chamados zeros à esquerda, Otis em negação com algo que pode ser câncer e a chateação de Cruz não sustentariam a trama sem uma camada mais grossa.

 

Severide fez parte dessa camada e voltou a ganhar destaque por conta de J.J..

 

O episódio foi basicamente dedicado a uma história que basta tirar a criança para ver que foi tão superficial quanto à saída de Chili. O menino beneficiou demais esse subplot, regando-o com tensão e drama que descarrilaram a montanha-russa emocional que se seguiu com relação à perda de Holloway (quem era ela? O que comia? O que fazia? De onde veio? Por que Severide?). Duvido muito que o efeito seria o mesmo se houvesse só o Tenente e ela nos holofotes. Até porque ambos não chegaram a ter um relacionamento mais aprofundado – e não me refiro ao sexo, mas em ter uma amizade mesmo. J.J. o salvador!

 

De novo, o inimigo chamado salto temporal preencheu as entrelinhas a fim de nos fazer entender (para não dizer engolir) que a relação entre Severide e Holloway se fortaleceu após o caso Courtney. E de uma maneira forte, nada aleatória, ao ponto dela confiar seu filho ao outro Tenente do Batalhão. Queria fingir que não notei, mas micropartículas de histórias não passarão. Já estou no auge da frustração com esse cidadão sendo papel de parede.

 

Desligando o emocional, foi outra história perdida porque claramente não há mais nada a ser contado do ponto de vista de Severide. Ligando o emocional, a situação em si foi muito triste unicamente pelo olhar de J.J. que deveria ter seu nome no título do episódio.

 

CF-4x20---JJ

 

A zoeira emocional começou com os vídeos e Gabby me deu um tiro ao relembrar da vida na ambulância. Depois veio Severide com aquele discurso pré-pronto que nasceu depois de saber o fim de Holloway. Esses fragmentos enriqueceram o episódio, teve uma construção linda e pontual, e fortaleceram o senso de família do Batalhão. Porém, o dilema de J.J. brilhou e o que matou foi a atitude dessa criança ao ouvir que a sua mãe não o buscaria como o prometido.

 

A morte de Holloway era algo esperado tendo em vista seu papel de testemunha em um caso quente. Não houve suspense nesse quesito, mas o resultado foi de chorar. A perda enfatizou que J.J. amadureceu muito rápido por conta da profissão da mãe e o ator transmitiu isso muito bem. Consegui visualizar o quão sozinho ele deve ter ficado e o quanto teve que se virar para não aborrecer uma mulher que trabalhava demais para ser uma heroína. Sua heroína. Escolheram a criança certa para esse papel, superarticulada, o que fortaleceu a admirável reação do personagem depois do golpe.

 

J.J. sinalizou várias vezes a desconfiança de que havia algo errado, mas se deixou levar pela bolhinha quentinha que é o Batalhão. Ele curtiu seu dia e se tornou o big thing do episódio. Todos os momentos dele na companhia dos bombeiros foram preciosos e, apesar dos pesares, conseguiram transmitir a ideia de que aquela criança sempre pertenceu àquela família. O agradecimento aos bombeiros por tê-lo ajudado foi de acabar com o pique do rolê. Sem condições para essa cena. A inserção de Pouch foi destruidora também, não esperava esse golpe do jiraya. Você não me envolve cachorro compreendendo sentimentos humanos porque desabo na hora. Desaguei horrores (e obrigada vídeo do cubo mágico!).

 

CF-4x20---Severide-e-JJ

 

O ponto positivo dessa curta história é que Severide mostrou de novo o quanto se dá um pouco melhor quando é inserido nessa vibe. É onde está o melhor da sua caracterização já muito empobrecida. Em meio a assuntos mais sérios e/ou com apelo emocional mais complexo, Taylor tem um pouco de sucesso e o prefiro desse jeito a ser jogado para ser o Magic Mike da série. É nesses instantes que o personagem é enaltecido e desenvolvido porque não há meios de escapar ou de fingir que não é com ele. Apertos como esse o obrigam a enfrentar/lidar e por um lado é bacana vê-lo mergulhado nessas dramáticas.

 

Sem contar que a perda de Holloway voltou a pintá-lo como herói, algo visto no primeiro chamado que enfatizou o quanto ele é estratégico, decidido e cuidadoso. Mas é bem chato Severide não ter uma história com giro completo, ao contrário de Casey que continua na vida dual e nem sei mais o que dizer sobre isso.

 

Começa a nascer dentro de mim uma pequena decepção com o novo capítulo da vida de Casey porque claramente meteram essa Susan para gerar atrito em Dawsey e, muito provavelmente, para fazer o Tenente idealizador cair em cilada (esperando uma cilada das gangues até agora e sendo eternamente trouxa). Essa de mexer na vontade do personagem em mudar o planeta me cheira a sabotagem. Não confio em pessoas solícitas em demasia, querendo fazer a festinha acontecer, e essa consultora tem a pegada dos traíras de Fire.

 

CF-4x20---Casey

Você tá sendo falsa, mana!

 

Essa do suborno ficou meio fora de tom. Por mais que Casey se mova bastante entre as profissões, não está efetivamente rolando nada. Ele dribla Becks, um empresário, lida com Booker para receber um dinheirinho assim do nada pelo correio? Dinheiro que o faz chegar perto de uma investigação tão X quanto à correspondência? Sim, tenho gostado bastante do viés político, mas sabem quando há aquela impressão de giro no mesmo lugar e ida para canto algum? Ainda há a tentativa de quebrar o caráter, mas como se ele não sai do Batalhão?

 

O papel de Susan para resolver o probleminha do suborno foi fácil, o que me faz pensar que é obra dela. Não sei, nada dessa situação ganhou minha simpatia, sendo que Casey poderia contar com outros tipos de desafios tendo em vista que tem cutucado gente perigosa. Do jeito dele, mas há efeito e o Tenente ainda não começou a colher o pão que o diabo amassou.

 

Por essas e outras que deixei de confiar em mudança desses personagens. Eles continuam empacados – vide Jimmy que só está na ambulância para preencher tempo de cena, fato.


Os demais

 

Mesmo que tenha sido nada a ver, Cruz tocou meu coração com sua típica segurança de fazer o certo e depois se deitar em X pedindo pra Deus levá-lo porque fez uma burrada. A aproximação com Kidd me fez um pouco feliz, essa mulher sabe como colocar as pessoas para cima (só não ela mesma, vide o caos com o ex que quase a fez se sabotar de novo). Não cogito fins amorosos, mas uma amizade muito bacana (e eu quero!).

 

Otis continua na negação e esse papo de Vegas me dá abuso porque lembro de Severide. Confesso que a preocupação que senti na semana passada deu uma amenizada, pois estou tão sem otimismo para o fim de temporada de Fire que já me entreguei para ser surpreendida (e o mesmo pensamento vale para as outras manas, cujas sinopses não me animaram).

 

Concluindo

 

Embora sem uma trama forte, os acontecimentos desta semana não deixaram de ser emocionantes e deveras reflexivos nos mais variados pontos de vista como se adiantassem o clima rumo ao season finale. Anda rolando muito foco aleatório no âmbito pessoal, mas nenhuma amarração para garantir expectativa. Pergunto-me quem será a/o sorteada/o da vez e nem sei o que dizer sobre Gabby e a criança na semana que vem.

 

(na verdade, tenho sim, vão rebater algo que ela não lidou lá começo da season. #Panelaço).

 

PS: Gabby só faltou gritar “sou ryca” quando viu aquela grana toda.

Stefs
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